Nord,
arredores do Reino da França
- Há quanto tempo você
abandonou sua casta? – Era a única pergunta que me vinha à mente.
Ele sorriu despreocupado.
- Eu fui transformado
por acaso, por um acidente e nunca cheguei a ter um contato maior com meu Sire.
Com o passar dos anos eu fui conhecendo a Milícia e toda a organização
vampírica. Porque estava cometendo delitos, como matar as pessoas sem regras,
alimentando-me.
- E há quanto tempo
você foi transformado?
- Já faz doze anos. –
Seus olhos pareciam recordar a cena. – Desde este então, eu vivo fugindo.
Estávamos caminhando
para a França, e eu envolto de pensamentos sobre ele, e ele com um rosto totalmente
despretensioso, como que seguia o curso.
- Percebi que ainda não
sei seu nome. – Rompi o silencio. – Eu me chamo Alberto, sou Toreador.
- Pois bem. – Ele
sorriu novamente. – me chamo Jose, um Caitiff. A propósito, você sendo de
casta, porque segue a um renegado?
Não era uma pergunta
difícil de responder, eu fugia porque já não queria mais fazer parte de todas
as regras e lei da Camarilla. Talvez porque eu esteja em busca da verdadeira
natureza do ser vampiro, a solidão. E foi exatamente isso que eu disse a Jose.
- Se eu te disser que
nunca me interessou fazer parte de uma casta, talvez você não acredite. Mas sou
muito bem resolvido sendo assim. A parte que viajar pelo mundo é tão excitante.
– Então fez uma pausa e logo continuou. – Mas também é porque eu nunca vive com
o muito. Por isso estranho o fato de você querer abandonar tudo.
- Conheço muitas lendas
que povoam o imaginário vampírico. – pausa para pensamentos. – Talvez eu só
queira averiguá-los.
Seguimos um tempo em
silencio. Atentei mais aos traços de Jose, de estatura mediana, a pele branca
ligeiramente pálida, olhos cor de mel, e o cabelo levemente cumprido. Levava no
dedo um anel mágico cravado em dois símbolos o que nos diz de que se trata de
um bruxo, e vampiros e bruxos ao mesmo tempo é algo muito raro em nosso mundo,
necessita ter uma inteligência sobre-humana. Já estamos a algum tempo
caminhando e não senti sua necessidade de alimentar-se, o que me mostra que ele
pode aguentar muito tempo sem precisar matar. Só ainda estava em duvida quanto
a sua humanidade e os seus poderes. Para poder sobreviver doze anos como um
Caitiff ele precisa ter muito poder e muito autocontrole. E talvez isso me
assuste um pouco, porque não conheço muito bem com quem eu estou andando.
Logo estávamos nos
acercando a uma fazenda, estava tarde da noite e precisávamos encontrar um
lugar para refugiarmos, pois logo sairia o sol e seria nosso fim.
- O que acha de
acamparmos aqui Alberto? – Disse Jose rompendo o silencio.
- Acho que é nossa
única opção. Talvez nós não precisemos matar, eu posso hipnotiza-los.
Ele ficou surpreso
- Vejo que possui
muitos poderes na manga Toreador. – És um psiônico?
- Exatamente. Mas não
revele a ninguém, eu odiaria fazer parte da milícia.
- Tranquilo. Também
tenho meus pequenos segredos. – Então ele piscou o olho para mim.
Adentramos a
propriedade e nos deparamos com empregados. E eles já estavam hipnotizados.
- Não estamos sozinhos
disse Jose. – E eu consenti com a cabeça. Sorrateiramente caminhamos até o
salão principal do casarão, e então fomos surpreendidos por um vampiro.
- Sejam bem vindos. –
Disse um senhor alto, de robe de luxo, ar nobre e vestimentas refinadas. – Logo
irá amanhecer, e é bom que estejamos todos juntos. – Logo sorriu receptivo.
Era um verdadeiro
banquete, havia três nobres senhores se alimentando de vários empregados e
sentados no sofá estavam os donos da propriedade, hipnotizados e obrigados a
tomarem vinho e ver toda a cena de morte.
- Estão condicionados a
despertar como se tudo fosse um sonho. Os empregados estarão estirados em suas
camas logo quando voltar a escurecer recuperando a perda de sangue
proporcionada por nós. Logo ninguém saberá de nada que aconteceu, assim que
aproveitem, busquem seus tipos sanguíneos e se deliciem. – Disse outro nobre,
de estatura mediana, olhos negros ligeiramente avermelhados pelo consumo
massivo de sangue, pele morena clara e um sorriso diabólico.
E o terceiro veio em
nossa direção com dois copos de sangue e um olhar convidativo. Provei meu drink
e esta deliciosamente enriquecida com álcool. Parece que a festa para mim também
ia começar.
- Sou William, um
Tremere. – e a igual que Jose, eu pude ver no seu dedo o anel de bruxo. Tremere
são temidos por seu alto poder mágico. – O que os recepcionou se chama Julius,
é um Gangrel, vive aqui pela região, e foi o anfitrião desta festa. E o moreno é Zenir, completamente insano, é
um vampiro Malkaviano, a ideia de hipnotizar os empregados foi dele, para que
tenhamos acesso à bebida até o fim da estadia.
Logo o álcool presente
no sangue das vitimas e nos copos começou a nos fazer entorpecer, e logo
amanheceu, fechamos as janelas antes da entrada dos raios de sol. E quando tudo
voltou a escurecer, a festa continuou. Em um dado momento eu vi a Zenir no chão
metendo seu membro rígido numa empregada com uma velocidade vampírica, tão rápido
que podíamos escutar suas pernas deslocarem de suas cadeiras, e ela urrava num
misto de dor e prazer.
Julius com seu poder de
metamorfose havia transformado num cachorro grande e negro, e neste estado corpóreo
ele realizava sexo com um empregado, moreno e baixo que hipnotizado não podia
negar-se a ceder seu ânus nessa perversão sexual. Eu já havia visto muitas
coisas bizarras num mundo vampiro, mas nunca uma festa privada dessa alcunha.
E os donos da casa
seguiam tomando vinho, sentados no sofá. William só visualizava tudo e sorria
alegremente, alguns momentos nos miravam com a intenção não verbal de dizer
para que divirtamos. Jose se alimentava, não por fome, mas por prazer. E eu a
igual que o Tremere, só queria observar.
Logo quando escureceu chegou
a Milícia Vampírica. Jose me pediu que fugisse com ele, então atendi ao pedido,
abandonamos os vampiros bêbados e corremos. Mas fui interceptado por Dancã. Ele
me olhou fixamente nos olhos e me disse que se eu fosse, seria como Jose, um
Caitiff. Lembrei de que Dancã uma vez me abandonou, então psicoportei de seus
braços que agarravam forte ao meu e apareci ao lado de Jose. Estávamos novamente
na floresta, só que mais próximos da França.
Nesta noite nos entregamos;
talvez a bebida ou a excitação de estar fugindo nos levou a isso. Quando
percebi nossos lábios estavam colados, numa velocidade inumana nos desnudamos,
corremos os lábios por cada parte do corpo e nos adjudicamos ao desejo e depois
de três horas de contemplação, decidimos que tínhamos que ir. Levantamos e
seguimos para a França.
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