sábado, 12 de dezembro de 2015

Capitulo 14 – Tresbadom

Saímos da estalagem e o homem não falava uma palavra sequer, fomos caminhando no meio do nada e aos poucos era como se cada passo nos levasse para mais perto da comunidade. Um Reino cada vez mais enorme, com um castelo alto e frondoso, diversas casas, um reino realmente movimentado, possuía o aspecto da idade media na Terra, mas com uma tecnologia mais avançada.

O mago ainda continuava calado, e logo me levou a sua casa, no centro do tal reino, uma casa enorme feita com pedras e recheada de poções espalhadas pelas superfícies do recinto. Enquanto caminhávamos para sua casa éramos abordados por vendedores na cidade que diziam: “Esse é o melhor produto de toda Cyntaf”. Outros, porém evitavam olhar o mago, e cada vez mais fui me dando conta de que ele não possuía uma boa fama.

Quando nos estabelecemos numa suposta sala, o mago sentou-se e fez uma menção para que eu também sentasse. Ele fechou a mão direita e a balançou, logo saiu uma fumaça roxa entre seus dedos. Quando a abriu possuía um anel.

- Olá viajante! Nunca havia encontrado alguém de sua espécie no meu reino, quiçá não pensava que existia em toda Kharin.

- Finalmente disseste uma palavra. Tive medo de que não pudesse falar.

Ele gargalhou. – Sua audácia me impressiona, estou seguro de que não sabe com quem está falando.

Eu fechei o rosto em serenidade, não queria transparecer que estava eu apavorado.

- Se fosse me destruir, já o teria feito.

- Exatamente. Não quero destruí-lo Eder. – Meu rosto se contorceu, não estava esperando que ele soubesse meu nome. – Na verdade, preciso de você, como é um ser que Kharin não esta acostumado, todo mundo irá temer o meu reinado, principalmente aqueles magos brancos.

- Se sabe quem eu sou também sabe de minhas fraquezas, e quando os humanos descobrem nossa fraqueza, deixamos de ser tão temidos.

Ele sorriu e franziu o seno. Logo pôs o anel nos meus dedos.

- Esse anel Eder, te fará caminhar durante o dia, o sol já não será um problema, e então caminhará entre os vivos e juntos faremos a vingança que eu tanto anseio.

- Digamos que eu aceite fazer parte, até porque, não vejo que haja uma escolha. E o anel muito me interessou. Mas existe outro ponto que eu gostaria de salientar. Eu vim a este mundo pela minha irmã, uma poderosa bruxa que assim como eu já atravessou um século de vida.

Ele levantou, e seu sobretudo fez um barulho quando as dobras se desfaziam, com as pontas dos dedos passou pelo queixo e logo voltou sua atenção a mim novamente.

- Entendo o que propõe, assim que se te ajudo a salvar sua irmã, faremos minha vingança?

- Exatamente isso. Você já esperou tanto pela sua vingança, esperar só uns dias mais para que possamos recuperar minha irmã não será um problema.

- E onde está sua irmã? – Ele perguntou enfático.

Eu abaixei a cabeça e toquei meu rosto.

- Eu não sei onde ela está. Ela desapareceu de meu mundo sem nenhuma explicação e quando uma amiga ativou o feitiço de localização, aqui foi o lugar onde surgiu.

- Entendo. – Ele então levantou e agarrou uns livros. – Podemos buscar com outro feitiço de localização, mas as coisas em meu mundo são diferentes, necessitaremos de uns dois dias para a produção. Enquanto isso eu irei contar minha história.

Tresbadom voltou a sentar e começou a ladainha do porque de sua vingança, e era mais ou menos assim:

“Houve um tempo que me obcequei pelo conhecimento, fui atrás de livros mágicos secretos da escuridão, e cada vez mais eu fui afundando mais nesses livros malditos, me fui contaminando pela maldade, pela conjuração de demônios, tanto que esta se tornou minha especialidade. Também aprendi a fazer tormentos psíquicos, poderes desse patamar causam muito alvoroço em Kharin. Um dia minha esposa me traiu com um mago branco, eu também fazia parte da ordem dos magos brancos de Cyntaf. Este mago sabia que minha esposa possuía uma aversão a magos negros, pelo ato de que seus pais foram mortos por um. Então ele fez com que ela enxergasse essa luta pelo meu conhecimento das trevas, e atordoada correu para os braços dela. Quando eu soube do acontecido, foi a primeira vez que eu conjurei forças negras para me auxiliar na batalha, mas mesmo assim os magos brancos puderam me derrotar e me exilaram da ordem, desde então eu tento manter os demônios o máximo que eu consigo neste mundo para causar tormento no reino de Cyntaf, principalmente a minha ex-esposa, mas nunca é tempo suficiente. Agora que você está aqui, um ser praticamente criado para se alimentar dos que estão vivos, um predador, eu finalmente poderei ter minha vingança. Eu aprendi a sugar a energia dos demônios que eu conjuro, e desde então a ordem começou a me temer.”

Eu respirei um pouco para tentar absorver essa história ridícula. Como o orgulho era capaz de segar um ser humano. Porque não abandonar a esposa de uma vez, por honra? Por favor, faça este graça a si mesmo, contente com o grande poder que você angariou longe dessa infame.

- Eder? – Ele reparou que eu estava contido em meus próprios pensamentos. – O que você acha?

Respirei profundamente antes de responder.

- Eu acho uma bobagem, mas é a sua vingança, e você tem o direito de vivenciá-la, e é claro que eu te ajudarei, mas você precisa saber que eu tenho o poder de transformar outras pessoas em criaturas como eu, mas não possuo o poder de controlá-las.

Ele levantou novamente e sorriu.

- Imperium Lamia!

Logo ele me estava controlando, todas as minhas ações, era mais poderoso que a própria hipnose que alguns vampiros podem produzir.

- Entende agora do que eu estou falando? – Ele então se gargalhou.

Eu estava perplexo e aturdido.

- Tens razão Tresbadom, agora entendo porque todos o temem. E tenho certeza que você pode me ajudar a localizar minha irmã.

Ele cerrou as mãos outra vez e chacoalhou, então surgiu mais uma fumaça, e quando abriu as mãos, lá estava um papel. Ele o ergueu e então leu em voz alta.

- Toni Drew! – Ele franziu o seno. – Este é o nome do mago que tem posse de sua irmã.

- Mas você me disse que precisaríamos de dois dias. – Eu revidei suas mentiras.

- Eu somente o testava Eder. Agora sei que esta em minha causa.


Tresbadom levantou-se e nos serviu um chá.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Capitulo 13 – Dominações

Mundo Andaluz

Quando alcançamos o lugar aonde vive Minos Sclaterkini, eu fiquei muito impressionado, era uma grande extensão de terra, talvez não superasse a dos Andaluzes de Fogo, mas tínhamos que levar em consideração o fato de que este reino era só de um único ser.

Ele me foi explicando tudo, o que era cada coisa e como foi associando com o que conhecia de seu antigo mundo e criando neste. Até que então chegamos ao centro, que é aonde ele vive. E o incrível é que só existe ele em todo o Reino, como nosso mundo é novo, não houve tempo para popular, e acredito que os seres humanos tenham métodos distintos de reprodução.

Em seu reino tem lugares para caçar, para buscar minério, florestas, grãos, existem animais de estimação, produção de barro, onde ele começou a fabricar tijolos e fazer casas e outras construções como segundo ele, um Senado, um Templo, Quinta, Quartel, um Armazém onde ele estoca alimentos, Porto no rio que leva direto para o mar, e um farol.

Também possui um enorme navio, e me disse que tinha uma ideia. Que queria que eu deixasse meus seis elementais de fogo vigiando e cuidando de seu reino, enquanto nós fizéssemos uma exploração dos mundos através do mar em seu navio.

Então aceitei, Minos é um explorador, a explicação de porque tanta extensão de terra estava no fato de que ele gostava de procurar, de conhecer o novo. Ele estava empolgado com a ideia, mas antes tínhamos que estocar alimentação, agua, montar equipamentos de viagens. Como um ser imortal ele tinha um poder de luta incrível e por isso não temia os desafios, e ele também acreditava no meu potencial, já havíamos batalhado e ele estava seguro de que poderíamos enfrentar tudo.

Quando anoiteceu, Minos trouxe coelhos para comermos e fizemos uma fogueira para assá-lo e também para que ele me contasse histórias de como era no mundo de Nord.

- O pai do meu bisavô era um anjo e lutava por um deus muito poderoso chamado Ledjyoho, um dos mais honrados. Graças a ele Nord pode ser salva de uma destruição.

Eu fiquei boquiaberto, e me lembrei de que existe uma lenda de que há um anjo no mundo de Andaluz.

- Logo ele teve dois filhos, Kirby e Breack. No primeiro nasceu o poder da transmutação que logo ficou impresso no gene de todo Sclaterkini, mas que surgiu graças a Kirby. Já em Breack renasceu a raça original da família que existiu a duas gerações anteriores, o filho do deus Ragnar e de Ennay Dielc, Felipe Sclaterkini, a raça Ogro. Este veio um Ogro mais humanizado e belo, porque descendeu de um anjo. E tempos depois Péricles, o pai do meu bisavô teve seu ultimo filho, Tom Sclaterkini, este veio um Anjo.

Eu parei para processar a informação, e comemos um pouco.

- O que me está tentando dizer é que a partir do anjo surgiram três denominações na sua família.

Ele sorriu. – Exatamente. – Logo deu mais um mordida no coelho e continuou. – Em Nord, os descendentes de Breack se fizeram mais conhecidos, por estarem sempre em aventuras e salvando o mundo, logo, Dony, o ultimo descendente desse membro da família nasceu Spectro, uma raça do mundo de Spiritun, e Dony absorveu as características de todas as raças existentes e é o mais poderoso ser da nossa família. Tom teve dois filhos, mais nunca escutamos falar sobre eles. E da minha, Kirby teve dois filhos e uma filha. E cada um teve um mais. Um era meu pai, e eu por ser o mais novo e único desse membro familiar, me mandaram para Neomundus/Andaluz, lá eu tinha treze anos e estava despertando a magia, e aqui meu crescimento foi detido, e quando aqui alcançar minha idade eu volto a crescer.

- Que caótico. – eu disse espantado.

Logo terminamos de comer e nos preparamos para dormir. Eu deitei em um lado do fogo e Minos do outro. Na verdade não consegui dormir muito bem, fiquei lembrando-me do que ele havia dito sobre a transmutação, e pensei que talvez ele me esteja agradando porque queira minhas características de raça, como fazer elementais, e assim ele povoaria seu grande reino.

Os primeiros raios da manhã começou a penetrar seu reino e a fogueira já se estava extinguindo quando nós dois despertamos. Minos parecia bem descansado, de fato, revigorado, talvez por saber que faríamos uma expedição em volta dos mundos.

- Estou muito contente de que estás indo comigo Claus. – Ele estendeu a mão para cumprimentar-me e possuía um sorriso enérgico no rosto.

Então também estendi minhas mãos e sorri. – Eu também estou muito feliz. Mas preciso ser completamente honesto contigo.

Uma ruga de preocupação brotou sobre suas sobrancelhas. – e o que seria?

- Eu temo que você só me queira para transmutar-me. – Eu disse de golpe e fixei meu olhar sobre o dele.

Seguindo o mesmo olhar fixo e ele seguiu. – E onde estaria o problema? Transmutar-te não significaria nenhum dano para ti. Mas não quero que penses que estou indo viajar contigo por querer ter seu poder. O quero porque me agradas, e temos sonhos parecidos.

Confesso que suas palavras me deixaram muito confortável, e para afastar esse medo de uma vez eu o ofereci para que me transmute. Assim poderei seguir sabendo que esse não é o premio final que ele espera.

- Está seguro de que é isso que realmente quer? – perguntou Minos.

Balancei a cabeça aprovando e logo parei com braços e pernas unidas e fechei meus olhos. Pude perceber algumas luzes se formando ao redor de mim e logo tudo tomou conta do meu ser, pude sentir algo sobre e dentro de mim ao mesmo tempo, e aos poucos me fui sentindo grande, duplicado, e quando essa sensação chegou a ser plena me quitaram. Logo me senti eu novamente e então abri os olhos. Na minha frente estava Minos envolto em chamas e em magia.

- Eu me sinto ótimo meu amigo Claus. É a primeira vez que faço isso, e sinto como se minha energia estivesse sida muito ampliada. Eu espero que você esteja se sentindo bem.


Eu estava ótimo e minha alegria o fazia transparecer e também transbordar. Então entramos no navio e seguimos a correnteza do rio de fluxo ao mar, não tardou para começar a chover, então deixamos o navio à deriva e passei a ensinar-lhe como manipular os poderes de um Andaluz.

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Capitulo 12 – Mistérios no Bosque Sereno – Parte 2

A torre onde se encontrava Losz possui uma escada em espiral, e cada degrau palpitava meu coração, porque pelo que eu pude perceber pelo lado de fora, estavam saindo luzes de adentro, me imaginei ela como uma feiticeira descontrolada, e temia o que poderia acontecer, com visita assim inesperada.

Era rústica, de luxo, com pedras amontoadas, e se sentia o frio proveniente do mau aquecimento que poderia produzir num interior de um lar por exemplo. Não me agarrei à espada, porque não queria assustá-la, simplesmente segui. Tinha algumas janelas pequenas que auxiliavam na iluminação.

Finalmente alcancei a parte mais alta, e virando pela escada encontraria a tal feiticeira. Caminhei lentamente e à medida que eu avançava, meu campo de visão se ampliava e então comecei a vê-la por partes, estava um pouco inquieta. Trajava um vestido leve, verde, feito de fibras de arvores, tinha a pele morena clara, um corpo bem formado e estava calçando outro adereço da vila, como bambolês também feitos artesanais.

Quando me aproximei um pouco mais e finalmente lhe vi o rosto que me mirava com uma incógnita expressa no olhar. O rosto fino, bocas pequenas, mais carnudas, olhos cor de mel e cabelos castanhos bem clarinhos.

Parece que por alguns segundos ela tentava reconhecer-me, podia ver em seu olhar que ela buscava na memória, e como não me conhecia, ela se colocava confusa, e não sabia o que fazer, se me tratar com cortesia, ou se atacar-me.

- Losz? – Falei pacientemente, para tranquiliza-la. – eu não queria assustá-la. De fato, eu sou o mais assustado aqui. – E então sorri.

Ela arfou. Retirou a tensão e se tranquilizou.

- Perdão meu rapaz. Não é um bom momento. – passou um pouco e então continuo, com o rosto confuso. – Você é do nosso reino?

- Não. – então me apresentei, devidamente, com os pompons da situação. – Eu sou Jean Carllo, do Reino de Urak, campeão em Aresped.

- Oh! – Muito bem. E o que o traz aqui campeão? – ela ajeitou a cabeça que estava caída para um lado. – O que trouxe a nosso reino?

- Bom. – Dei uma pausa para respirar e senti a confiança necessária para aproximar-me mais. Foi então que percebi que havia um altar agora atrás de Losz, e uma pedra parecida a um grande diamante. – Eu vim conhecer os campeões de outros reinos, saber quem competirá contra mim.

- Hum. – Ela então se virou para o que estava fazendo. – E a este lugar especificamente?

Então me aproximei, e pude olhar suas mãos sobre o diamante e faíscas de eletricidade que de aí emanavam e se concentravam na pedra grande. Os olhos de Losz haviam mudado de cor e de repente tudo saiu do controle, raios por dentro do cômodo, me obrigou a abaixar, e o clima lá fora mudou do sol rachando para uma chuva forte com raios e trovões. Pulei sobre a maga e a pus no chão junto a mim e o clima foi voltando ao normal. Losz também foi retornando e seus olhos de mel me fitaram num instante seguinte, e eram penetrantes, neste mesmo momento eu a visualizei por inteira, como na primeira vez que a vi, e meu coração se acelerou, ainda mais quando senti que estava sobre seu corpo quente.

- Oh, por favor! Saia de cima de mim. – Disse Losz apreensiva e ofegante.

- Mil desculpas. É que pensei que os raios pudessem atingi-la.

- Fui eu quem os produzi. – disse furiosa. – Como, pois me acertariam.

- Eu só quis ajudar. – Levantei bravo e a ajudei a levantar-se. – Não tenho culpa de ser ignorante sobre seu mau controle.

Losz fechou a cara e franziu as sobrancelhas.

- Também não quis ofendê-la. – tentei amenizar a situação. Só agi por medo.

Ela arfou novamente.

- Tudo bem. Isso tem acontecido algumas vezes comigo.

Antes que continuasse, fomos interrompidos por Zion que entrou ofegante no cômodo.

- Losz! Algo terrível aconteceu.

Os olhos da maga se arregalaram, e eu fiquei apreensivo sem entender.

- De uma vez Zion. O que houve? – Disse Losz.

- Recebemos a noticia de que uma bruxa está nos arredores do bosque. Dizem que ela arrasou o Reino Xiar e que depois de haver desmaiado todos os moradores e não ter encontrado nenhum mago ela saiu do reino, mas não sem antes queimar tudo e se dirigi enfurecida para o nosso Reino do Bosque Sereno.

Eu pude sentir a inquietude de Losz. Acho que ela não se sente digna do cargo que exerce; não se sente preparada para ser uma das únicas magas de seu reino. E agora que vem uma bruxa atrás dela, ela teme não poder vencer.

- Não se preocupe Losz. Zion é um campeão em Arco e Flecha, eu sou um campeão em Aresped. E você é uma maga do tempo, temos Soaine. E todo um exército de arqueiros. Até onde eu sei, Xiar é um Reino muito pequeno, não podem defender-se sozinhos. Mas nós sim.

Losz pensou um pouco e ordenou que todos nós saíssemos do recinto. E pediu que chamasse Soaine. Antes que eu partisse, lhe dei um abraço e sussurrei em seu ouvido: “Eu acredito em você”. Ela então sorriu.

Zion havia construído uma casa para ser a Ordem dos Arqueiros do Bosque Sereno. E então reunimos todos os guerreiros neste estabelecimento. Tínhamos que planejar como apanhar essa bruxa.

Eram mais ou menos dez Arqueiros, mais Zion como Lider, e uns dez mais guerreiros, tendo Jeft como líder. Este último é o campeão da categoria batalha deste reino, provavelmente o meu competidor na Arena. Ele tem uma estatura mediana, cabelos castanhos escuros, assim como os olhos e a pele mais morena, e assim como os demais ele veste roupa feita de fibra vegetal.

Algumas horas depois apareceu Losz e a mais jovem, Soaine. Esta linda, branca, dos olhos azuis bem profundos e um cabelo cor de ouro refinado, vestindo fibras vegetais de uma coloração mais avermelhada.

Losz andou até estar diante de todos, respirou profundamente, como se fosse uma das poucas vezes a falar em publico.

- Meus queridos moradores do bosque, eu sei que ainda carecemos de um rei. Mas também sei que eu, Zion e Jeft somos muitas vezes nomeados com este titulo, então peço que respeitemos essas decisões de hoje.

Ninguém se opôs as palavras de Losz. E mais, alguns sentiram até orgulho. Apesar de ela ser meio atrapalhada, o que deu de perceber é que eles realmente acreditam no potencial desta maga.

Jeft então se levantou, e demonstrou um alto poder de liderança. Todos, incluso a mim, sentiram muito confiantes com ele.

- Estaremos na linha de frente, como atacamos de curta distancia, e a bruxa a longa, nós precisaremos ser muito rápidos, para desviar dos ataques mágicos e cada vez mais nos aproximarmos. Confiaremos nos arqueiros para diminuir essa vantagem da bruxa, tirando-a flechas certeiras para que ela se distraia tentando desviar. Enquanto isso acontece, Soaine utiliza sua energia de benevolência para unir o nosso grupo e aumentar nosso poder físico, e ao mesmo tempo para diminuir a força de vontade da bruxa para atacar-nos. E dos céus, Losz trará toda a fúria de seu poder e veremos qual bruxa é mais poderosa.

Essas últimas palavras deixaram a maga ainda mais apreensiva, mas ela sabia que todos tinham confiança em seu potencial. A mim, me tocou estar com Jeft. E eu gostei, porque ao menos ao lado dele eu conheceria o potencial, e teria uma ideia do que eu poderia esperar no torneio.

De repente os céus voltaram a ficar negros e as arvores do bosque sereno a queimar. Tivemos que de emergência realizar a formação antes estabelecida. E lá estava eu na comissão de frente esperando a tal bruxa surgir. Então olhei uma vez mais para Losz que estava no alto do céu e sorri. E ela então retribuiu, senti que faria tudo para proteger o Bosque Sereno. Logo lá vinha ela, os olhos totalmente esbranquiçados, uns traços finos e delicados sobre uma pele branca que contrastava com seus lábios vermelhos e grossos. E estava encapuzada.

Das suas mãos se escutavam faíscas de energia, e de repente um estrondo de ali partiu em direção a nós da linha de frente.


Continua...

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Capitulo 11 – Batalha na Casa Ludjimasi

Alguns dias de caminhada e já estavamos chegando ao continente Europeu. Um lugar marcado por guerras e domínios territoriais. Um caminho que Ewerton já conhecia, o caminho de casa, estavam de ida ao castelo Ludjimasi. E lá é onde aconteceria o primeiro desafio interno.

Depois de atravessarem uma pequena floresta, nossos heróis deram de frente a um terreno arenoso preenchido por muitas pessoas, de um lado um rei com sua coroa e ao seu lado um homem trajando um robe luxuoso e um cajado com uma pedra turquesa em cima, e atrás muitos soldados, mais atrás arqueiros. Do outro lado a mesma situação, a diferença estava na coloração das roupas, deste lado vestia vermelho, enquanto do outro era azul, o mago deste lado possuía uma rubi em seu cajado.

- Não poderemos atravessar até que essa guerra termine. – Disse Blair.

- Destruímos todos e então passaremos tranquilos. – Disse Loui.

- Ninguém vai destruir nada, vamos tentar apascentar. – Disse Iluga Maia.

- Mas como podemos chamar a atenção deles? – Perguntou Jenna.

Cousin Mec se fez corpo elemental luz e passando por entre os exércitos inimigos foi congelando todo o solo arenoso. Os reis deram um passo para trás assustados.

Chien e Joel cada um em uma direção oposta se envolveu com a chama verde e veio vindo.

- O que é isso? – Gritava o rei. – São demônios?!

Os cavalos se agitaram e era difícil controla-los. Pablo tampava o sol, deixando certo clima de trevas no ambiente. O exercito começou a se preocupar e enrijeciam seus músculos frente ao perigo.

- Não sejam tolos! – Gritou o Mago Azul. – São crianças imortais.

Parece que a mascará havia caído, eles se esqueceram que são conhecidos por toda a Nord, ainda mais ali, tão perto do castelo Ludjimasi.

- O que querem crianças? – Disse o Mago Azul.

- Gostaríamos de saber o que está acontecendo aqui. – Disse Ewerton.

- Receio que não é assunto para vocês. Mas se querem mesmo saber, estão no meio de uma guerra. Os Red Kings roubaram parte do nosso território e não querem devolver.

- Senhor. – Disse o Rei Vermelho. – Não pertence a eles, são enganadores e trapaceiros.

- Não possuo o poder de julgar. – Disse Ewerton. – Mas se isso pode ser evitado, sei como o fazes. Que venham os dois reis comigo. Será um assunto do castelo.

- Mas senhor. – Disse o Mago Azul. – Não eres mui jovem, será que o rei Ludjimasi nos atenderá.

- Com toda certeza.

E assim fizeram, as tropas foram dispensadas e os reis e magos seguiram nossos imortais até o castelo Ludjimasi. Lá Ewerton deixou-os as autoridades competentes e procurou seus pais.

- Meu filho. – Disse Adry Ludjimasi.

- Esses são meus amigos. E apresentou um por um, até mesmo a mim, o que causa certa estranheza, por que eu não sou imortal.

- E qual o motivo da visita.

- É que estamos fazendo um torneio em cada castelo, esse será o primeiro.

- Claro, assim que comam meninos e meninas, descansem bem. Pode deixar que amanhã cedo estará tudo preparado para a grande batalha interfamiliar.

Uma arena no próprio castelo havia sigo organizada, alguns membros da família Ludjimasi estava ali para ver o desfecho, não apostavam muito no jovem Ludjimasi de sete anos, mas queria muito ver o desempenho.

As batalhas foram sorteadas, e a primeira era de Ewerton Ludjimasi x Loui Delacour. Sem delongas Loui rapidamente congelou Ewerton, deixando todos impressionados com tamanho poder.

A segunda batalha foi entre Eu e Joel Sodji Girl. Joel por ser mais rápido ataca primeiro com uma explosão de chama verde, mas eu conheço caminhos pouco divulgados e ao girar a mão destruí a magia, deixando todos muito impressionados, Adry mesmo começa a fazer muitas hipóteses em sua cabeça sobre a minha índole, pude perceber pelo olhar penetrante que direcionava a mim. O globo de trevas que eu lancei acertou em cheio o Joel, mas ele não vai sozinho, é acompanhado de fatores telepáticos e telecinéticos que quando atingem o alvo explode. Parece não ser difícil para mim desviar dos ataques. Mas finalmente sou queimado pela chama, mas não sofri muitos danos. Num enlace, Eu fiz três globos de trevas simultâneos e teleguiado, sem poder defender-se, Joel toma os três e cai ao chão desmaiado.

Todos ficaram muito espantados, pelo fato de eu não ser imortal e ter facilmente derrotado um, essa fama poderia passar entre as pessoas de Nord e causar uma rebelião. Era essa a preocupação de Adry.

A terceira batalha foi entre Pablo Sodji e Iluga Maia. Mas foi uma batalha rápida, Pablo recém entrou em Kennevis, e apesar de Iluga ser muito jovem, ele possui duas famílias de peso, Maia e Jyhad, já veio para este mundo muito poderoso.

A quarta batalha foi entre Chien Sodji e Blair Girl. Uma batalha aparentemente equilibrada, Chien também possui Girl em seu nome, mas não intimida a ousada Blair. O principal ataque de ambos é a Chama Verde. Blair começa queimando com a chama verde. E logo é ela a ser queimada duas vezes seguidas. Blair o confunde com varias chamas e num cerco o queima. Chien revida com o golpe leão da mata. Ambos já parecem exaustos da batalha. Blair para ganhar tempo usa o ataque ilusão para engana-lo enquanto o queima. Mas Chien depois de um tempo atenta aos sons provenientes dos passos de Blair e ataca em cheio, logo após queimando-a com a chama verde. Mas ainda não é o fim, ambos estão esgotados, mas não querem perder. Blair ajoelha e Chien aproveita o momento perfeito para dar o ataque Ave Fênix e a faz desmaiar.

A quinta batalha foi entre Cousin Mec e Beau Helsing. Deixando Jenna Sclaterkini para a próxima rodada. Não tarda muito, a pontaria e o arco prateado de Beau são muito poderosos, fazendo com que Cousin caia desmaiado no instante seguinte em que as flechas reaparecem nas costas de Beau.

Para a segunda rodada ficou Loui, Eu, Iluga, Chien, Beau e Jenna.

A primeira batalha da segunda rodada acontece entre Loui e Jenna. Apesar de todos os esforços da Sclaterkini em tentar vencer o nosso imortal Delacour, mas não é possível, ele é resistente demais, ataques de terra, envenenamento, nada. Loui com sua capacidade de congelar e queimar com lava, num mesmo golpe é demasiado poderoso, e seria uma ótima oportunidade para que eu possa estuda-los, ele representa meu maior embate. Já podia ver ele garantido na final, e sabia que neste primeiro confronto eu não seria capaz de vencê-lo.

A outra batalha ocorreu entre Chien e Eu. Já o havia visto lutar, conhecia seu estilo, ele pareceu temer-me, logo ativou o chama verde, então soube que precisaria manter certa distancia. Com telecinésia eu mesmo me levitei, para obriga-lo a agir de longa distancia. Então ele tornou seus braços em tentáculos de trevas envoltas em chamas verdes que vieram com todo ímpeto na minha direção. Mas seu poder era baseado no meu elemento mais forte, então estiquei meu indicador e dedo médio e pus um ao lado do outro, um vertical e outro em horizontal e gritei “Kai”, logo sua magia foi desfeita, mas esqueci da chama, que veio com força pra cima de mim. Envolvi-me em trevas densas e amenizei o dano, mas ainda assim o pude sentir de forma bem violenta. Sendo ele uma criatura divina, teria que agir rápido. Então invoquei um gripo para sustentar-me no ar, e com a telecinésia livre, combinei com minha telepatia e dei um golpe certeiro em sua mente. As criaturas de Nord tem um espanto quando se fala de poderes psíquicos, por que os fazem lembrar-se do Lord Vlannytic, então por evitarem, muitos não sabem responder a esse golpe. E minha teoria estava certa, Chien caiu abobado no chão. Adry e Loui me olhavam espantados, e esse medo em seus olhos me enchia de prazer e orgulho.

E a ultima dessa rodada foi Iluga contra Beau. Iluga apesar de ter somente dez anos, não deixou a desejar, ele era muito rápido e muito esperto, e tinha uma força de vontade que era lendária entre a família dele Maia, e eu pude comprovar. A aureola sobre sua cabeça brilhava. As flechas de Beau eram em número de nove, mas Iluga estava muito confiante e desviava de todas. Quando ele foi capaz de unir a luz com seu poder psíquico, Beau foi derrotada, porque agora, as flechas já não podiam chegar. Então descobri o ponto débil da família Helsing.

Para este turno, restou Loui, Eu e Iluga. Eu recém os havia conhecido, e já era um dos três mais fortes entre os imortais. E tocou na batalha eu contra Loui, e como já tinha dito antes, eu sabia que não o venceria, ele possui caminhos mágicos específicos da família dele, e esses eu não podia cancelar, como ele estudou em Kennevis, defender-se de poderes psíquicos não eram tão difíceis. Seu alto nível em espíritos e mediunidade me derrotou, agora eu sabia no que teria que especializar-me para vencê-lo. Ele também venceu com certa dificuldade a Iluga. E eu com muita dificuldade venci o Iluga, bloqueei seus ataques psíquicos, e o diminui sua velocidade, convoquei tempestade para que ele pudesse diminuir. Invoquei dois seres infernais para entretê-lo, e então preparei meus golpes mentais e meus ataques de trevas, não foi fácil vencer uma luz divina, a parte, que como eu tinha contado, ele é muito esperto para a idade dele. Logo com Cavalos de Gandalf, uma magia que levanta muitos cavalos feitos do elemento agua que toma conta de todo o cenário, e ele com a velocidade diminuída não pode desviar, com os raios da eletricidade eu o eletrocutei. Ele tentou absorver, mas era muitas funções. Esgotei suas oportunidades e finalmente o derrotei. Eu estava muito fraco quando terminei talvez a frustração por ter perdido para Loui me fez descontar todo meu poder no jovem Iluga Maia.


Terminado as batalhas, todos os lutadores foram parabenizados por toda família Ludjimasi. Foram dados prêmios em dinheiro para nós, os três primeiros vencedores. E também medalhas Ludjimasi. Agora nos tocaria ir para o próximo desafio, rumo a Russia, castelo Sclaterkini.