domingo, 13 de março de 2016

Castelo Maia

Nord, Reino Maia, Etiópia

Estávamos sem Aser e Zebulom, e mesmo assim em menor numero avançamos no território Maia. A Etiópia é muito bonita, o Lago Tana, quedas d’agua que somente o Único Acima possa ter criado e é cercada de lindas montanhas. As pessoas andam em trajes leves como túnicas brancas e existem muitos templos espalhados para o deus Fjyoho, um deus pagão da luz.

O poderio bélico parece ser muito alto, existem muitos guardas por todo o Reino, e muitos magos de luz também. Existem algumas cidades padrão também, que são as cidades estados governadas por membros maias distribuídas em títulos nobiliárquicos. Eu não tinha parado para pensar no perigo que era começar uma guerra aqui com tão poucos homens. Talvez meu poder possa parar algum, mas eu sacrificaria todos e não sei se poderia vencer sozinho.

Os meus homens também estavam assustados quando começaram a sentir o poder neste lugar.

- Não tenham medo homens, Kadhji está conosco nesta cruzada.

Procuramos um hotel para restabelecer as forças e também para conhecer melhor o lugar e planificar estratégias. Como conselheiros eu havia elegido a Benjamim, Simeão e Gade, porque eles possuem um alto potencial de fé. Então os pedi para que planejássemos junto o que fazer.

- Simeão meu amigo. Estamos frente à família imortal mais poderosa de Nord.

- Mas recorde que você também é imortal Judá. Com certeza é nosso escolhido de Kadhji.

- Mas não sabemos a verdade se realmente não posso morrer. Mas com segurança que eu comprovaria se fosse por nossa causa. – Pausa. – O que me preocupa são vocês, não gostaria que alguns de vocês morressem no processo. – Disse meus pensamentos.

Benjamim se aproximou.

- O que está tentando dizer é que você irá batalhar sozinho?

- É o que eu estou pensando. – Conclui. E era nítida a cara de espanto de todos eles.

- Podemos não ter a mesma força que tu, mas igual podemos lutar Judá, e com certeza Kadhji também nos ajudará. – Disse Gade.

- Sim meu irmão. Estamos destinados a ser Anjos de Kadhji, vocês são Clérigos Divinos, os demais são Clérigos, e eu já alcancei ser Cavaleiro de Bronze, se continuamos lutando e conquistando terras com certeza nos elevaremos mais, e ai nada poderá deter os planos do Único Acima.

Logo de descansados saímos pelas cidades até chegar ao plano central, ao Eixo da Familia Maia, os patriarcas, como eu batalharia sozinho com o apoio de fé de meus companheiros, eu pretendia desafiar o membro mais poderoso da Familia e assim garantir a minha hegemonia e o domínio sobre o Reino Maia e também seu destino.

O Castelo Maia era divino com perdão da palavra, a magia era sólida, os raios de luzes, bibliotecas extensas, pisos em luz sólida, as paredes, as decorações eram de variadas cores de luz sólida. E há escritos nas paredes com frases de Neglight a cidade da Luz e de Lussúfuri o mundo de Fjyoho, que está intimamente ligado a essa família. E os que trabalham no castelo o faziam com orgulho de servir a eles, que são considerados os maiores heróis deste mundo. Mas não me enganam, para mim são os maiores tiranos, aproveita da fragilidade do povo para dominá-los.

Os reis estavam em seus tronos brilhantes e triunfantes. E atendiam a população. Então me aproximei e entrei na fila até que enfim chegou o meu momento de ser atendido.

- Vossa Majestade Dhyogo Maia e Andrômeda Etio. – Disse enquanto fazia reverencia, não por serem divinos, mas por respeito pelo reinado.

- Em que posso ajuda-lo? – Disse a voz estrondosa do ser imortal.

Então sorri, finalmente havia chegado meu momento.

- Eu sou o enviado de Kadhji o Único Acima, e eu entendi que Ele quer fazer um reinado universal em Nord, onde só prestem cultos a ele, por isso vim até a Etiópia para pedir que se rendesse aos cultos para Fjyoho e comecem a adorar somente ao deus universal.

O rosto de Dhyogo não havia se alterado nenhuma vez sequer durante minhas falas.

- Meu caro enviado. Todos nós reconhecemos a autoridade de Kadhji, ele é o criador do nosso universo junto a Analú, mas você precisa lembrar-se que ele também é pai de Xadapaet que é pai de Fjyoho, o deus ao qual cultuamos. E não só o fazemos para cultuar, mas porque ele é meu parente muito perto, sou um descendente direto do deus da luz. – Então ele fez uma pausa para que eu refletisse e logo continuou. – O que o faz acreditar que Kadhji com seu infinito amor não permita cultos aos seus próprios filhos?

Levantei porque estava ajoelhado e o encarei.

- Não estou aqui para tentar convencer-te. Fiz a minha proposta, mas vejo que a recusa. Então será no modo difícil.

- Queres lutar? – Disse Dhyogo perplexo. – Se é isso que você procura, eu posso arranjá-lo. Mas não será contra mim. Já que você se autoproclama o melhor guerreiro de Kadhji, então lhe darei meu melhor guerreiro.

Então concordei com seus termos. Do lado de fora do castelo havia um pátio de batalha, logo de nomeado adentrei o pátio enquanto meus amigos me olhavam torcendo pela minha vitória. E então Dhyogo anunciou meu inimigo.

- Como você é um Cavaleiro Divino, vou colocar-te a prova. Que entre Kael Maia. – Este ser que entrou é um Anjo, de raça, não de obras na fé. Asas grandiosas, brancas e brilhantes, mas também de obras em fé para Fjyho. Um membro Maia com poderes Angelicais.

Então começou a batalha. Kael era incrivelmente rápido e era o ideal que eu buscava tornar-me um anjo. Houve um momento que ele me atacou um numero de vezes que eu não pude contar, e se não fosse pelo meu cosmo eu não teria podido defender.

Eu sentia que meu cosmo era muito mais poderoso que o dele, porque um dado momento ele o ativou, era roxo, não tão denso como o meu, mas somando a velocidade que ele podia atacar, seu cosmo chegava a ser tão poderoso quanto.

- Assim que você é um Adhji? – Sorriu. – Aposto que você nem sabe o significado.

Não dei ouvido ao que me dizia e para diminuir sua velocidade usei uma ampliação da gravidade, para prendê-lo mais ao chão, estou fazendo uso de poderes que normalmente não faço, mas é necessário.


Isso o atrasou, mas não foi suficiente, e quando pisquei os olhos, e deixei a guarda baixar, Kael voou bem alto e numa velocidade supersônica ele veio como trovão em cadeia, pude manter por algum tempo meu cosmo negro, mas logo se desvaneceu, ele pode penetrar e então senti que havia morrido todos meus sentidos pouco a pouco pararam de funcionar e o vácuo me recebeu.

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