terça-feira, 1 de março de 2016

Baobah-Sith, Bokor, Caçadora, Cavaleiro Verde.

Essa bruxa seguiu o caminho de sangue, logo após sua formação no Coven, buscou um patrono vampiro para que ela pudesse canalizar sua energia e praticar magias muito poderosas, almejando um dia ser capaz de converter pessoas normais em vampiras, com o qual estabelecerá um controle.
Ela se chama Belinda, tem dezenove anos, por causa do Coven, veio viver na Irlanda, ao lado das suas irmãs. Antigamente os Coven eram feitos de bruxas da mesma ordem, hoje em dia é aceita uma de cada ordem para uni-las e também para espalhar a diversidade, ainda que haja conflitos por bruxas que não aceitam muito bem a convivência com umas ou outras.
Belinda é tradicionalmente de família de bruxos, e seguir esse caminho foi como um despertar familiar, não teve motivos maiores para seguir, a não ser no caso da escolha de patrono. Seguir o caminho do sangue não é muito bem visto pela comunidade bruxa e também pelos demais, mas é um ótimo meio de se obter poder rápido e controle sobre as criaturas. Abaixo segue alguns trechos de pessoas que já se depararam com Belinda.
“A mulher sorriu e mostrou suas presas. ‘Uma vampira!’, pensei, mas quando vi que em seu corpo ainda corria sangue vivo, cheguei a conclusão que se tratava de algo ainda pior: Uma Baobah-Sith”. (Das anotações de Aquilam Mão-de-Titanium, Alquimista).
Baobah-Siths são bruxas que abraçaram o caminho do vampirismo. Estas bruxas canalizam o poder mágico contido em seu sangue – e no sangue de suas vitimas – para executar suas tarefas. Tais bruxas são caçadas e temidas pelas outras bruxas. (Bruxas, Toni Gordo).
A próxima bruxa que vamos falar é da Bokor. Como representante neste Coven na Irlanda em Nord, temos a Chayra. Após a morte de sua avó e a posterior morte de sua mãe, esta bruxa começou a especializar nos espíritos de seus ancestrais, andando pelos cemitérios tidos como lugares sagrados e aproveitando a energia que provem dos espíritos de seus entes bruxos que já morreram. Hoje em dia estando no grupo, Chayra pode canalizar essas energias e torna-las uteis para todos do clã. De fato ela é a responsável pelo fortalecimento e pela defesa e sobrevivência que este Coven na Irlanda vem tendo.
Chayra tem dezenove anos, assim como Belinda, mas não levam uma boa relação, a primeira acredita que a magia do sangue não deve ser utilizada por não deixa com que os mortos possam descansar, também interfere no processo do descanso, porque uma vez transformado em vampiro, a alma terá que vaga pela eternidade sem propósitos definidos.
Uma característica peculiar de Chayra é que ela pode prever o futuro, os espíritos podem revela-las o que está por vir. E apesar de seu moralismo com a morte, Chayra fez um ritual Lich, que a torna imortal, que ela diz a si mesma que é para zelar pelo cumprimento das leis, que faz o sacrifício de viver pra sempre em prol de lutar pelo que é certo.
“Devo admitir: aquele batuque me incomodava. Ver aquelas belas mulheres de pele negra dançando e rebolando era agradável aos olhos, mas a batida repetitiva da música me deixava irritado e com sono e estas são duas sensações que não gosto. Então, o batuque parou e uma mulher com o corpo pintado e uma cartola saiu detrás de uma cortina. Embora seu corpo ainda fosse o daquela bruxa, a voz e o espírito não eram. Naquele momento, o Barão Samedi falou através da voz daquela Bokor e então eu tive a certeza: Os Loas estavam naquele lugar.” Das anotações de Aquilam Mão-de-Titanium, Alquimista do novo mundo.
A Caçadora Laura, avida, atenta, uma bruxa de personalidade forte e atitude. Ela é a encargada do Coven de executar tarefas como de policias, rastrear inimigos, buscar pedras ou objetos místicos, liderar o Coven em momentos de tensões. Ela possui trinta e três anos, tem certa experiência e não gosta de ser subordinada, e diferente das duas ultimas apresentadas, Laura não é humana, ela é o que diríamos hoje mescla de humano com anjo, Nephalins é o nome de sua raça, possuindo asas como de anjos e poderes psíquicos formidáveis. Laura tem uma pontaria muito precisa, o que a auxilia muito no seu posto. Além dos poderes mágicos, a sua fé é muito grande, crendo com todas as suas forças na deusa Grande Mãe.
“Decidi seguir Selina em sua missão. Embora estivesse relutante no início, ela acabou concordando quando viu que não sairia de sua ‘cola’. O alvo era um Inquisidor do reino de Langedoc. Ele havia matado duas bruxas e um druida e preparava-se para vender algumas delas como escravas. Eu tinha especial interesse naquele Inquisidor: Eduardo Santorini havia queimado alguns de meus amigos e eu queria sua cabeça de qualquer jeito. A bruxa caçadora sabia de meu passado com Santorini e tenho certeza que não se importaria nem um pouco se eu o matasse.” Das anotações de Aquilam Mão-de-Titanium, Alquimista do novo mundo.
Esta é a resposta das bruxas aos caçadores de bruxas. Uma bruxa-caçadora é uma aventureira especializada em, como poderíamos dizer, remover incômodos, como clérigos de religiões opostas, caçadores de bruxas, muktares, inquisidores, hags e outros inconvenientes que por ventura possam colocar em risco a existência das bruxas. Há, porém algumas bruxas-caçadoras que se especializam em caçar bruxas que abandonam a trilha tríplice e passam a utilizar seus poderes de forma nociva.
A última bruxa a ser apresentada neste capitulo é um representante masculino da classe, seu nome é Diyn. Seus pais trabalhavam para os reis da Irlanda, guerreiros comuns, sem poderes mágicos, contudo Diyn foi agraciado pelo dom, e fazendo o juramento outrora feito pelos seus pais, jurou proteger os mais fracos, indefesas e donzelas. Foi então que conheceu a representante Venéfica do grupo, que será apresentada mais tarde. Ela estava sendo vitima de um ataque de Goblins que a queriam roubar, e seu poder na época ainda era pequeno e ela não conseguia defender-se, então apareceu o Cavaleiro Verde Diyn e a salvou. Desde esse o laço deles se estreitaram e passaram a serem amigos. A Venéfica apresentou Diyn para o Coven e como elas não tinham um cavaleiro verde, logo o recrutou. Os poderes de Diyn então começaram a crescer, e ele jurou proteger todas as bruxas que necessitassem de sua ajuda.
Diyn tem vinte quatro anos, assim como a Venéfica a quem ele salvou, tem certo temor da Belinda e Chayra, mas esta sempre ali por elas, até porque as duas são as mais novas do Coven. A Bokor ele tem uma relação de irmandade, a teme pelos espíritos, mas a protege porque sente uma ligação de irmão com essa bruxa. Não possui muitos amigos, sendo a Venefica, Enigma, Selvagem e Chayra as únicas pessoas em que ele sente que pode de verdade confiar.
“Os cavaleiros que nos acompanhavam por aquelas bandas não eram apenas cavaleiros... eram tocados pela Deusa. Eram em número de três e por cima das armaduras vestiam hábitos e mantos verdes com a insígnia de uma lua branca. Forcei minha mente atrás de lembranças que pudessem me dizer quem eram aqueles cavaleiros, mas, a memória ainda estava falha por causa do veneno da aranha. Pensei em perguntar a meus companheiros se conheciam aqueles distintos senhores, mas todos estavam ainda visivelmente chateados por ter salvado a vida daquela Apis.
‘_São Cavaleiros Verdes, minha Rainha’ – disse a Apis com uma voz doce e murmurosa – ‘São nossos protetores. Eles possuem o poder da Deusa e são defensores de todas as bruxas’. Agradeci a informação e enquanto fazia uma pequena nota, vi que os cavaleiros riam muito. Só então notei: acabara de ser chamado de ‘Rainha’.” Das anotações de Aquilam Mão-de-Titanium, Alquimista do novo mundo.
A Deusa concedeu a todos os cavaleiros verdes o dom da bruxaria. Isto deve ser usado com sabedoria e como prova de gratidão, todas as filhas da deusa devem ser protegidas e todas as ordens da deusa devem ser seguidas.

Diyn parece entender bem desse juramento e fará de tudo para mantê-lo a salvo, ainda que isso implique num deslocamento que poderá ocorrer futuramente. Como previu Chayra a Bokor.

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