quinta-feira, 26 de maio de 2016

Capitulo 11 – Triangulum Continentem

Triagulum Continentem, Partes desconhecidas
Estávamos sob a proteção de um salgueiro frondoso. Foi quando ele começou a movimentar-se.
- Um Ent. – Disse o Joel de sete anos.
- Salgueiro. – Disse eu. – Precisamos saber onde está a origem deste mal.
Ele se chacoalhava um pouco, parecia ter recém sido despertado.
- Crianças. – Ele falava com dificuldade. – Tive que ficar disfarçado para não ser controlado pela Fênix Negra.
- Fênix Negra, é o Toni, é o seu símbolo, é a sua metade. – Disse Fhilipe.
- Onde está? – Perguntei.
- Ele está controlando todas as ninfas daqui, e também outro Ent, o Pilriteiro.
- Concentre-se Salgueiro. – O repreendi. – Só nos diz onde está a Fênix, que iremos salvar a todos.
- Não. Vocês não podem, eu posso sentir a energia de vocês, e sozinhos vocês não são capazes. – Dizia ele.
- Ele é tão poderoso assim? – Duvidou o Andony.
O Salgueiro dessa vez deu uma grande chacoalhada e muito de suas folhas caíram.
- Ele não está sozinho. – As aves próximas começaram a voar ao mesmo tempo e num mesmo sentido.
- Quem está com ele? – Perguntei.
- Dois seres que são como deuses, uma incrível beleza, e uma incrível energia. Uma morena que por onde passa deixa rastro de morte, e outro branco com uma energia espiritual que da escalafrios em todo ser deste continente, e sua aura é fria como um gelo de fada.
- Ele está falando de Daniele Nostu. – Disse Andony. – E o outro deve ser Loui Delacour.
- Tem outra que é bela como o diabo; e mais dois que sobrevivem matando os animais e chupando o sangue, e que agora provavelmente se alimentam das nossas belas ninfas.
- Não sei quem serão esses. – Disse depois de analisar um pouco. – Talvez esses outros dois possam ser vampiros.
- E para terminar, existe mais dois seres muito poderosos. – Disse o Salgueiro aterrorizado. – A energia deles parece vir do universo, uma energia roxa brilhante que envolve ambos os corpos e os tornam muito poderosos.
- Este é o Yan, com certeza. – Disse Fhilipe. – Agora o outro como o Yan eu não sei.
- Se forem esses mesmos que estamos presumindo. Não sei se seremos capazes de vencer. – Conclui.

Ilha Níhai, Reino Níhai
Sakura criou um barco e então nele entramos para seguir nossa viagem para fechar as fendas.
Seu bisneto, o Eel veio conosco, ele tem cento e sete anos, mas parece ter vinte e dois. Sendo bisneto de Sakura, seu sobrenome é Níhai, como o meu, assim que de alguma maneira partilhamos o mesmo sangue divino. Mas ele estava com a mente longe, na verdade nosso grupo era o mais improvável de haver sido feito, ninguém possuía nenhuma afinidade com ninguém, éramos completamente estranhos uns aos outros.
Segundo o mapa das fendas podíamos escolher ir para três lugares aqui de inicio, então reuni o grupo para perguntar-lhes.
- Oi a todos. – É uma situação embaraçosa porque a gente claramente não quer escutar um ao outro. – Podemos ir por três rotas. Ao noroeste para outra ilha, ao nordeste para uma península e para o sudeste em outro grande pedaço de terra. Quero que vocês me ajudem a decidir.
- Vamos ver qual é o mais próximo. – Disse Vidor. – Me empreste o mapa. – Então o entreguei e ele fez os cálculos baseando mais ou menos por onde estaríamos com a ajuda de Eel. – O lugar mais próximo e este grande pedaço de terra inominado.
- Pelo que eu estou sentindo. – Disse Derick. – Indo para este caminho estaremos mais próximos de uma energia escura que anda tomando conta deste mundo.
- Então resolvido o mistério. – Disse Vidor. – Por ai vamos.
Despedimos dos Níhai e entramos no mar. John Lake era o nosso capitão e estava usando seu poder para poder guiar o barco por aguas tranquilas, também volta e meia conversava com os animais para que eles também nos servissem de guia.
- E como é viver na ilha Eel. – Perguntei curiosa.
- É fantástico, estando ao lado de família não há muito por onde perder-se. – Disse ele contente pela dádiva.
- E será assim pra sempre, já que são imortais. – Sorri.
- Senti falta de sua família?
- Bastante. – Eu disse quase que com lágrimas.
- Logo encontraremos um jeito de você encontrar com eles novamente. – Ele então me confortou.
- Sabe. – O fitei nos olhos. – Estou contente por estar aqui. Por ter conhecido você e sua família. Saber que existem mais Níhais espalhados por outros mundos é reconfortante.
- É verdade. – Ele então sorriu. – De certa maneira somos uma família de você também.
- E é isso que me conforta. – Então o abracei.
Sentimos um barulho e um leve tremor.
- Chegamos. – Disse John. – Este é o lugar.
Vidor foi o primeiro a descer, seguido do Eel também. Quando olhamos o chão, vimos pegadas.

- Alguém recém passou por aqui. – Disse Derick. – Posso conversar com as plantas e assim elas nos indicam um caminho.

Capitulo 10 – Rumo Amigos

Humanun Terrae, Reino de Remón

Assim que ele nos entregou o mapa e nos emprestou um barco seguimos viajem para averiguar as fendas. Segundo o Facundo, o mago que deram para viajar conosco, a fenda mais próxima é numa ilha ainda pouco explorada. Então dirigimos para lá.
Um mar estreito, e foi assim que descobri que o Reino de Remón ficava numa península. À medida que nos aproximávamos, sentíamos mais a magia ao redor, uma magia pura, dessas que já não se sente em Nord.
- E quem mora lá? – Perguntou Blair a Facundo.
- Não sabemos, mas dizem que a uma criatura muito bela que vive lá sozinha.
Mas antes que pudéssemos nos aproximar, um grande redemoinho se fez no mar tentando engolir-nos.
Cousin estendeu as mãos e começou a congelar os bordes do redemoinho.
- Acho que isso ajudará. – Completou.
Foi assim que ele percebeu que enquanto congelava as bordas, uma criatura translucida estava fazendo a catástrofe e agora fugia de não ser congelada.
- Tem alguma coisa lá. – Disse Cousin.
Facundo então averiguou.
- É uma ninfa. – Disse ele. – Provavelmente uma Oceânide.
- E porque nos tenta derrubar? – Perguntou Joel.
- Não sei. – Disse ele por fim. – Não é de seu costume.
Cousin então terminou de congelar até pegar parte de seus membros inferiores. Ela parou e começou a afundar. Joel enviou sua fênix verde que agarrou e a trouxe no barco. A ninfa então começou a gritar e tentava ficar translúcida para passar pelo bloco de gelo, mas não conseguia se desvencilhar.
- Não adianta. – Disse Cousin. – O gelo é divino.
- Porque nos atacou? – Perguntou Facundo.                             
A ninfa respirou profundo antes de começar a falar.
- Kharin está sob ataque de seres muito poderosos. Quando vi vocês e não os reconheci e percebi que estavam indo para o meu lar, eu tive medo então ataquei.
- Não somos os caras ruins. – Disse Chien. – Viemos destruir este mal que aqui assola.
Cousin percebeu que ela estava ofegando e que o gelo podia estar machucando, então a descongelou.
-Vocês se parecem a outros viajantes que estavam no nosso reino. – Disse a Ninfa.
- Quem? – Perguntou Beau.
- Acho que se chamam Pablo, Jenna, Iluga e Ewerton.
Quando escutámos estes nomes ficamos muito contentes.
- São nossos amigos. – Disse Beau. – Onde podemos encontra-los?
- Eles foram para um continente triangular buscando tal de Toni Drew. – Disse a Ninfa. – Se quiser eu os posso levar até lá.
Então consentimos com a cabeça e ela começou a guiar-nos.

Kharin, Partes desconhecidas

Aportamos numa ilha triangular com uma energia extremamente densa. Isa logo me olhou, Lucas estava atrás do Rall. Embrenhamos na mata densa e Rall utilizava seu poder de destruição para abrir campo.
- Rall. – Chamou Isa. – Não seria melhor poupar-nos nossos poderes para não chamar atenção dos seres que estão aqui.
- Sim Rall. – Disse eu. – Posso sentir um cosmo muito terrível aqui.
Caminhamos então pela natureza sem modifica-la.
- A energia é dividida, posso sentir ninfas e energias puras, mas também sinto seres muito poderosos.
- Compreendo o que você quer dizer Nicole. – Disse Isa. – Eu também estou sentindo, mas é uma energia conhecida.
- O que quer dizer? – Perguntou Rall. Ele então se concentrou. – Não é Daniele e Yan?
- Se parece. – Disse Isa confusa. – Mas também sinto enxofre.
- Enxofre! – Tive que exclamar. Eu realmente comecei a sentir, não a energia, mais o cheiro.
De repente levantaram pequenos diabretes pela floresta.
- Preparem-se. – Alertei-os. – Eu acho que sei de quem procede isso.
Lucas se transformou em Licantropo Alva e sua coragem também chegou, e ele passou a atacar os diabretes. Rall apontava sua mão e ativava sua destruição. Isa os atacava usando sua velocidade incrível. E eu os colocava círculos de proteção e que também serve para aumentar o pode de ataque.
O cheiro de enxofre foi se intensificando com a morte dos diabretes, mas também porque uma criatura que eu bem conhecia se aproximava.
- Nafíra! – Exclamei.
- Minha doce Nicole e suas crianças.
Rall tentou atacá-la com destruição, mas ela teleportou e logo surgiu do lado dele e o atingiu com um fogo infernal que explodiu lançando a alguns metros para trás.
- Rall! – Correu Bella para ver se ele estava bem.

Nafíra incendiou todo o perímetro onde estávamos e mesclou-se a suas chamas e desapareceu.

domingo, 22 de maio de 2016

Capitulo 9 – Ondorin, Imaturo Ondorin

Insulae Ondorin, Sem dados
No inicio os mares eram calmos e tranquilos, estávamos sempre atentos a qualquer presença de seres das trevas e também tentávamos lembrar-se de como Toni costumava lutar nos torneios das famílias para traçarmos uma maneira de vencê-lo.
- Toni tem poderes psíquicos. – Disse Jenna.
- Eu tenho o tanto quanto ele. – Rebateu Iluga. – Posso cancelar caso ele tente utilizar.
- Ele também formou em Torre Nebulosa, deve ter poderes exclusivos de lá. – Completou Ewerton.
- E ninguém estudou lá. – Disse Jenna, sendo pessimista outra vez.
- Eu sou de Rever Uyn, creio que é melhor que Torre. – Disse Pablo.
- Não sei. – Refletiu Jenna. – Rever Uyn transforma feiticeiros em bruxos, em Torre só se aceitam Bruxos.
- Você estudou lá garota. – Disse Pablo levantando um pouco o tom. – Se considera de nível inferior?
Jenna fingiu não ouvi-lo.
- Eu não entendo nada do que vocês estão dizendo. – Disse o Khariori enfim se manifestando.
- Desculpa amigo. – Disse Ewerton. – São escolas de magia do nosso mundo. Estamos tentando entender como agi Toni.
O Khariori parecia ser muito poderoso, e ao mesmo muito imaturo, ficou tempo demais naquela ilha, isolado do resto do mundo. Só conheceu a Ninfas e Ents.
- Está gostando de viajar Ondorin? – Perguntou Ewerton
- Sim. Eu nunca tinha feito isso antes. Mas sinto falta também da ilha.
- Sei como é. Também sinto falta do meu mundo, meus pais, já estou há uns dois anos sem vê-los.
A Oceânide nos guiava de maneira pacifica, e o mar também estava favorável, assim como o vento. Quando viemos para Kharin, pensamos encontrar um mundo com bizarrices, com coisas que não vê em Nord, e a verdade é que se parece muito a meu mundo. Com a diferença de que aqui se vê mais primitivo.
- Estaremos bem? – Perguntou Jenna para Ewerton.
- Claro que sim, temos um barco e uma ótima guia. E somos poderosos, Toni não pode contra a gente.
- Eu acredito em você. – Jenna então o abraçou. – Você sabe que eu sinto algo por ti, não sabe?
Ewerton a olhou por um tempo, e logo abriu um discreto sorriso.
- Eu também sinto Jenna.
Ela o abraçou outra vez mais e logo sustentou um longo olhar que culminou com um beijo, molhado e demorado.
- O que eles estão fazendo? – Perguntou o Khariori para Iluga.
Iluga o abraçou e disse.
- Estão se amando meu amigo. Isto se chama beijo.
- E porque o fazem?
- Porque assim um demonstra o amor e carinho que tem pelo outro. – Finalizou Iluga.
O Khariori ainda confuso sustentou um olhar para o Iluga e provavelmente imaginou como seria beijá-lo, logo balançou a cabeça por não conseguir compreender.
- Quando conheças alguém que ame, saberás que é a hora de beijar. – Disse Pablo que havia escutado toda a conversação.
- E quando saberei que estou amando? – Perguntou o Khariori intrigado.
- Quando sentir desejos pela outra pessoa, quando quiser cuidá-la, protegê-la, sacrificar-se por ela. Só assim conhecerá o verdadeiro amor. – Disse Pablo.
Agora a impressão que deu foi que você está amando alguém Pablo. – Disse Iluga.
- Quem sabe. – Ele disse enquanto piscava os olhos.
Khariori então cessou as perguntas e foi sentar para refletir um pouco.
Um pouco mais sobre Ewerton e Jenna, assim que terminaram de se beijar, puseram-se há conversar um pouco.
- O que somos? – Perguntou Jenna.
- Não sei ainda. Mas estou gostando do que podemos ser. Você é linda, é inteligente e poderosa.
- Obrigada Ewerton. Você é incrivelmente lindo e muito inteligente e poderoso.
- Nossos filhos serão incríveis. E será a primeira junção de nossas famílias imortais. – Ele então sorriu.
- Pensando em casamento e filhos. – Indignou Pablo. – Por favor, vocês acabaram de se beijar pela primeira vez, e nem sabe se sobreviverão aos ataques de Toni.
 E antes que eles pudessem rebater as argumentações, a Oceânide se manifestou.
- Chegamos a um lugar que podemos parar para descansar e fazer alguma alimentação. – Disse a Ninfa.

Estávamos num lugar com pedaços de terra que se assemelhava a galhos de arvore, como várias penínsulas, paramos justo em uma, e nessa havia muitas frutas e também agua. Mas foi mais proveitoso para a própria ninfa, porque o restante de nós somos imortais e comemos mesmo somente por prazer.

sábado, 21 de maio de 2016

Capitulo 8 – Variações Energéticas

Ilha Níhai, Reino Níhai
O dia amanheceu muito lindo na ilha Níhai, e eu estava muito orgulhosa da minha família.
- Como Junnyor Lenda é astuto. – Disse Vidor.
- Por diz isso amigo. – Perguntei.
- Simplesmente por que ele logo que viu que originaram um novo mundo tratou de colocar sua prole. Aposto que existe um representante Níhai em cada mundo, não é verdade Sabrina? – Praticamente afirmou Vidor.
- Um mundo sem Níhai, é um mundo sem magia. – Disse eu enquanto sorria.
Assim que tomamos um delicioso café da manhã típico de Nord, porque Sakura é usuária do Ahada Kadabra, assim como eu, então conseguimos criar um café da manhã incrível.
Sakura nos levou a uma sala oval onde acontecem as reuniões. E aí estávamos todos nós, mais eles.
- Sejam bem vindos ao Reino Níhai. – Começou Sakura. – Como eu havia dito sentimos variações energéticas por todo o globo de Kharin. O que viemos fazer hoje aqui é identificar cada variação e a partir daí traçar perfis de quem poderiam ser. Estão preparados?
Todos então assentimos com a cabeça e ela começou. A mesa do salão oval estava brilhando com uma luz intensa e logo surgiu o mapa do mundo de Kharin, podíamos ver a ilha Níhai ao sul.
- Potestatem variationes! – Disse Sakura quando de repente todas as energias das fendas foram reveladas.
- As variações ainda existem, as fendas não foram fechadas ao lançar-nos aqui. – Concluiu Derick.
- Ademais das fendas, olha partindo aqui dessa ilha triangular, outras fontes de energias, e energia escura, é magia das trevas. – Disse John Lake.
- As fendas estão no Triangulum Continentem, Insulae Ondorin, Reino de Remón, um lugar desconhecido ao sul, Reino Herrera no continente Summi, aqui na Ilha Níhai, no Reino de Depruff e no continente de Marhluk. – Concluiu Sakura antes de terminar a magia.
- Então temos oito fendas espalhadas por toda a Kharin. – Disse Derick.
- Mas aquela energia de trevas que vimos no mapa. – Disse John.
- Talvez essas criaturas estejam entrando pela fenda também. – Pensei.
- Qual o plano Sakura. – Perguntei para saber o que podemos fazer para ajudar.
- É certo que vocês vão querer voltar para Nord, então eu proponho que vocês viajem pelo globo fechando as fendas e deixando está aqui por último, assim vocês atravessam para seus mundos e eu fecho a fenda. – Concluiu Sakura uma vez mais.
- E assim descobrimos por que daquela energia escura e também porque essas fendas provocaram alterações nas estações do ano em Nord. – Finalizou John.

Humanun Terrae, Reino de Depruff

Quando nos aproximamos do Reino de Erion ele veio pessoalmente nos encontrar.
- Dana e amiguinhos novos. – Disse ele debochando. E ao seu lado estava aquela que conclui ser Zanata, a esposa de Erion.
- Viemos em paz. – Intercedeu Dana. – Kharin corre perigo Erion, e precisamos nos unir.
- Eu sou capaz de lutar sozinho. Perdes seu tempo vindo até aqui. – Ele estava na defensiva.
Então ativei uma áurea de amor e paz para dissuadi-los, abrandá-lo um pouco o coração.
- Toni Drew virá por nós. Roubará nossas crianças, destituirá nossos reinos. Não seja orgulhoso Erion. Ajude-nos. – Dana já estava com a voz alterada.
Erion pareceu enfim desarmar.
- Tudo bem. Mas isso custará mais acesso as aguas. – Tentou negociar.
- O que for preciso. – Concluiu Dana.
Erion nos convidou para ir a seu castelo. É grande, solitário e frio. Zanata não estava para nada contente com isso, mas evitava falar qualquer coisa.
- Marta. – Chamou Dana. – Comunique-se com David e peça para que ele e Amanda tomem conta do nosso reino. Ficaremos aqui esta noite planejando o que vamos fazer.
E assim fez Marta, conseguiu estabelecer uma comunicação telepática.
- E o que você pretende fazer Dana? – Perguntou Erion, agora mais solicito.
- Planejar uma defesa caso ele chegue a nossas fronteiras.
- Esperá-lo atacar e dá-lo oportunidade de montar um excelente ataque. Porque não o atacamos agora, pode ser que ainda está fraco. – Disse Erion.
- Ele veio de outro mundo Erion. – Disse Eder. – Eu o vi pessoalmente e conheci sua força. Você não tem ideia do que estamos lidando.
Houve então uma pausa e Marta se aproximou de Dana.
- Minha rainha, David e Amanda já estão juntos, e disse também quem alguns amigos de Amanda se juntaram a eles no castelo. O Ígneos e Jean Carllo.
- São de confiança?

- Sim, eu os conheço das batalhas, são muito fortes também.

Capitulo 7 – Explorando Summi

Summi, Reino Herrera
Logo ao amanhecer, Nestor nos levou para conhecer como é organizado o continente Summi, os reinos e a organização hierárquica.
O primeiro lugar que fomos é chamado de Reino Neszarino, constituído pela família de mesmo nome, o primeiro filho de Esperanza é o que iniciou este reino.
Não é um reino grande, aliás, pelo que me disseram nenhum reino em Summi é grande em população, mas sim em poder. Dos quarenta e dois membros deste reino, nove são usuários de Ahada Kadabra. Você tem ideia do que isso significa? Em Nord é muito raro um usuário de Ahada, ou é membro da família Níhai ou você tem muita sorte, e agora eu estava com nove ao meu redor que conviviam como se fosse nada.
- Todos são usuários de magia? – Perguntou Fhilipe.
- Não, só usam magias aqueles que dominam o Ahada Kadabra. – O que significava que apenas nove aqui feiticeiros, mas mesmo assim, pelo fato de dominarem o “Eu falo em quanto crio” já fazem deles assustadores.
E é uma sociedade tão organizada que existe registro de todos os nascidos e mortos do reino, é impressionante como aqui se preocupam com números, talvez seja influencia de Nestor ou Esperanza.
O reino seguinte é menor que este, e é seguido pelo segundo filho varão de Esperanza, o Trestor, o reino se chama Trestarino, são vinte e oito pessoas no reino, e quatro usuários de Ahada.
Todos os reinos que se seguem foram constituídos pelos filhos varões de Esperanza em ordem de nascimento. Logo então temos o reino Quinesperino, seguido de Setorino, cada um com quatro usuários cada. O Reino de Nones tem apenas dois usuários, o que nos fez a pensar que o número de Ahada aumenta significativamente em relação ao aumento da população.
Mas para nossa surpresa o reino que seguiu, Onceriam, constituído pelo rei Oncestor e rainha Dozespe quebra esse raciocínio, são o sétimo reino, e neles voltam a ter quatro usuários de ahada. A explicação é que por algum fenômeno o casal reinante nasceu com o “gen” do Ahada Kadabra, então quando eles passaram para sua geração, foram sendo passados em dobro. Em total eles têm apenas oito pessoas, e dessas oito, quatro são usuárias, o que nos faz crer que daqui algumas décadas, esse reino será o mais mágico do Summi.
Chegamos então a Tresorino, que também tem apenas dois usuários e seis membros totais. E os três últimos reinos eram muito pequenos, sequer deveriam ser chamados de reinos, são projetos de reinos. A Esperattio com cinco pessoas, a Perez com três e a Espen com duas que são os reis. E em cada um existe um usuário de Ahada, as rainhas.
Num total, o continente enorme do Summi tem cento e quarenta e quatro pessoas, dessas, trinta e três são usuárias de Ahada Kadabra. 33 usuários são muito mais usuários que existe em Nord, é uma mina de fabricar Ahadas, impressionante.
Durante nossos vislumbres, percebemos uma movimentação além do mar que banha o continente, ampliamos nossa visão com magia e percebemos um monte de Pesadelos e Elementais de Trevas se espalhando por toda a Kharin.
- Podem ver? – Perguntei para os rapazes.
- Quem os está enviando? – Perguntou Fhilipe.
- Boa pergunta. – Respondeu Andony. – Temos que localizar a origem.
- Localizador de origem – Disse Esperanza com as mãos estendidas, e logo surgiu um aparelho que nem eu conhecia sua tecnologia. Ela então continuou. – Quem está invocando os Pesadelos e os elementais? – Logo a caixinha em sua mão começou a movimentar e a vibrar e então nos deu uma resposta. – Triangulum Continentem. Deste lugar está vindo. – Disse Esperanza enquanto nos olhava. Fhilipe estava impressionado com o poder do Ahada.
- No Mundo de Jack lidamos com muitas magias, inclusive divinas, mas eu ainda não tinha visto tamanho poder. – Disse Fhilipe.
- Você ainda não viu nada. – Disse Andony.
- Agora rapazes. Somos heróis, precisamos ir e ajudar o povo de Kharin, o Kharinianos a sobreviver a este mal. – Eu então os encorajei.
- Tem razão Eder. – Disse Andony.
- Eu posso leva-los para lá num teleporte se querem. – Se ofereceu Esperanza.
- Seria ótimo. – Disse Fhilipe.
E então outra personagem surgiu.
- Se alguma coisa ameaça a paz do meu mundo, eu também preciso ajudar a impedir. – Disse um dos descendentes de Esperanza, pele branca e cabelos negros, olhos esverdeados.
- Jones! – Disse Nesza, sua mãe. – Você é muito pequeno meu filho, não pode tomar este fardo.
- Deixei Nesza. – Disse Esperanza. – É certo que Jones somente tem sete anos, mas se já tem idade para lutar pela família, que assim seja. Eu confio nos meninos, o Éder, Andony e Fhilipe são muito responsáveis, e Jones no time deles os ajudará muito.
Nesza então consentiu com a cabeça e Jones se juntou a nós.
- Maquina de Teletransporte! – Gritou Esperanza e então surgiu. Entramos todos na maquina e de repente fomos teletransportados a outro lugar estranho, provavelmente o tal Triangulum. Estavámos próximos a um Salgueiro frondoso.



quarta-feira, 18 de maio de 2016

Capitulo 6 – A Torre dos Magos

Humanun Terrae, Reino de Remón
A torre dos magos fica no centro do reino, é enorme e laranjada. Embaixo havia dois guardas que também eram feiticeiros.



- Em que posso ajuda-los? – Perguntou um guarda.
- Somos de outro mundo. Uma fenda nos trouxe aqui e acreditamos que talvez Kharin corra perigo. – Eu disse (Cousin) esperando compreensão.
- Um minuto. – Disse o guarda enquanto adentrava o recinto.
Enquanto isso nós tivemos que esperar a resposta.
- O que pretende Toni? – Perguntou Joel.
- Acho que nem seria essa a pergunta. E sim, se seriamos capazes de pará-lo. – Disse Blair.
- Precisamos ser. – Eu finalmente disse. E então chegou o guarda.
- Dante irá atendê-los agora. Mas por precaução ele pede que somente um adentre. – Disse o guarda.
- Isso é um absurdo. E se for uma armadilha? – Disse Blair. – Ou entram todos, ou entra nenhum.
- Tranquilize-se Blair. – Disse Joel. – Eu entro.
Joel foi o que entrou, e segundo seu relato, a torre dos magos é um centro de estudo de magia incrível, mas ele pediu que tudo ficasse em silencio por que o Reino de Remón é conhecido pelo ocultismo e discrição. O Dante que é o Ancião do lugar, lembrando que Ancião aqui não significa ser velho, e sim que alcançou grandes níveis de magia. Este fica no alto da torre. Assim que Joel entrou ele estava de costas olhando do alto da torre.
- Aqui é um espaço onde eu percebo tudo. – Disse Dante. – A sua chegada, por exemplo, ademais de ser sentida foi vista por aqui. De longe brilhou várias fendas por Kharin, e eu soube que ela estava em perigo.
- Mas não somos nós os vilões. – Concluiu Joel.
Dante então se virou e Joel pode perceber melhor os traços, um mago alto, cabelos esbranquiçados, mas o aspecto jovem e os olhos alaranjados. Joel então percebeu essa fixação por laranja.



- Olhos alaranjados? – A pergunta saiu como que um pensamento alto. Mas logo que percebeu que havia feito ele quis saber mais. – Porque vocês cultuam tanto a cor laranja?
Dante sorriu
- Sente-se. – Ele pediu. E assim que Joel o fez ele começou a história. – Há 700 anos atrás quando os primeiros humanos de Remón surgiram eles não sabiam o que comer, como caçar, como construir, e logo perceberam que a natureza faria cabo da morte deles por inanição. E eis que um raio surgiu e atingiu uma Sorveira (Arvore Sagrada) e dela saiu uma Salamandra Laranjada, grande e sábia, esta ensinou tudo que sabemos inclusive a magia, a nossa magia é baseada no Fogo, por isso não temos o reino de Volkanlar Kara ou qualquer outro reino, por que aprendemos a domina-lo.



- E onde vive esta salamandra? – Perguntou Joel.
- Dizem que ela tem a capacidade de se tornar um ser humano e assim se oculta e protege a todos nós.
Joel pensou que fosse somente uma lenda para encorajar as pessoas e então mudou de assunto.
- Queríamos saber onde mais houve os focos para encontramos nossos amigos e também nosso inimigo e derrota-lo. – Disse Joel apressado.
Por sorte Dante tinha um mapa sinalando cada lugar do globo de Kharin onde aconteceu esse rompimento de fendas, ele então nos emprestou e permitiu que fôssemos.
Na entrada da Torre ele surge novamente.
- Leve com vocês um de nossos magos, Facundo Armin, ele compete na arena de desafios mágicos, é um dos melhores.

Kharin, Partes desconhecidas

- Eu posso projetar um barco de luz sólida e de aí viajar. – Diz Nicole – O que acham?
- Contanto que vocês possam sustentar até chegarmos a nosso destino. – Disse Rall.
Bella fingiu não ouvir o Rall e fez uma cara de tédio.
Então produziram o barco e o lançaram na agua. Despediram-se do pessoal, e neste momento outra fenda foi aberta e eis que aparece o Lucas, o Licantropo Alva.
- Lucas! O que você está fazendo aqui? – Perguntou Nicole. – Não deveria estar com Blair?
- O portal é aleatório. – Disse Rall. – Seja bem vindo Lucas.
Todos entraram no barco.
- Se lembrem de que o perigo está ao na ilha ao lado. Não temos uma Oceânide para guia-los, mas tenho fé que vocês irão bem. – Disse o Ent.
- Não se preocupe. Estaremos bem. – Disse Bella.
Quando estávamos já em alto mar os céus escureceram e criaturas de outros planos começaram a chegar. Pesadelos e Elementais de Trevas.
E chamas infernais saiam das narinas dos Pesadelos mesclados com tentáculos de escuridão saindo dos braços dos elementais. Nicole fez sua proteção de bruxa e impediu os ataques diretos, mas isso acabou afetando um pouco o barco.
- Não se preocupe Nicole. – Disse Isa. – A gente da conta.
Ela então voltou a concentrar no barco. O Lucas estava escondido como um covarde, não sabia o que fazer. E o Rall apontou suas mãos para os Pesadelos e de aí disparada seus dardos de destruição. E Bella com sua força cinética faziam despencar mar adentro os elementais.
- Não se aproximem de Toni! – Gritavam os elementais sendo derrotados.

E assim soube de quem se tratava a batalha.



domingo, 15 de maio de 2016

Capitulo 5 – Os Elementais T

Insulae Ondorin, Sem dados
- Aqui costuma ser bem calmo. – Disse o Khariori.
- Eu imagino que sim. – Disse Ewerton. – Meus antepassados costumam contar como era Nord, o mundo de onde eu sou, no passado, e eu acho que deve ser bem parecido com Kharin.
- Como assim?
- Cheio de criaturas mágicas, Lendário Ondorin, Ninfas. Em meu mundo eles já perderam essa pureza que vocês emanam.
- E o que vamos fazer? – Perguntou Iluga que vinha se aproximando.
- Eu não sei meu primo. Qual a sua opinião.
- Temos que encontrar o responsável. Apesar de que com essa energia terrível já temos ideia de quem seja o responsável. – Lamentou Iluga.
- Tem razão. Loui e Toni estão metidos nisso e talvez precisaremos pará-lo. – Disse Pablo também se aproximando.
- A grande pergunta é se poderemos para-lo. – Veio Jenna com suas ideias negativas.
- Senta aqui comigo Jenna. – Disse Ewerton. Alguma coisa estava acontecendo entre eles, ainda mais agora distantes de outros amigos. Ela então sentou e eles se abraçaram, a cabeça de Jenna repousou no ombro de Ewerton.
- Eu irei ajudar vocês. As ninfas também podem. – Disse Khariori. Mas ele foi repreendido pelo Ent.
- Sabemos que a situação é critica para nosso mundo. – Começou o Ent Videira. – Mas temos que ter fé em vocês que vieram de outro planeta para ajudar-nos. Nossas ninfas são primordiais aqui, se elas são destruídas também é o que elas representam; as florestas, os mares, os lagos, a morte delas resultaria também no fim de Kharin, e não podemos arriscar.
- Ele tem razão. – Disse Pablo.
- Loui e Toni são poderosos, mas não contra todos nós mais o Lendário Ondorin. – Completou Iluga.
- Então este é o plano? – Perguntou Jenna retirando a cabeça do Ewerton. – Lutar contra eles, quer dizer, encontra-los primeiramente.
- Não é tanto um problema. – Disse Pablo. – Podemos seguir a energia deles e logo encontra-los.
De repente dos céus vieram um monte de Pesadelos, que são corcéis das trevas, e montado neles estavam criaturas acinzentadas muito parecidas com o próprio Toni Drew, talvez suas versões elementais. E era a prova que eles precisavam para ter certeza de que os ataques tinham que ver com Toni.




Eram umas quinze criaturas que desceram próximos a eles; outras ainda no céu seguiram outros caminhos.
- O mundo de vocês está sendo controlado por um novo deus. – Disse as criaturas em uníssono. Provavelmente estavam sendo apenas transmissores. – Toni Drew é o novo deus de Kharin, e não tolerará nenhum tipo de rebeldia. Ele está disposto a lutar contra qualquer ser que pense ser mais poderoso que ele.
- Onde ele está? – Perguntou Jenna perdendo a paciência.
Os pesadelos começaram bater as patas e umas densas trevas começaram a tomar conta da ilha. Iluga elevou suas mãos e começou a emanar luz, sua auréola brilhava e ele se esforçava para iluminar. Então desceram os elementais T como começaram a chama-los. E começou a peleja, eles não eram suficientemente fortes para derrotar os imortais, mas deram uma boa batalha, e deixaram rastros de destruição e suas trevas impregnadas na paisagem. Os elementais T não morriam, eles desapareciam provavelmente sua energia retornava a Toni.
- Sabia que era o Toni. Ele sempre foi mal, nos enganou durante este ano todo. – Disse Iluga.
- Ele pensa que está dominando Kharin. – Disse Ewerton. – Ele não sabe que existe um Lendário Ondorin. Temos que caça-lo e destruí-lo para então voltarmos a Nord.
- Mas vocês precisam de um plano. – Disse o Ent. – A Oceânide conhece os mares e os lugares em Kharin, ela poderá ajudá-los.
Então eles foram ter com a Ninfa Oceânide, tida como uma das mais poderosas.
- Eu sei por que vieram. – Disse ela assim que os viu. – E a resposta é que sei, ele está numa ilha muito parecida com a nossa, onde os únicos habitantes são Ent e Ninfas.
- Uau. – Disse Pablo. – Então nos diga, onde podemos encontra-lo?
- Está longe daqui, mas poderei guia-los pelo mar, está a sudeste, em outro extremo, poderemos tardar um pouco para conte-los.
- Não precisa se preocupar, podemos encontrar sozinhos. – Disse Jenna.
- Não. Não podemos. – Rebateu Pablo. – Ela conhece os Oceanos, se pode ajudar-nos, será muito bem vinda.
- Você está colocando pessoas inocentes em risco Pablo. – Saiu do sério a Jenna.
Eis que surge Iluga para conciliar.
- Peguem leve gente. Vamos com a Oceânide e vamos protegê-la para que nada de ruim aconteça. Estamos prontos para ir. – Terminou Iluga.
- Tudo bem, eu só vou despedir do Ent e das minhas irmãs e poderemos seguir.
O Khariori se aproximou do Ent Videira.
- Vocês estarão bem?
- Não se preocupe, vá com eles, talvez você seja a ultima esperança deles para vencer este mal. Nós estaremos bem, você sabe que as ninfas são muito poderosas, elas conseguem tomar conta de si mesmas.
Khariori abraçou o Ent, se despediu das outras Ninfas e entraram no Oceano.

Ewerton fez um barco de luz sólida que foi reforçado por Iluga, todos com exceção da Ninfa entraram e logo ela começou a guia-los.