Triagulum Continentem, Partes desconhecidas
Estávamos sob a proteção de um salgueiro frondoso. Foi
quando ele começou a movimentar-se.
- Um Ent. – Disse o Joel de sete anos.
- Salgueiro. – Disse eu. – Precisamos saber onde
está a origem deste mal.
Ele se chacoalhava um pouco, parecia ter recém sido
despertado.
- Crianças. – Ele falava com dificuldade. – Tive que
ficar disfarçado para não ser controlado pela Fênix Negra.
- Fênix Negra, é o Toni, é o seu símbolo, é a sua
metade. – Disse Fhilipe.
- Onde está? – Perguntei.
- Ele está controlando todas as ninfas daqui, e
também outro Ent, o Pilriteiro.
- Concentre-se Salgueiro. – O repreendi. – Só nos
diz onde está a Fênix, que iremos salvar a todos.
- Não. Vocês não podem, eu posso sentir a energia de
vocês, e sozinhos vocês não são capazes. – Dizia ele.
- Ele é tão poderoso assim? – Duvidou o Andony.
O Salgueiro dessa vez deu uma grande chacoalhada e
muito de suas folhas caíram.
- Ele não está sozinho. – As aves próximas começaram
a voar ao mesmo tempo e num mesmo sentido.
- Quem está com ele? – Perguntei.
- Dois seres que são como deuses, uma incrível beleza,
e uma incrível energia. Uma morena que por onde passa deixa rastro de morte, e
outro branco com uma energia espiritual que da escalafrios em todo ser deste
continente, e sua aura é fria como um gelo de fada.
- Ele está falando de Daniele Nostu. – Disse Andony.
– E o outro deve ser Loui Delacour.
- Tem outra que é bela como o diabo; e mais dois que
sobrevivem matando os animais e chupando o sangue, e que agora provavelmente se
alimentam das nossas belas ninfas.
- Não sei quem serão esses. – Disse depois de
analisar um pouco. – Talvez esses outros dois possam ser vampiros.
- E para terminar, existe mais dois seres muito
poderosos. – Disse o Salgueiro aterrorizado. – A energia deles parece vir do
universo, uma energia roxa brilhante que envolve ambos os corpos e os tornam
muito poderosos.
- Este é o Yan, com certeza. – Disse Fhilipe. –
Agora o outro como o Yan eu não sei.
- Se forem esses mesmos
que estamos presumindo. Não sei se seremos capazes de vencer. – Conclui.
Ilha Níhai, Reino Níhai
Sakura criou um barco e então nele entramos para
seguir nossa viagem para fechar as fendas.
Seu bisneto, o Eel veio conosco, ele tem cento e
sete anos, mas parece ter vinte e dois. Sendo bisneto de Sakura, seu sobrenome
é Níhai, como o meu, assim que de alguma maneira partilhamos o mesmo sangue
divino. Mas ele estava com a mente longe, na verdade nosso grupo era o mais improvável
de haver sido feito, ninguém possuía nenhuma afinidade com ninguém, éramos
completamente estranhos uns aos outros.
Segundo o mapa das fendas podíamos escolher ir para
três lugares aqui de inicio, então reuni o grupo para perguntar-lhes.
- Oi a todos. – É uma situação embaraçosa porque a
gente claramente não quer escutar um ao outro. – Podemos ir por três rotas. Ao noroeste
para outra ilha, ao nordeste para uma península e para o sudeste em outro
grande pedaço de terra. Quero que vocês me ajudem a decidir.
- Vamos ver qual é o mais próximo. – Disse Vidor. –
Me empreste o mapa. – Então o entreguei e ele fez os cálculos baseando mais ou
menos por onde estaríamos com a ajuda de Eel. – O lugar mais próximo e este
grande pedaço de terra inominado.
- Pelo que eu estou sentindo. – Disse Derick. – Indo
para este caminho estaremos mais próximos de uma energia escura que anda
tomando conta deste mundo.
- Então resolvido o mistério. – Disse Vidor. – Por ai
vamos.
Despedimos dos Níhai e entramos no mar. John Lake
era o nosso capitão e estava usando seu poder para poder guiar o barco por
aguas tranquilas, também volta e meia conversava com os animais para que eles
também nos servissem de guia.
- E como é viver na ilha Eel. – Perguntei curiosa.
- É fantástico, estando ao lado de família não há
muito por onde perder-se. – Disse ele contente pela dádiva.
- E será assim pra sempre, já que são imortais. –
Sorri.
- Senti falta de sua família?
- Bastante. – Eu disse quase que com lágrimas.
- Logo encontraremos um jeito de você encontrar com
eles novamente. – Ele então me confortou.
- Sabe. – O fitei nos olhos. – Estou contente por
estar aqui. Por ter conhecido você e sua família. Saber que existem mais Níhais
espalhados por outros mundos é reconfortante.
- É verdade. – Ele então sorriu. – De certa maneira
somos uma família de você também.
- E é isso que me conforta. – Então o abracei.
Sentimos um barulho e um leve tremor.
- Chegamos. – Disse John. – Este é o lugar.
Vidor foi o primeiro a descer, seguido do Eel
também. Quando olhamos o chão, vimos pegadas.
- Alguém recém passou por aqui. – Disse Derick. –
Posso conversar com as plantas e assim elas nos indicam um caminho.






