Nord,
Reino Maia, Etiópia
Estávamos
sem Aser e Zebulom, e mesmo assim em menor numero avançamos no território Maia.
A Etiópia é muito bonita, o Lago Tana, quedas d’agua que somente o Único Acima
possa ter criado e é cercada de lindas montanhas. As pessoas andam em trajes leves
como túnicas brancas e existem muitos templos espalhados para o deus Fjyoho, um
deus pagão da luz.
O
poderio bélico parece ser muito alto, existem muitos guardas por todo o Reino,
e muitos magos de luz também. Existem algumas cidades padrão também, que são as
cidades estados governadas por membros maias distribuídas em títulos nobiliárquicos.
Eu não tinha parado para pensar no perigo que era começar uma guerra aqui com
tão poucos homens. Talvez meu poder possa parar algum, mas eu sacrificaria
todos e não sei se poderia vencer sozinho.
Os
meus homens também estavam assustados quando começaram a sentir o poder neste
lugar.
-
Não tenham medo homens, Kadhji está conosco nesta cruzada.
Procuramos
um hotel para restabelecer as forças e também para conhecer melhor o lugar e
planificar estratégias. Como conselheiros eu havia elegido a Benjamim, Simeão e
Gade, porque eles possuem um alto potencial de fé. Então os pedi para que planejássemos
junto o que fazer.
- Simeão meu amigo. Estamos frente à família imortal
mais poderosa de Nord.
- Mas recorde que você também é imortal Judá. Com certeza
é nosso escolhido de Kadhji.
- Mas não sabemos a verdade se realmente não posso
morrer. Mas com segurança que eu comprovaria se fosse por nossa causa. – Pausa.
– O que me preocupa são vocês, não gostaria que alguns de vocês morressem no
processo. – Disse meus pensamentos.
Benjamim se aproximou.
- O que está tentando dizer é que você irá batalhar
sozinho?
- É o que eu estou pensando. – Conclui. E era nítida
a cara de espanto de todos eles.
- Podemos não ter a mesma força que tu, mas igual
podemos lutar Judá, e com certeza Kadhji também nos ajudará. – Disse Gade.
- Sim meu irmão. Estamos destinados a ser Anjos de
Kadhji, vocês são Clérigos Divinos, os demais são Clérigos, e eu já alcancei
ser Cavaleiro de Bronze, se continuamos lutando e conquistando terras com
certeza nos elevaremos mais, e ai nada poderá deter os planos do Único Acima.
Logo de descansados saímos pelas cidades até chegar
ao plano central, ao Eixo da Familia Maia, os patriarcas, como eu batalharia
sozinho com o apoio de fé de meus companheiros, eu pretendia desafiar o membro
mais poderoso da Familia e assim garantir a minha hegemonia e o domínio sobre o
Reino Maia e também seu destino.
O Castelo Maia era divino com perdão da palavra, a
magia era sólida, os raios de luzes, bibliotecas extensas, pisos em luz sólida,
as paredes, as decorações eram de variadas cores de luz sólida. E há escritos
nas paredes com frases de Neglight a cidade da Luz e de Lussúfuri o mundo de
Fjyoho, que está intimamente ligado a essa família. E os que trabalham no
castelo o faziam com orgulho de servir a eles, que são considerados os maiores
heróis deste mundo. Mas não me enganam, para mim são os maiores tiranos,
aproveita da fragilidade do povo para dominá-los.
Os reis estavam em seus tronos brilhantes e
triunfantes. E atendiam a população. Então me aproximei e entrei na fila até
que enfim chegou o meu momento de ser atendido.
- Vossa Majestade Dhyogo Maia e Andrômeda Etio. –
Disse enquanto fazia reverencia, não por serem divinos, mas por respeito pelo
reinado.
- Em que posso ajuda-lo? – Disse a voz estrondosa
do ser imortal.
Então sorri, finalmente havia chegado meu momento.
- Eu sou o enviado de Kadhji o Único Acima, e eu
entendi que Ele quer fazer um reinado universal em Nord, onde só prestem cultos
a ele, por isso vim até a Etiópia para pedir que se rendesse aos cultos para
Fjyoho e comecem a adorar somente ao deus universal.
O rosto de Dhyogo não havia se alterado nenhuma vez
sequer durante minhas falas.
- Meu caro enviado. Todos nós reconhecemos a
autoridade de Kadhji, ele é o criador do nosso universo junto a Analú, mas você
precisa lembrar-se que ele também é pai de Xadapaet que é pai de Fjyoho, o deus
ao qual cultuamos. E não só o fazemos para cultuar, mas porque ele é meu
parente muito perto, sou um descendente direto do deus da luz. – Então ele fez
uma pausa para que eu refletisse e logo continuou. – O que o faz acreditar que
Kadhji com seu infinito amor não permita cultos aos seus próprios filhos?
Levantei porque estava ajoelhado e o encarei.
- Não estou aqui para tentar convencer-te. Fiz a
minha proposta, mas vejo que a recusa. Então será no modo difícil.
- Queres lutar? – Disse Dhyogo perplexo. – Se é
isso que você procura, eu posso arranjá-lo. Mas não será contra mim. Já que
você se autoproclama o melhor guerreiro de Kadhji, então lhe darei meu melhor
guerreiro.
Então concordei com seus termos. Do lado de fora do
castelo havia um pátio de batalha, logo de nomeado adentrei o pátio enquanto
meus amigos me olhavam torcendo pela minha vitória. E então Dhyogo anunciou meu
inimigo.
- Como você é um Cavaleiro Divino, vou colocar-te a
prova. Que entre Kael Maia. – Este ser que entrou é um Anjo, de raça, não de obras
na fé. Asas grandiosas, brancas e brilhantes, mas também de obras em fé para
Fjyho. Um membro Maia com poderes Angelicais.
Então começou a batalha. Kael era incrivelmente
rápido e era o ideal que eu buscava tornar-me um anjo. Houve um momento que ele
me atacou um numero de vezes que eu não pude contar, e se não fosse pelo meu
cosmo eu não teria podido defender.
Eu sentia que meu cosmo era muito mais poderoso que
o dele, porque um dado momento ele o ativou, era roxo, não tão denso como o
meu, mas somando a velocidade que ele podia atacar, seu cosmo chegava a ser tão
poderoso quanto.
- Assim que você é um Adhji? – Sorriu. – Aposto que
você nem sabe o significado.
Não dei ouvido ao que me dizia e para diminuir sua
velocidade usei uma ampliação da gravidade, para prendê-lo mais ao chão, estou
fazendo uso de poderes que normalmente não faço, mas é necessário.
Isso o atrasou, mas não foi suficiente, e quando
pisquei os olhos, e deixei a guarda baixar, Kael voou bem alto e numa
velocidade supersônica ele veio como trovão em cadeia, pude manter por algum
tempo meu cosmo negro, mas logo se desvaneceu, ele pode penetrar e então senti
que havia morrido todos meus sentidos pouco a pouco pararam de funcionar e o
vácuo me recebeu.
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