quarta-feira, 23 de março de 2016

Fugitiva, Ocultista, Selvagem

Nord, Reino da Irlanda

A nossa bruxa Fugitiva se chama Kim Owen, é uma Nefestos de 46 anos, é uma bruxa nata, incrivelmente poderosa que por muito tempo viveu sozinha, e logo após a Batalha contra as Fadas, ela se deixou convencer por Merin, a quem conhecia de muito tempo a entrar no Coven.
Nefestos são raças de uma mistura de Anjos Negros com Seres Humanos, é muito parecida com Nephalins, à exceção é que os poderes de um Nefestos são de Trevas. Sua varinha é de carvalho, que reflete seu poder.
Kim também é capaz de sentir as armadilhas, sem necessariamente vê-las, o que a faz extremamente habilidosa para missões de rastreamento e caça. E também não precisa fazer gestos nem dizer palavras para realizar suas magias.
“Aquela jovem era uma Fugitiva. Mas acho que nunca a classificaria assim. Para mim, ela é uma Sobrevivente.
Quando chegamos a sua aldeia, a cena que encontramos não era das mais bonitas. Dúzias de cadáveres jaziam nas ruas sujas e empapadas de sangue. Muitas mulheres morreram naquele dia. Pilhas com os corpos dos homens queimavam dando a impressão que entrava-mos no próprio Inferno. Pela condição dos corpos das mulheres, pelas marcas de mordidas e arranhões e pelo estado se suas roupas eu nem quis imaginar o que os templários e inquisidores haviam feito a aquelas pobres damas.
Vasculhamos por todo o dia, até chegar a casa da parteira da vila. Lá, a jovem chorava desesperadamente sobre o corpo de um inquisidor. Depois, ela me contou que o bastardo tentou violenta-la e que ela o havia matado com uma explosão mágica. Agora que sua vila e todos que nela viviam estão destruídos, não há mais lugar para ela. Naquele momento, senti-me impotente. Peguei a mulher nos braços e levei-a até meus companheiros.” Das Anotações de Aquilan Mão-de-Titanium.
A Ocultista é a bruxa que se associa com poderes sobrenaturais desconhecidos, e por esse motivo são muito temidas pelas outras bruxas ou pelos outros seres. Então geralmente elas são as que se infiltram em conselhos e tribunais e lutam pelas causas das demais bruxas.
No caso deste Coven, a nossa Ocultista se chama Nicole Wicca, isso mesmo, ela é filha da Deusa Grande Mãe, sendo assim muito respeitada no circulo e também fora dele, a sua participação em conselhos é muito importante, porque ela com certeza podem fazer a diferença, já que conta com poderes divinos. Nicole também teve uma participação no desenvolvimento de Isabella Lavey, filha de Lilith, ela que a apresentou ao circulo, também batalharam contra Demônios Sugadores de Alma, e foi a responsável através de sua mãe de passar sua linhagem sanguínea a Isabella. O que fez das duas muito amigas.
Nicole é de raça Lumus, ser de extrema rapidez e beleza que vieram de Lussúfuri, o mundo da Luz, essa raça surgiu aqui graças à invasão no ano 100. Diferente de suas companheiras, esta é uma Ondorin Nata, seres mágicos de extremo poder e beleza, e também uma Cavaleira de Bronze que luta por Grande Mãe. Usa-se do cosmo para nutrir-se e batalhar, e como suas companheiras ignoram componentes somáticos, gestuais e verbais para realizar suas magias. Nicole pode ser muito persuasiva.
“Dizer que minha história é diferente da destas bruxas é uma mentira. Nasci num reino onde a magia é perseguida. Um reino onde Inquisidores possuem grande poder e a população é ignorante e medrosa. Tudo o que me tornei hoje devo a uma mulher: Leandra LeVille. Esta senhora, amiga de minha família, conseguiu algo inédito: ser a primeira mulher no conselho do reino e mais ainda, ter sua voz ouvida por um bando de machistas. Sim, é verdade, o status da família LeVille e todo o dinheiro de Leandra – que dizem ser o suficiente para comprar o próprio reino – falavam alto, mas aquela poderosa mulher tinha personalidade e idéias que eram respeitadas. É incrível como nunca descobriram que era uma Bruxa!”. Das Anotações de Aquilan Mão-de-Titanium.
Existem alguns reinos, onde a magia é proibida, caçada e desprezada. Normalmente nestas regiões, as bruxas tendem a ser mais perseguidas que outros conjuradores, pois, uma vez que compactuam com poderes sobrenaturais desconhecidos, sua associação com forças maléficas é quase sempre uma constante. Por este motivo, algumas bruxas infiltram-se nos conselhos, tribunais, clero e outros órgãos burocráticos em busca de aprovação de leis favoráveis a elas, escondendo, é claro, sua condição e poderes.
A Selvagem se chama Valentina, e possui sessenta e dois anos. É a mais velha do Coven e também uma das fundadoras, em uma época onde eram poucos os membros por causa do medo de retaliação. Ela é de raça Sky, provenientes de Allyn, o mundo da deusa Glorienn (da natureza), e Valentina possui uma técnica diferente, seu cosmo é mais poderoso que o comum, o dobro a mais. Uma questão própria racial. Ela pode conversar com animais, assim como afasta-los.
“Aquela nagah não era uma nagah comum. Sua pele era manchada, como a de um tigre, padrão incomum quando tratamos com nagahs. Ela veio rebolando como só as nagahs sabem rebolar e nos fitou com um misto de curiosidade e revolta, afinal de contas, o grupo não era nada comum: Orson, um Paladino com cara de poucos amigos, Silvanus, um arqueiro elfo com um olhar que sempre fazia a damas ruborizar, Nereus, um Clérigo da água que parecia nem estar neste mundo, Vanessa, uma Nagah meio-golem e eu, um alquimista espalhafatoso e com roubas berrantes. Ela nos olhou mais uma vez e questionou o que fazia-mos ali. ‘_Procuramos o jardim de Gaia, Irmã’ – respondeu Vanessa. ‘_Então encontraram’ – respondeu a nagah – ‘_Mas eu sou a guardiã deste jardim e apenas os que passarem em meu teste poderão entrar.’” Das Anotações de Aquilan Mão-de-Titanium.
A bruxaria é um dom natural. Por este motivo a deusa concedeu a algumas de suas filhas, poder natural. Estas bruxas, embora sejam acompanhadas de perto pelas forças protetoras – e, assim como as outras bruxas possuam um patrono – nunca tiveram contato com outras bruxas, mas ainda assim possuem poderes dignos de uma sacerdotisa. Estas filhas da deusa – as selvagens ou jardineiras – normalmente são encontradas como eremitas, sábias reclusas, curandeiras de tribos bárbaras ou mesmo atuando como xamãs destas mesmas tribos.



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