Essa
bruxa seguiu o caminho de sangue, logo após sua formação no Coven, buscou um
patrono vampiro para que ela pudesse canalizar sua energia e praticar magias
muito poderosas, almejando um dia ser capaz de converter pessoas normais em
vampiras, com o qual estabelecerá um controle.
Ela
se chama Belinda, tem dezenove anos, por causa do Coven, veio viver na Irlanda,
ao lado das suas irmãs. Antigamente os Coven eram feitos de bruxas da mesma
ordem, hoje em dia é aceita uma de cada ordem para uni-las e também para
espalhar a diversidade, ainda que haja conflitos por bruxas que não aceitam
muito bem a convivência com umas ou outras.
Belinda
é tradicionalmente de família de bruxos, e seguir esse caminho foi como um
despertar familiar, não teve motivos maiores para seguir, a não ser no caso da
escolha de patrono. Seguir o caminho do sangue não é muito bem visto pela
comunidade bruxa e também pelos demais, mas é um ótimo meio de se obter poder
rápido e controle sobre as criaturas. Abaixo segue alguns trechos de pessoas
que já se depararam com Belinda.
“A
mulher sorriu e mostrou suas presas. ‘Uma vampira!’, pensei, mas quando vi que
em seu corpo ainda corria sangue vivo, cheguei a conclusão que se tratava de
algo ainda pior: Uma Baobah-Sith”. (Das anotações de Aquilam Mão-de-Titanium,
Alquimista).
Baobah-Siths
são bruxas que abraçaram o caminho do vampirismo. Estas bruxas canalizam o
poder mágico contido em seu sangue – e no sangue de suas vitimas – para
executar suas tarefas. Tais bruxas são caçadas e temidas pelas outras bruxas.
(Bruxas, Toni Gordo).
A
próxima bruxa que vamos falar é da Bokor. Como representante neste Coven na
Irlanda em Nord, temos a Chayra. Após a morte de sua avó e a posterior morte de
sua mãe, esta bruxa começou a especializar nos espíritos de seus ancestrais,
andando pelos cemitérios tidos como lugares sagrados e aproveitando a energia
que provem dos espíritos de seus entes bruxos que já morreram. Hoje em dia
estando no grupo, Chayra pode canalizar essas energias e torna-las uteis para
todos do clã. De fato ela é a responsável pelo fortalecimento e pela defesa e
sobrevivência que este Coven na Irlanda vem tendo.
Chayra
tem dezenove anos, assim como Belinda, mas não levam uma boa relação, a
primeira acredita que a magia do sangue não deve ser utilizada por não deixa
com que os mortos possam descansar, também interfere no processo do descanso,
porque uma vez transformado em vampiro, a alma terá que vaga pela eternidade
sem propósitos definidos.
Uma
característica peculiar de Chayra é que ela pode prever o futuro, os espíritos
podem revela-las o que está por vir. E apesar de seu moralismo com a morte,
Chayra fez um ritual Lich, que a torna imortal, que ela diz a si mesma que é
para zelar pelo cumprimento das leis, que faz o sacrifício de viver pra sempre
em prol de lutar pelo que é certo.
“Devo
admitir: aquele batuque me incomodava. Ver
aquelas belas mulheres de pele negra dançando e rebolando era agradável aos
olhos, mas a batida repetitiva da música me deixava irritado e com sono e estas
são duas sensações que não gosto. Então, o batuque parou e uma mulher com o
corpo pintado e uma cartola saiu detrás de uma cortina. Embora seu corpo ainda
fosse o daquela bruxa, a voz e o espírito não eram. Naquele momento, o Barão
Samedi falou através da voz daquela Bokor e então eu tive a certeza: Os Loas
estavam naquele lugar.” Das anotações de Aquilam Mão-de-Titanium, Alquimista
do novo mundo.
A
Caçadora Laura, avida, atenta, uma bruxa de personalidade forte e atitude. Ela
é a encargada do Coven de executar tarefas como de policias, rastrear inimigos,
buscar pedras ou objetos místicos, liderar o Coven em momentos de tensões. Ela
possui trinta e três anos, tem certa experiência e não gosta de ser
subordinada, e diferente das duas ultimas apresentadas, Laura não é humana, ela
é o que diríamos hoje mescla de humano com anjo, Nephalins é o nome de sua
raça, possuindo asas como de anjos e poderes psíquicos formidáveis. Laura tem
uma pontaria muito precisa, o que a auxilia muito no seu posto. Além dos
poderes mágicos, a sua fé é muito grande, crendo com todas as suas forças na
deusa Grande Mãe.
“Decidi
seguir Selina em sua missão. Embora
estivesse relutante no início, ela acabou concordando quando viu que não sairia
de sua ‘cola’. O alvo era um Inquisidor do reino de Langedoc. Ele havia matado
duas bruxas e um druida e preparava-se para vender algumas delas como escravas.
Eu tinha especial interesse naquele Inquisidor: Eduardo Santorini havia
queimado alguns de meus amigos e eu queria sua cabeça de qualquer jeito. A
bruxa caçadora sabia de meu passado com Santorini e tenho certeza que não se
importaria nem um pouco se eu o matasse.” Das anotações de Aquilam
Mão-de-Titanium, Alquimista do novo mundo.
Esta
é a resposta das bruxas aos caçadores de bruxas. Uma bruxa-caçadora é uma
aventureira especializada em, como poderíamos dizer, remover incômodos, como
clérigos de religiões opostas, caçadores de bruxas, muktares, inquisidores,
hags e outros inconvenientes que por ventura possam colocar em risco a
existência das bruxas. Há, porém algumas bruxas-caçadoras que se especializam
em caçar bruxas que abandonam a trilha tríplice e passam a utilizar seus
poderes de forma nociva.
A última bruxa a ser apresentada neste capitulo é
um representante masculino da classe, seu nome é Diyn. Seus pais trabalhavam
para os reis da Irlanda, guerreiros comuns, sem poderes mágicos, contudo Diyn
foi agraciado pelo dom, e fazendo o juramento outrora feito pelos seus pais,
jurou proteger os mais fracos, indefesas e donzelas. Foi então que conheceu a
representante Venéfica do grupo, que será apresentada mais tarde. Ela estava
sendo vitima de um ataque de Goblins que a queriam roubar, e seu poder na época
ainda era pequeno e ela não conseguia defender-se, então apareceu o Cavaleiro
Verde Diyn e a salvou. Desde esse o laço deles se estreitaram e passaram a
serem amigos. A Venéfica apresentou Diyn para o Coven e como elas não tinham um
cavaleiro verde, logo o recrutou. Os poderes de Diyn então começaram a crescer,
e ele jurou proteger todas as bruxas que necessitassem de sua ajuda.
Diyn tem vinte quatro anos, assim como a Venéfica a
quem ele salvou, tem certo temor da Belinda e Chayra, mas esta sempre ali por
elas, até porque as duas são as mais novas do Coven. A Bokor ele tem uma
relação de irmandade, a teme pelos espíritos, mas a protege porque sente uma
ligação de irmão com essa bruxa. Não possui muitos amigos, sendo a Venefica,
Enigma, Selvagem e Chayra as únicas pessoas em que ele sente que pode de
verdade confiar.
“Os
cavaleiros que nos acompanhavam por aquelas bandas não eram apenas
cavaleiros... eram tocados pela Deusa. Eram
em número de três e por cima das armaduras vestiam hábitos e mantos verdes com
a insígnia de uma lua branca. Forcei minha mente atrás de lembranças que
pudessem me dizer quem eram aqueles cavaleiros, mas, a memória ainda estava
falha por causa do veneno da aranha. Pensei em perguntar a meus companheiros se
conheciam aqueles distintos senhores, mas todos estavam ainda visivelmente
chateados por ter salvado a vida daquela Apis.
‘_São
Cavaleiros Verdes, minha Rainha’ – disse a Apis com uma voz doce e murmurosa –
‘São nossos protetores. Eles possuem o poder da Deusa e são defensores de todas
as bruxas’. Agradeci a informação e enquanto fazia uma pequena nota, vi que os
cavaleiros riam muito. Só então notei: acabara de ser chamado de ‘Rainha’.” Das
anotações de Aquilam Mão-de-Titanium, Alquimista do novo mundo.
A
Deusa concedeu a todos os cavaleiros verdes o dom da bruxaria. Isto deve ser
usado com sabedoria e como prova de gratidão, todas as filhas da deusa devem
ser protegidas e todas as ordens da deusa devem ser seguidas.
Diyn
parece entender bem desse juramento e fará de tudo para mantê-lo a salvo, ainda
que isso implique num deslocamento que poderá ocorrer futuramente. Como previu
Chayra a Bokor.
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