Nord,
Reino do Sudão (Autor: Judá)
Quando
adentramos o reino do Sudão pelo mar nos deparamos com uma visão maravilhosa
onde conseguir dar o luxo de nos banharmos, como somos guerreiros e servos do
Único Acima, temos que estar sempre em constante vigília, às vezes não nos
sobra tempo para poder apreciar toda a criação. Também pensava muito nos meus
filhos que estavam sendo gerados na barriga de nossas esposas.
Após
a diversão, seguimos com o mandamento, “Viver para Conquistar”, para chegar ao
Castelo Maia, teríamos que passar por aqui, e se o intuito é expandir, porque
não começando já por dominar o Sudão.
O
que muito nos chamou atenção foi às pirâmides parecidas com as que têm no
Egito. São Pirâmides de Meroe, diferentemente das do Egito, as daqui não
atingem vinte metros e existem corredores para chegar às entradas e estavam
fortemente protegidas por guerreiros humanos.
Gade
se acercou a um guarda e perguntou o que significava as pirâmides.
-
É onde vive os senhores divinos, os seres que governam e protegem nosso Reino.
Quando
Gade me contou e comecei a rir, seres divinos para mim era uma piada, a única
divindade plausível é Kadhji que governa o universo.
-
E a que deuses vocês servem? – Perguntou Gade para que nos incitasse a batalha.
-
Nosso deus leão supremo Apedemak e sua consorte Mussawarat.
Gade
riu alto e isso incomodou os guardas que se sentiram ofendidos.
-
Como podem a adorar deuses menores. E o que acontece com os deuses universais?
-
Eles abandonaram nosso Reino, nunca foram visto por aqui. Não podemos adorar a
quem não nos é lembrado. – Disse o guarda tentando por um fim a conversação. –
Até Caufo que um dia foi supremo, perdeu sua majestade no Sudão.
-
E Kadhji? – Perguntou Gade, um tanto desconfiado.
-
Não sabemos nem se quer se de verdade existe, ou se é simplesmente uma lenda,
ou uma personificação que encontraram os deuses para explicar suas próprias
origens. – Gade grunhiu diante de tal profanidade.
Logo
levantou os punhos associado a sua fé e deferiu um golpe no pescoço do guarda
que de imediato desmaiou. Os guardas das pirâmides ao lado ficaram horrorizados
e logo sacaram suas espadas e vieram na direção de Gade. Nós estão nos
juntamos, éramos doze quanto nove, já que uma havia caído. E o poder da espada
dos soldados que lutavam por deuses menores não chegava nem perto do poder de
fé que possuíamos, meu próprio brilho arroxeado derrubava-os a todo instante,
até que exaustos não puderam mais batalhar.
Reagrupamo-nos
então e contamos as dez pirâmides que ali possuíam. Lembramos que segundo o
guarda, existiam seres divinos que viviam no interior delas. A população normal
estava aterrorizada conosco e fugiam junto de seus filhos e marido.
-
Aser e Zebulom, a primeira pirâmide é de vocês. – Comecei a liderar o grupo
novamente. – Manassés e Efraim, encargo a vocês a pirâmide dois. – As duplas
começaram a se posicionar em frente a seus destinos. – Ruben a terceira é sua;
Dã fica com a quarta, Naftali com a quinta, Issacar com a sexta, Benjamim com a
sétima, Gade com a oitava, Simeão com a nona e eu pego a décima pirâmide.
Quando
entrei na décima pirâmide vi pouca luz, o corredor tinha uma iluminação com
tocha no final, e quando alcancei era uma porta de oro, que lembrava muito as
que eram feitas em homenagem a Caufo no próprio reino do Egito. Procurei alguma
maneira para abri-la, mas não havia nada, então ativei meu cosmo, minha aura
arroxeada começou a pressionar a porta de oro, e estava complicado ponha-la
abaixo, com certeza algum deus a tinha encantado. Então concentrei minha fé no Único
Acima e inflamei meu cosmo e logo e a porta então cedeu, fazendo um enorme
estrondo ao cair. Imaginei como estariam os outros, que alternativa encontraram
para colocar abaixo os portões de ouro.
Entrei
num salão triangular, e no meio havia um altar e acima uma bacia de agua,
olhando mais para adiante, pude ver degraus e um pouco mais dois tronos de
ouro, ao lado de cada trono uma porta, também de ouro, mas não parecia ser de
cunho divino. Então sorrateiramente me aproximei da bacia.
Logo
vi a mim mesmo refletido, e então o universo, uma grande explosão e o
surgimento de sete seres. Envolta deles universos que se desdobravam entre si e
surgiam.
-
Então meu jovem. O que vê sobre o passado? – Perguntou um homem aparentemente
possuindo ter um pouco mais de trinta anos. Eu me assustei e pensei em
batalhar, mas a bacia prendia meus movimentos e vontades.
-
Vejo o inicio do mundo. – Automaticamente me saíram as respostas. – Vejo sete
Entes e sete universos.
Ele
então se aproximou, parece que está próximo dos segredos dos mundos.
Havia
um ser em particular minha energia parecia conectar-se com a dele.
-
E o que mais você vê?
-
Vejo um ser que junta com uma ser (no sentido de que ela parecia ser do sexo
feminino) e seus universos se unem.
Ele
sorriu
-
O belo matrimônio. Quando um se apaixona pelo outros, seus universos se tornam
um só.
Acho
que ele não compreendeu o que eu quis dizer. Porque literalmente dois universos
se estavam unindo. Logo vi a Terra, e também as criaturas que eram frutos da
união desses dois seres. Tentei forçar para poder voltar e ver o que acontecia
com os outros cinco que sobraram, mas não pude. Só então voltei ao normal e
pude concentrar-me em minha missão.
-
Quem é você? – Perguntei já ativando meu cosmo.
Ele
tocou fortemente suas mãos espalmadas e um brilho surgiu, uma aura transparente
que me obrigou a retroceder.
Fechei
minha mão direita e com fé criei uma espada elemental e começamos a lutar, estávamos
em pé de igualdade, até que meu cosmo saiu do modo de defesa e começou a
ataca-lo também, já era nítido seu desgaste. Então fiz com a espada
desaparecesse e concentrei meu cosmo num soco e gritei: Stella Punch!
Meu
soco atravessou sua couraça protetora, sua energia transparente e o lançou
contra a parede detrás dos tronos que se rompeu. Então se desvelou. Uma mulher
saiu com rosto expressando terror e lhe prometi não fazer nada.
Quando
sai pra fora, não tardou para que voltasse o restante. O Sudão estava
conquistado. Pedi a Aser que voltasse para Israel e levasse a bacia com a agua mística
para o templo de Kadhji que ele começaria a construir. E Zebulom deixei-o a
cargo do Reino do Sudão, e ele o nomeou Reino de Zebulom. Faríamos de Israel um
Império com vários reinos a seu dispor.
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