sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Capitulo 11 – Separação

Sobrevoando a Somália, fomos surpreendidos por um golpe que não pudemos ver de onde veio mas dividiu o transporte e a parte que se separou de Carig se desfez, estivemos em queda livre. Eu, Michele e Clarisse, caímos no início de um deserto.
Aos poucos tentando nos recuperar da queda, sentimos que a areia vibrava.
- O que está acontecendo? – Perguntei afoito.
- Estamos no deserto da Somália. – Disse Clarisse. – O que é comum nessa região?
- Ó não! – Se ouviu em uníssono as duas. – Manticores!
- O que é isso?
- Rápido! – Disse Michele. – Sem tempo Edu.
Estávamos no início do deserto, próximo a um rio.
- Se seguirmos o rio Shebelle alcançaremos a Etiópia e de aí o castelo Maia. – Disse Clarisse.
Iniciei andando, mas logo percebi que as meninas corriam, estavam desesperadas, e ninguém me explicava o que era um Manticore. As aguas do rio aos poucos foi assumindo outra coloração, mais arroxeada. E um cheiro de produto de limpeza, desses que encontramos na Terra.
- Por que tanto medo assim? – Perguntei com mais ênfase.
Continuamos correndo.
- Eles só atacam em bando, e pelas vibrações no solo, são vários. – Disse Clarisse.
- Por que no subsolo? – Perguntou Michele. – Se estivessem com fome estariam sobrevoando.
- Talvez despertaram com a nossa queda. – Rebateu Clarisse.
E pela expressão que elas tinham, eu também comecei a apavorar. E eu sei que talvez soe como falta de confiança, mas estamos sem os mais poderosos do grupo. Lívia, Carig, Aysha e Jakel. Talvez por isso estivessem desesperadas.
As vibrações foram aumentando de intensidade, e se tornaram pequenos abalos sísmicos. Logo subiram cinco Manticores, criaturas fenomenais, o corpo como de leão, com dentes muito afiados, as asas de morcego gigantescas, espinhos do alto da cabeça até o final do tronco em um fila única e uma cauda como de escorpião.
Nos cercaram ferozmente.



- O que temíamos aconteceu – Suspirou Michele.
De repente a chuva de espinhos caiu sobre nós, todos os Manticores lançaram a partir de suas jubas.  Por sorte Clarisse nos protegeu com seu cosmo.
- Um só espinho e é capaz de deixar-nos muito doentes. – Disse Clarisse. – Precisamos evitar o máximo.
- Eu não tenho nenhum escudo. – Eu não tinha como me proteger.
- Eu te cubro os dois, ficarei para protege-los, enquanto você e Michele façam o que for possível para afastá-los. – Finalizou Clarisse.
Clarisse foi inflamando o cosmo que a envolvia e também passou a envolver-nos, foi se tornando tão crescente que uma forte luz se fez no céu, a constelação de Cão Menor lançou um raio que se transformou em uma armadura de bronze, protegendo várias partes do corpo de Clarisse.
- Você evoluiu. – Disse Michele toda contente. – Agora é uma Cavaleira de Bronze.
E não foi só o ganho da armadura, Clarisse ficou nitidamente mais poderosa, o seu cosmo que antes a envolvia, ela decidiu que já não era mais necessário e começou a nos dar mais proteção.
- Carig vai surtar! – Sorri em prol da minha amiga.
Os espinhos dos Manticores já não podiam nos acertar. Eram defletidos pelo cosmo.
Michele criou um rabo como de escorpião em si mesma e com ele atirava dardos envenenados contra as Manticores que se defendiam com suas asas de morcego.
- Se trouxemos eles para o chão. – Argumentei. – Eu poderia lutar.
Clarisse criou um apêndice a mais no seu cosmo, o que claramente a deixou cansada. Mas com esse ato ela agarrou um Manticore e o trouxe ao solo. Foi minha oportunidade. Corri em sua direção, quando abriu a boca para rugir, saltei, visualizei uma gama de espinhos nas costas e com a espada cortei alguns e então me posicionei em cima deles. Não havia me tornado com Cavaleiro-Mor atoa. Eu sei montar!
No início ele estava rebelde, mas aos poucos foi se sujeitando, ali em suas costas, seu ferrão não exercia muito controle. Michele tratou de domá-lo magicamente para tornar o processo mais fácil para mim. Agora em cima de um, eu poderia finalizar os outros do alto.
- Globo de Luz! – Gritou Michele disparando um lampejo luminoso que dificultou os frágeis olhos dos Manticores. Sem precisar me proteger, Clarisse passou a levitar com o auxílio de um apêndice, e com outro a atacar os Manticores cegados.
Do alto, eu e Clarisse aos poucos fomos derrubando um por um. E de baixo, Michele atacava a longa distância com dardos venenoso e globo de luz. E assim fizemos com que os Manticores voltassem para debaixo da terra. Com exceção desse que agora estava domado.
Já no chão, gargalhamos de tanto rir. Até que Michele fez uma expressão tristonha.
- O que houve? – Eu já conhecia como se comportava a Michele, conhecia suas expressões faciais, ela é muito autentica.
- Como será que está Nay. – E só agora notei a falta do coelho dela.
- Não diria que Carig e Lívia o esteja cuidando. – Mas tenho certeza que Aysha e Jakel sim.
Então desci do Manticore e dei um abraço nela. E pela primeira vez senti um perfume. Clarisse tossiu ao final, e percebi que o abraço tenha durado mais do que eu o senti. E o rosto de Michele estava indecifrável.
- Acho que se eu cortar mais dos espinhos podemos ir voando. – Sugeri as meninas.
- Não. – Reagiu Michele. – Eu posso remove-los com magia, será indolor.
Ela foi se aproximando lançando uma aura de amabilidade. O Manticore no início parecia arredio, mas logo se entregou. Com as mãos ela tocava os espinhos e recitava encantamentos em uma outra língua, e os espinhos se soltavam e caiam. Ela deixou apenas os da juba e da ponta da cauda.
Logo montamos na criatura, seguimos o rio Shebelle, passamos pela cordilheira Ahmar e logo atrás estava o belíssimo castelo Maia.

O restante da equipe nos esperava na porta. E a primeira atitude de Michele foi abraçar ao Nay. Sem muitas delongas, entramos no castelo. A magia era sólida, os raios de luzes, bibliotecas extensas, pisos em luz sólida, as paredes, as decorações eram de variadas cores de luz sólida. E há escritos nas paredes com frases de Neglight a cidade da luz e de Lussúfuri o mundo de Fjyoho, que está intimamente ligado a essa família. E os que trabalham no castelo o faziam com orgulho de servir a eles, que são considerados os maiores heróis deste mundo.

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Capitulo 10 – Batalhas Interescolar

Enquanto isso na Arena de Desafios estava tendo um evento escolar, primeiro a batalha das turmas para saber quem irá lutar no torneio da escola e pôr fim a batalha entre escolas.
Em Alfea, a escola das fadas, a Fada Lura ganhou as batalhas e representará a escola. Ela é a fada dos Animais, uma grande aposta desta escola, poderes formidáveis, talvez o maior foco entre os competidores. É uma Grã Bruxa Nata, Sacerdotisa de Misgijai e já possui o Echantix, dizendo que é uma fada completa.
Na Divina Escola dos Anjos, o representante é Celbit, um inglês, com um cosmo surpreendente, também possui uma espada de Diamante que o auxilia no combate corpo a corpo. Ele é Cavaleiro de Bronze de Microscópio, Manequim e Mago. Graças a sua ambidestria ele pode utilizar o DC+ (Dano Combinado), elevando seu poder a outro patamar.
Em Kennevis, as batalhas para decidir quem representaria foram árduas, principalmente a grande final entre o Grão Bruxo e Manequim Lic Dinqot e o herói Iluga Maia Jyhad que lutou na batalha contra Toni Drew e é tido como um dos favoritos. Mas dessa vez, a vitória foi para o Lic que apesar da experiência de Iluga, este não desenvolveu o Cosmo Divino, que foi crucial para garantir a vitória a Lic. Mas como sabemos essas batalhas repetem e Iluga à medida que avança em experiências dobra sua Inteligência e Força de Vontade, talvez seja um adversário mais poderoso na próxima.
Na Escola Psíquica de Ick, a atração foi Harold, um psiônico-mor, com uma gema psíquica cravada em sua fronte que amplia ainda mais seus poderes. Perito em telecinése, telepatia e psicoportação, seus adversários foram facilmente subjugados.
Em Rever Uyn, a famosa escola que transforma feiticeiros em bruxos temos um Imortal no comando. Salanm Mec. Primo de Cousin Mec Keen. Um Grã Bruxo e Manequim, seu poder não é como do seu primo e herói que também batalhou contra Toni Drew, mas é muito impressionante. Por falta de imortais em Rever Uyn, não tivemos outra chance a não ser a vitória iminente de Salamn Mec. Pelos dois kits ele também se torna usuário de DC+, o que também o eleva a um outro patamar. Sendo um dos favoritos para a competição geral entre escolas.
Em Torre Nebulosa temos uma família importante dominando, Edrick Raverius, Arquibruxo Nato, conhecedor dos animais mágicos, e dono de uma habilidade mágica incrível, sem falar que é usuário de varinha mágica que duplica seus poderes. Mas sua cartada é a Metamagia, poucos usuários de magia trilham o caminho da magia pura como essa, e ele a faz com perfeição, também usa duas formas muito perigosas, o Corromper e a Destruição.
Na Escola de Magia de Dharta, temos a brava Leonora, Grã Bruxa e Modelo-mor, também usuária de DC+ com um arco composto que atira três flechas de uma vez. É a primeira vez que teremos uma representante de uma escola de magia de Dharta, e ela promete não decepcionar o seu mundo.
Da Escola de Magia de Andaluz, temos uma Andaluz do Fogo, Croyb, Grã-Bruxa, acompanhada de 21 elementais produzidos pelas suas habilidades naturais, sendo ela a maior usuária de fogo da competição. Também com varinha mágica. É também a primeira vez que temos uma usuária de magia de Andaluz na competição, e ela também promete não desapontar.
E por último uma terceira primeira vez que temos uma usuária de magia deste mundo. Estamos falando da Escola de Magia de Kharin, e como representante a usuária de Ahada Kadabra Ayline Esperattio. E para magnificar seu poder ela sempre está com seu Cajado Magico de Sabugueiro Especial.
Também temos por último a Bruxa Nata Belarda na Grande Academia Arcana. Mas não é muito poderosa.
A primeira luta foi anunciada, a Fada Lura de Alfea contra Harold da Escola Psíquica de Ick.
Harold começou a levitar no campo de batalha.  Lura bateu suas asas e também subiu. Ele apenas sorriu.
- Conhece os poderes psíquicos fadinha? – Debochou Harold.
Ela fingiu não saber falar.
O psiônico tentou invadir a mente dela e foi duramente bloqueado. Em seu rosto pode ser visto a cara de espanto. Estendendo as mãos ele usou de telecinése e afastou. Tocou a sua gema no alto da testa e deu um impacto telecinético, mas vários corvos vieram e protegeram a fada, tomando o dano por ela.
- Minha magia é tão poderosa como uma magia divina. – Sorriu a fada.
- Uivo Animal! – Vociferou.
E uma grande onda de magia saiu de si abrangendo quase todo o campo. Harold tentou usar sua telecinése para frear a magia, mas não foi capaz, sendo arremessado para longe com grandes hematomas no corpo.
- Nem precisei me transformar. – Debochou dessa vez.
A segunda batalha aconteceu entre Celbit da Escola Divina dos Anjos contra Belarda da Academia Arcana. E como havíamos dito, Belarda não é muito poderosa e caiu justo contra o Cavaleiro de Bronze de Microscópio, perdeu e feio.
A terceira batalha ocorreu com Salanm Mec e Ayline Esperattio. Dupla de peso, dois imortais podemos dizer. Talvez a batalha mais intensa da primeira rodada. Salanm possui um chicote por ser Manequim, e ele congela essa arma com seu cone gélido e por ter varinha produz um poderoso DC+, mas Ayline com seu cajado magico de sabugueiro especial se equipara a este poder, utilizando do Ahada Kadabra (eu falo enquanto crio) foi capaz de desviar dos acessos do chicote. Salanm não havia pensado em outra estratégia, para evitar um possível congelamento vindo de baixo pela solidificação do chão, Ayline voou o que dificultou ainda mais os ataques de Salanm que estava completamente perdido, era claro que a inteligência da filha de Kharin era superior a dele. E então algo incrível foi visto, ela mesclou poderes de Agua e Fogo envoltos em Metamagia. E os três se espalham muito rápido pelo campo, não dando tempo para que o Mec pensasse. Dando a vitória a Ayline Esperattio, que passou a ser uma das favoritas para a competição das escolas. Sendo noticiada para toda a Nord.
A quarta batalha foi de Edrick Raverius e Croyb, a Andaluz. Uma batalha tranquila, apesar da promessa do Edrick que é poderoso, a Croyb veio de Andaluz para mostrar um grande poder, e venceu com seus poderes de fogo elemental.
E a última batalha da primeira rodada foi muito rápida, Lic Dinqot ativou seu Cosmo Divino e não deu nem chance de Leonora mostrar o que sabe fazer, deixando todos de boca aberta.
A Segunda rodada aconteceu uns minutos depois. Dinqot começou derrotando a nova promessa Ayline Esperattio, nem o Ahada dela foi capaz de livrar-se do Cosmo Divino do estudante de Kennevis. A próxima foi entre a Fada Lura e a Croyb, outra batalha rápida, Lura gritou seu Uivo Animal, o fogo elemental não foi pode vencer a magia faérica. E Celbit passou automático por sorte, não teve com quem lutar.

E os três disputaram a as posições finais. Lic derrotou a Fada Lura com seu poder divino, apesar de estar num nível inferior ao dela. E Lura venceu Celbit. Colocando o rank assim. Lic Dinqot em primeiro lugar, logo Fada Lura e em terceiro o Celbit.

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Capitulo 9 – Jakel Adhji

- É um longo caminho até o castelo Maia. – Disse Jakel.
- Será que Lux nos poupou? – Perguntei afoito.
- Para ele não representamos grande perigo. – Disse Lívia. – Nos poupou por agora. – Era nítido a face de revoltada que ela estava.
- E sobre você Jakel. – Falou Michele. – Muito pouco sabemos sobre você.
Ela então se posicionou ao meio. Nosso transporte estava a todo vapor para o castelo na Etiópia.
- Como eu vos havia dito. – Começou ela. – Me chamo Jakel Adhji, sou a irmã mais nova de Yan. Estabelecemos nosso reino em Israel.
- Quantos anos você tem? – Perguntei tentando não ser indelicado.
- Somente treze anos. – Sorriu.
Lívia então se pronunciou.
- O pouco que eu sei de Yan foi que ele tinha se juntado com Judá e batalharam ao lado de Toni Drew contra todos os mundos a alguns anos atrás. – Ela então nos fitou. – Não sei se você é confiável.
Ela suspirou cabisbaixa.
- Eu te entendo. Mas no último momento Judá e meu irmão caíram em si e se voltaram contra Toni Drew. Os Ahada de Kharin tiveram grande participação na vitória, mas sabemos o quanto um Adhji pode ser poderoso.
- Foi o que eu ouvi falar. – Disse Clarisse. A que menos fala. – Sei também que Israel é protegido por quatro anjos para que não possam ser dominados.
- Existe muita especulação sobre nosso reino. – Disse Jakel. – Afinal, surgimos a pouco tempo.
- Mas se a missão de estabelecer o reino de Kadhji em Nord era de responsabilidade de Judá. – Indagou Clarisse. – Como surgiram você e o Yan?
- Somos seres humanos feitos a partir do poder da criação. Viemos para auxiliar Judá. Na verdade Yan veio para estabelecer paz e acordo entre os outros seres divinos, mas logo ele foi tomado por outras obrigações em Nord, e veio Toni Drew, sua missão acabou por mudar. Judá então veio junto com as outras tribos para lograr a missão original, mas quando Kadhji percebeu que Judá estava se tornando um fanático, eu fui criada para estreitar nossos laços e fazer com que todos entendam.
- Então só existem três Adhjis em toda Nord? – Perguntou Aysha, provavelmente para comunicar a CIAI.
- Sim, os três protetores de Israel. – Sorriu.
- Seja bem-vinda ao grupo. – Disse Michele.
Um tempo depois Lívia procurou por Carig.
- Algum problema Lívia? – Perguntou o semideus.
- Nosso cosmo divino não é o mais poderoso dos cosmos?
- Se supõe que sim. – Ele respondeu sem dar muita atenção. – Mas por que a pergunta?
- Nossos cosmos não foram pálios para deter o cosmo negro na batalha contra Lux.
Clarisse escutando a conversa se aproximou.
- Não foram capazes porque a força de vontade, a inteligência e o poder de fé de Lux era muito superior ao de vocês.
- O que quer dizer? – Perguntou Lívia.
- O que determina o poder de um cosmo são seus poderes de fé e sua força de vontade. Conheço Cavaleiros de Prata que utilizam o cosmo comum de um cavaleiro que ultrapassa o cosmo divino de vocês.
- Insolente. – Resmungou Lívia.
- Só estou sendo sincera. – Rebateu Clarisse. – Vocês não são tão poderosos como vocês pensam. – E então saiu para que eles refletissem.
Um brilho no céu mais uma vez foi visto.
- Henrique? – Perguntei temendo um novo confronto.
Michele sorriu.
- Tranquilo Edu. – Me confortou. – Temos que ir a Mortai, é a nossa batalha na Floresta de Dromedários.
E assim eu e Michele mais uma vez fomos teleportados para arena de jogos de Junnyor Lenda. E uma vez mais defender os pontos, acumular para que não nos ultrapasse.
A grandiosa floresta de dromedários, cheio desses belíssimos animais. A diferença dessa arena é que não existiam pendencias para um atributo especifico, estávamos plenos e nossa totalidade.
- Como perceberam, a energia em Dromedários é neutra. – Disse o anfitrião. – A batalha aqui valem 300 pontos. Que comecem os jogos.
Dessa vez a final foi entre mim e Alyson novamente, ele assim como eu é um cavaleiro. Mas foi uma batalha mais tranquila que a primeira vez. Não querendo me achar mais do que eu realmente sou, mas meu tempo aqui com esses seres me ensinaram muita coisa, eu não consigo ver meus competidores da Arena como adversários a altura. Alyson era forte, mas sua resistência é fraca, e ao acertá-lo ele cai, com um chute em seu peito o lancei por terra, todos ficaram espantados, alguns na arena gritavam meu nome como favorito para a competição, e outros acharam que eu exagerei no ataque.
Para Michele que a situação não estava tão bem. Sua adversária como todos já previa seria Gaby por ser uma bruxa nata assim como ela, usuárias de varinha. Independente do começo da batalha sempre terminava em três pessoas, Michele, Gaby e Jeeh, culminando com a final entre Michele e Gaby, até agora nossa amiga saiu vencendo. Mas essa nova batalha parecia ser diferente.
Michele se muniu de partes animais e Gaby se cobriu de plantas com espinhos e venenos.
- Passei a estudar uma maneira de te vencer Michele. – Disse Gaby.
- Espero que seja eficaz.
- Você não tocará em mim. – Disse Gaby – Cortina de veneno.
As plantas passaram a liberar um veneno no ar, obrigando Michele a recuar. Gaby calculou a batalha achando que Michele teria que tocá-la para vencer.
- Ingênua. – Disse Michele. – Pássaro de Fogo!
Um elemental saiu do seu peito, todo feito de fogo que atravessou a cortina e chocou contra o corpo de Gaby. Michele então trancou a respiração e correu em volta de sua adversaria liberando ar magico para que as chamas se propagassem ainda mais. Quando viu que Gaby seria derrotada, Michele cancelou a magia e atirou um globo de luz que a arremessou contra as arvores da floresta.
- Não dessa vez. – Sorriu Michele.
E todos a aclamaram, por um momento achamos que ela seria derrotada, mas Gaby assim como Alyson possuem pouca resistência. Assim que se derem conta disso, serão adversários a altura.
Logo nos teleportamos novamente para o transporte.

- Daqui a pouco aportaremos na Somália. – Disse Carig.

domingo, 24 de setembro de 2017

Capitulo 8 – Henrique Wicca

- Afinal não eram tão fracos como eu pensei. – Disse Lux debochando.
Ao olharmos atrás dele vimos algo muito estranho. Uma nuvem feita de luz sólida e sobre ela 25 tronos. Apesar de alguns ainda estarem vazios, outros estavam ocupados, Lívia soube reconhecer cada um deles.
- O que você fez? – Vociferou Lívia. – Terry Ludjimasi, Radija, Adry, Avatar, Iimep, Rarine, Gil, Esódia, Iugi, Aalun Filho, Uarol e Gions. – 12 Cadeiras Ocupadas.
- Eles já não podem te ouvir princesa. – Disse Lux. – Foram subjugados.
- Quem ocupará os outros lugares? – Perguntou Carig perplexo.
- Os três da frente pertencem a mim, a Pricila e a Henrique. Temos uma para Ewerton que fugiu, outra para a fada de Pricila, e o restante para meus nobres guerreiros.
- Você é insano! – Gritou Michele. – Porque queres os Ludjimasi como estátuas?
Ele gargalhou
- Não estão como estátuas. – Disse sorrindo. – Aos poucos seus poderes estão sendo drenados, eu começarei uma nova família Ludjimasi!
Ele então nos atacou com uma enorme espada de energia, mas fomos protegidos por uma barreira de luz sólida.
- Ewerton! – Exclamou Lux. – Achei que não te veria hoje.
Ele então rebateu a espada que se desfez no ar e criou uma enorme barreira entre nós e Lux.
- Fujam! – Gritou o Ludjimasi. – Eu já chamei reforços. Aqui não é um lugar segurou para vocês.
Lívia inflamou seu cosmo divino, mas Carig a tocou dizendo que não era o momento.
- É nossa oportunidade. – Disse ele. – Precisamos nos fortalecer. Agora sabemos um pouco mais do inimigo, vamos saber derrota-lo.
Ela então se acalmou e fugimos do castelo o máximo que podíamos. E de longe podíamos escutar a árdua batalha que estava sendo travada.
- Lux subjugou toda a família. – Eu disse perplexo. – Ewerton não aguentará por muito tempo.
- Mas podemos fugir. – Disse Aysha. – Os guerreiros de Lux já foram derrotados.
Já fora do castelo corríamos o máximo que podíamos. Carig então fez o transporte e Clarisse amplificou a velocidade.
- Aonde vamos? – Perguntou Carig.
- Para Etiópia. – Disse Michele. – Castelo Maia.
Uma energia foi sendo sentida por todos nós, algo se aproximava.
Olhando para todos os lados não conseguíamos nos dar conta, até que na frente, obrigando Carig a parar o transporte um poderoso anjo se acercou.
- Henrique! – Exclamou Michele.
- Depois de derrotar os nossos guerreiros. – Disse ele – Vocês acharam que seria fácil fugir. – Ele apontou o dedo para em cima do castelo Ludjimasi.
Quando olhamos vimos a nuvem de energia o trono com Lux e os 24 outros tronos ao seu redor. E estavam indo para acima das nuvens.
- Onde está Ácila Maia, Aalun Ludjimasi e Sasuke Ludjimasi? – Perguntou Clarisse. – Eles são deuses, porque não vieram proteger sua família.
- Eles não podem. – Suspirou Lívia. – Deuses só podem intervir no mundo quando algo representar uma ameaça para a extinção do mundo. – Enquanto isso não acontecer, cabe aos moradores do mundo tentarem uma saída.
Henrique sem muita paciência bateu a palma das mãos e gerou um coeficiente de energia explosivo gigantesco que fez com que Carig perdesse a concentração e desfizesse o transporte e todos nós fomos para o chão.
- Esse é o lugar de vocês. – Disse o Ondorin. – Eu sou o inimigo agora.
- Não por muito tempo. – Se irritou Lívia.
Com seu cosmo inflamado ela partiu para cima dele com tentáculos de escuridão. Henrique ativou uma barreira espiritual e por deboche batia as asas.
- Circulo Bruxal! – Exclamou a magia.
Um pentagrama dentro de um círculo surgiu embaixo e em cima de Lívia liberando muita energia. Ela converteu seu cosmo em defesa e conseguiu aguentar o impacto, mas ficou muito impressionada.
- Caminho Bruxaria? – Exclamou Michele. – Você é Wicca!?
Ele sorriu.
- Rasgo Mental. – Exclamou novamente.
Michele começou a se contorcer no chão. Ele também utiliza poderes psíquicos. Clarisse usou da fé para fortalecer a mente de Michele e assim a salvou.
Carig moveu as aguas por debaixo da barreira e atingiu Henrique que então voou. Nesses segundos a gente pode se reagrupar.
Misturando os caminhos terra e fogo ele começou a lançar meteoros incandescentes, o cosmo de Clarisse, Carig e Lívia nos protegiam.
- Como o venceremos? – Perguntei afoito.
- Eu conheço ele. – Disse Aysha. – Agora me lembro, ele é de Nord, lutou na batalha contra as fadas, antes da criação de Andaluz.
- Como ele se tornou do mal? – Perguntou Clarisse.
E sabíamos que Lux tinha alguma coisa a ver com isso.
Ele então desceu num rasante, para finalizar com todos nós. Lívia ascendeu sua chama verde e pediu para que Clarisse e Carig a protegesse com a combinação de cosmo.
Aysha com seu canhão caótico tentou confundir seus sentidos de magia, mas não o atordoou por muito tempo.
- É o nosso fim. – Exclamei.
Logo uma energia escura como a do Lux apareceu perfurando o peito de Henrique que descia com muita velocidade ao nosso encontro, deixando todos em choque.
Não sangrou, apenas uma energia de luz foi dissipada. Buscamos de onde vinha e encontramos com uma menina, de mais ou menos treze anos, morena, cabelos ondulados com tons de lilás e uma cruz como pingente da corrente em seu pescoço.
- Sou Jakel Adhji. – Sorriu. – Irmã de Yan Adhji.
Estávamos todos extasiados e agradecidos, com exceção de Lívia que não gostou do aparecimento.
- Você o derrotou sozinha.- Disse muito animado.

- O peguei distraído. – Ela sorriu tímida. – Mas aquele não era o verdadeiro, era um simulacro, os anjos podem fazer isso, o que ele apresentou é apenas uma parte do seu real poder.

sábado, 23 de setembro de 2017

Capitulo 7 – Castelo Ludjimasi

Um castelo grandioso com runas e símbolos de Neglight a cidade da Luz. Luzes sólidas por todos os cantos, as portas são de luz sólida, adereços feitos por magias de energia, é sem sombra de dúvida um dos castelos mais bonitos que podemos ver até o momento.
Mas ainda assim se sentia a tensão. Logo as vozes como trovão eram ouvidas. Uma grande discussão se escutava no interior. E disfarçados seguimos o caminho.
Mais à frente, antes de chegarmos ao grande salão, haviam guardas trazidos pelos Ludjimasi. Eles sabiam que logo os outros Imortais saberiam do que estava acontecendo e enviariam reforços, então tratou de proteger até que toda a conversa fosse finalizada. E para nosso azar, teríamos que enfrentar esses seres.
- Que seres são esses? – Perguntei porque não os conhecia.
Michele então me posicionou e começou a me mostrar um por um dos seres que estavam ali.
- Este ser humanoide iluminado e com poderes de luz é um Andaluz da Luz, é um ser criado a pouco tempo pelas fadas, vindo de um planeta com o mesmo nome. – Disse Michele me mostrando um dos seres mais bonitos ali presente. – Logo temos aqueles seres plasmáticos que se assemelham a fantasmas, são os Ilus, tem que tomar cuidado porque eles possuem Ilusão Avançada. Aqueles outros são nossa verdadeira preocupação, são originários do Mundo da Luz, chamados Lumus, feitos de energia sólida, fortes e não muito altos. Carregam energia no interior dos seus corpos e as disparam, são muito velozes, visão de raio-x, ilusão avançada, podem ficar invisíveis e absorverem energias.
Este último me fez tremer, são seres que eu nunca vi nem enfrentei na vida, e sou apenas um guerreiro, como posso lutar contra eles. E isso que ainda nem conhecemos o Ludjimasi que invadiu Nord.
- E aqueles seres alados com uma coroa de plantas na cabeça e nadadeiras nos braços? – Perguntei para Michele.
- Esses também são outras de nossas preocupações Edu. – Ela fez uma feição mais séria. – São seres de Cosmódia, conhecidos como Sky, em todos os mundos podem surgir seres como eles, desde que vários dos seus atributos sejam sobre-humanos. Alguns deles podem ter o cosmo como o de Clarisse só que ao quadrado. – Ela então respirou um pouco, fez uma pausa e logo me mostrou os últimos seres. – Aqueles ali são os Trovor, da cidade do Trovão no Mundo da Luz, produzem campos de energia que te impede de aproximar, por isso te aconselho que fuja deles, só funciona ataques a longa distância, isso se eles não forem capazes de repelir os ataques com o campo elétrico que produzem. A velocidade deles também é muito superior à nossa, e eles soltam raios pelos olhos e pelas mãos.
- Parece que o Ludjimasi não veio a brincadeira, trouxe suas melhores raças para nos subjugar. – Falei perplexo.
- E você achando que eles queriam só conversas. – Michele virou os olhos.
- Vamos. – Disse Carig. – Clarisse, remova o disfarce, precisaremos lutar.
Foi o que ela fez, nos tornamos expostos, coração acelerado e o cheiro de medo no ar.
- Temos companhia. – A voz grave ecoava do salão.
Os seres foram caminhando para trás e uma energia de atração provavelmente causada pela energia do Trovor nos obrigou a segui-los e logo estávamos no grande salão. Na frente de um ser muito alto, como um anjo, mas com feições mais humanas, ao seu lado outro ser alto, uma mulher, diferente dele, mas com feições de ser sobrenatural. E um terceiro parecido ao primeiro, só que mais angelical, asas mais exuberantes, um brilho natural e uma contextura mais poderosa, ao menos fisicamente.
- O Ludjimasi é um Nephalins. – Disse Aysha impressionada.
- Sim. – Disse o ser de voz grave. – Sou um Nephalins, metade anjo, metade humano. – Sorriu. – E apresento a vocês, minha pupila Pricila* Lirem (*É escrito só com “C”), filha do direta do deus Jack, uma semideusa e guardiã da fada da luz. – Só então pude ver uma pequena fada de luz próximo a ela.
- Mas os filhos de Jack não são com o sobrenome Maximiliano Pierrô? – Indagou Lívia.
- Não, este é filho de um Ancião, no máximo equivale a uma família imortal neste mundo. – Sorriu novamente. – O que ajudou na batalha contra Toni Drew é um charlatão do Mundo de Jack, não é divino, só imortal. – Ele então se voltou para seu outro companheiro. – Este é meu grande amigo, um anjo completo. Henrique, ondorin nato e guerreiro divino.
Após as apresentações, percebi que alguns membros Ludjimasi estavam estáticos, sem expressões. No total eram quatorze membros imortais dessa família.
- Agora se me derem licença terminarei o processo. – Disse o Ludjimasi com voz de trovão. – Por acaso me chamo Lux Imperium Ludjimasi Maia. Não esqueçam o meu nome.
Uma barreira de luz começou a cobrir alguns dos imortais presentes e quando fizemos menção de impedir os seres de outrora nos impediu. Chegou o momento de batalhar.
Eu sabia da deficiência que eu tinha em enfrentar seres mágicos e precisaria trabalhar isso num outro momento. Então parti para o Ilus. Empunhando minha espada tentei atravessá-lo, mas não foi possível. Michele então me alcançou e encantou minha espada.
- Ele é puro plasma, sua espada normal não funcionaria.
O Ilus se desdobrava ante meus ataques, mas tenho uma agilidade ainda superior, e quando tive a oportunidade cravei em seu peito plasmático e ele piscou como lâmpada falhando e logo caiu ao chão. Averiguei o próximo inimigo, um Andaluz que estava lutando em dupla contra Michele, foi a socorre-la, retribuir o que ela fez comigo.
O Lumus era tão veloz que Lívia mal podia ver os ataques, ela então inflamou seu cosmo e sua chama verde, com a chama ela atacava e com o cosmo ela se protegia. Com trevas ela o alcançou, os tornou tentáculos e ampliou seus membros superiores, trouxe o Lumus até ela, suportou sua energia defendendo-se com o cosmo, mas era nítido que ela sofria ali e com as chamas o fez desmaiar.
Logo caiu ao chão de joelhos com seu cosmo e chama voltando ao normal. Carig percebeu que ela havia baixado a guarda, mas estava ocupado enfrentando um Sky. Ele usava a mesma tática, com seu cosmo ele se protegia, mas algo estava falhando. Quando usava seus ataques aquáticos, o Sky revertia o lançamento e acrescentava poderes elétricos que causavam muito dano quando o acertava. O Sky com seu cosmo ao quadrado se protegia dos ataques que não conseguia reverter. Mas num momento impensado, o Sky se teleportou para muito próximo de Carig Lake, que ao invés de usar seu cosmo divino para se proteger o usou como ataque e logo desmaiou o Sky.
Eu e Michele conseguimos facilmente derrotar os Andaluzes de Luz. E no outro extremo do salão estavam Aysha e Clarisse contra os Trovor. Mas foi uma batalha relativamente fácil, Aysha conhece muito sobre as raças. Enquanto Clarisse protegia as duas com seu cosmo, Aysha usou seu poder enorme de agua, mais poderosa que as aguas divinas de Carig. O ponto fraco do Trovor é a agua, e então os inutilizou, logo Clarisse os finalizou. Algo incrível também aconteceu, evoluímos, eu me tornei um Cavaleiro-mor, Michele uma Arquibruxa, Carig um Sumo-Cavaleiro e Arquimago, Lívia uma Sumo-Modelo.

Após ver que havíamos derrotados os seres, Lux voltou a atenção para nós uma vez mais.

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Capitulo 6 – O Trajeto

- Estamos muito longe do Castelo Ludjimasi. – Disse Carig. – Precisamos acelerar o transporte.
Ficamos um tempo pensando em como fazer. Até que lembrei que Clarisse poderia acelerar. Então a chamei.
- Clarisse? – Ela então abriu os olhos. – Fortaleça a magia dele, como você fez quando ajudamos lá embaixo.
- Ajudar a Carig. – Ela sorriu.                                 
- Não se trata de ajudar a ele. – Intrometeu Michele. – Se trata de ajudar a todos nós.
Foi assim que ela se aproximou de Carig que por algum momento eu pude sentir que ele gostou. Ela estendeu os braços e utilizou o poder da fé dando mais velocidade ao transporte, dobrando para ser mais preciso.
- Logo teremos que atravessar o mar. – Completou Carig.
- No lugar que estamos existem deuses menores pouco conhecidos no nosso mundo. Existe um vasto território que não é coberto pelos imortais. Ao extremo Norte está o Castelo Sclaterkini, e ao extremo sudeste o Castelo Ludjimasi e o restante das faixas são cobertas por reinos e deuses desconhecidos. Temos que ter cuidado. – Disse Michele.
- Bobagem. – Retrucou Lívia. – Estaríamos preocupados se eles de verdade representassem perigo, mas se nunca nem se atreveram a enfrentar os Imortais é porque não possuem poder pra isso.
Fizemos silencio e nos tornamos pensativos, cada um tinha sua opinião sobre tal assunto, mas não era válido expressá-los. Ao todo existem 193 reinos, como líderes existem Imortais, Divinos, Elementais e outros seres. Estando com Lívia e Carig, é difícil que alguma coisa possa nos acontecer.
As pessoas na superfície possuíam características distintas, alguns humanos com traços diferenciados, mas outras raças também povoam essa região, na Terra seria equivalente a Ásia. Até que um tempo depois chegamos na Índia, um tipo de energia diferente estava aqui, mais pura. Animais mágicos e energia divina diferente das convencionais do Kenn.
De longe já avistávamos o céu sobre o Castelo Ludjimasi, e era denso, a energia muito parecida ao cosmo emanado por Clarisse se podia ver no céu.
- Eles já estão aqui. – Disse Aysha.
- Os com o gene Ludjimasi? – Perguntei com temor.
- Como nunca soubemos de Ludjimasi em outro planeta? – Perguntou Lívia atônita. – Sabemos que em Lussufuri existe Gions e Uarol, mas Cosmódia.
- Olhe o cosmo Lívia. – Disse Carig. – É negro!
Eu não entendi a referência, sou novato em Nord.
- Só pode nos dizer se tratar de três raças. – Completou Aysha – Nephalins, Spectro ou Anjo.
- E sendo uma dessas três raças, pode nos aplastar facilmente. Temos que torcer que seja um Nephalins, pelo menos é o mais fraco dos três. – Disse Michele.
- Mas vocês se esquecem de outra coisa. – Disse Lívia. – São muito medrosos. E daí que possuem o Cosmo Negro. Eu e Carig possuímos o Cosmo Divino que é muito mais poderoso que o cosmo dele.
- Sinta melhor Lívia. – Disse Clarisse. – Posso possuir o mais fraco dos cosmos, mas ainda assim consigo sentir, o cosmo negro dele é muito poderoso. Já te vi com o divino ativado assim como o Carig, não se compara a esse poder.
- Talvez não agora sua insolente. – Disse Lívia perdendo a paciência. – Mas desenvolverei meu cosmo e ele não será palio para nenhum cosmo negro conhecido, nem mesmo para um Adhji.
Era um tipo de conversa que eu não poderia me meter, sou um mero guerreiro, não entendo nada de magias ou poderes universais, muito menos sabia da existência de famílias divinas e imortais. O melhor que eu faço é escutar e aprender.
Já no extremo sul da Índia avistamos o oceano índico que estava muito agitado, com ondas enormes e seguidas. Era impossível não ver a face de temor que nos rodeava. De todas as histórias de heróis deste mundo que escutei quando estava na preparatória para ser lutador, todas elas contavam com várias batalhas de experiências, com a facilidade de hoje em dia em transporte e um mundo com mais paz, não lutamos muito e sabemos que não estamos preparados para enfrentar invasores. Mas como Michele sempre diz: seremos capacitados. E assim eu espero.
Que energia era essa, à medida que nos aproximávamos sentimos que estávamos perto de uma barreira, leve, mas que poderia a qualquer momento solidificar
- Não é uma missão para nosso porte. – Confessou Aysha. – Não há nada que possamos fazer.
Clarisse continua quieta em suas orações, concentrada na aceleração da magia transporte do Carig.
- Temos que fazer um plano. – Disse Michele. – Olhe o Nay? – Ela apontou para seu pet. – Está desesperado.
- Onde está Yan ou Judá Adhji? – Reclamou Lívia. – É a mesma energia, eles deveriam estar aqui.
O desespero tomava conta de nós, antes balbuciávamos coragem por não conhecíamos esse poder. Agora tão próximo, perdíamos a fala diante daquele poder.
- E eu me equivoquei. – Disse Aysha. – Apenas um Ludjimasi Cosmodiano está aqui. Dois outros seres que adentraram a atmosfera de Nord não estão presentes no castelo.
Os animais marinhos estavam alvoroçados pelo turbilhão daquela energia. Eu pensava nas raças humanoides aquáticas que por ali viviam, Star, Sarpain, e etc.
- Carig, Clarisse? – Chamou Lívia. – Teremos que sacrificar parte das nossas vidas para inflamar nosso cosmo. Vai ser nossa única saída neste momento.
- Inflamar? – Perguntei a Michele.
- Eles perdem parte da força vital deles e duplicam seus poderes cósmicos. – Me respondeu.
- Calma. – Decidi intervir. – Vocês estão tratando ele como se fosse um inimigo. Ainda não sabemos o que ele quer aqui.
Aysha então se pronunciou.
- Meu caro Eduardo. Os Ludjimasi estão aterrorizados.
- Talvez porque assim como nós não conheciam tamanho poder.
- Já faz dias que eles estão assim, desde que eu surgi para vocês. Se fosse algo amistoso, esse sentimento já deveria ter desaparecido. Não acha?
Fiquei com aquela dúvida, mas sabia que algo não estava certo.
Logo entramos no Reino Ludjimasi.
- O Castelo está muito próximo. – Disse Carig.
- Para não chamar atenção. Talvez devamos desfazer sua magia e entrar por terra. – Disse Aysha.

E assim fizemos, caminhamos lentamente para entrada do castelo. E para nossa surpresa, não havia guardas. Beirando as entradas fomos meio que camuflados pelo poder de fé de Clarisse para alcançar o salão onde toda aquela energia emanava.