Nord,
Reino da Inglaterra, Nottingham.
Minha mãe costuma dizer
que era uma noite de lua negra quando eu nasci e logo apareci para que eles me
cuidassem, e que sendo assim não poderiam prever as sortes para o meu futuro.
Quando me tocou ela sentiu uma grande energia, e soube que eu era especial, e
ao mesmo tempo também soube que eu não a pertencia. Estávamos em 20 de Abril de
2691.
O reino onde pertence
minha cidade é da Rainha Barbie Girl, assim que todo este território é dominado
por uma família Imortal. Um pouco depois do meu nascimento, minha mãe me contou
que fomos visitadas por Paty Girl e sua filha Blair Girl. Ela me disse que
havia achado estranha essa atitude, mas a única coisa que a família real lhe
disse é de que eu era especial. E cresci com esse sentimento, de que sou única.
Meus primeiros passos
foram chamativos contam meus pais, rápido aprendi a falar e a andar. E eles
diziam que eu tinha um amigo imaginário, um dragão que segundo ela
conversávamos sempre. Logo completei onze anos e todos os pensamentos de meus
pais se tornaram realidade. Eu despertei a magia, de maneira precoce, porque
geralmente acontece aos treze anos, e no mesmo instante que isso aconteceu eu
conheci meu familiar, um Dragão Negro, que logo me disse que sua família me
acompanha a gerações. Então compreendi que a reencarnação era uma
possibilidade.
Meus pais já esperavam,
porque desde criança eu demonstrava magia, era inata dentro de mim. Poderes de
bruxaria e também poderes vampíricos que eles associavam ao fato de que minha
magia tentava copiar os poderes dos meus pais que são vampiros.
Tinha uma inteligência
sobre-humana e já podia conversar sobre variados temas. Aos poucos a noticia de
que eu tinha poderes vampíricos e bruxais se espalharam, eu me lembro de que
muitas vampiras estavam roubando crianças de descendência de bruxa para ver se
tornavam como eu.
Eu caminhava
tranquilamente por toda a cidade e minha mãe não importavam muito, primeiro
porque muita gente me respeitava e outra porque me temiam. E houve uma vez que
me fui muito longe da cidade, adentrei os bosques, um cheiro similar à magia me
atraia. Foi quando conheci um Coven, formado por várias bruxas de distintas
classes.
Uma se aproximou de
mim, tinha aparência de uma mulher de trinta anos, talvez tivesse mais, porque
as bruxas conseguem fazer a idade ficar imutável.
- Fico toda arrepiada
ao sentir essa energia que emana de ti minha pequena.
Eu estava maravilhada,
e pude sentir uma conexão, sempre me gostou pessoas de atitude amáveis. Então
lhe mostrei meu poder de transformar em animal, alterei-me a um gato e ronronei
por entre suas pernas. Ela estava encantada.
- Uma bruxa nata. Eu
pude sentir. – Ela sorriu. – Me chamo Nicole.
Eu sorri porque a
reconheci.
- Eu me lembro de você.
– Lembro-me de haver dito isto na ocasião. – É de família aristocrata, como eu.
Sou Isabella Lavey.
- Claro. – um rostinho
resignado. – como pude esquecer você é filha dos Vampiros Lavey. A que todos
dizem trazer ambos os poderes. Por isso essa energia tão magnifica, é uma bruxa
com poderes vampíricos. – ela abriu a boca em espanto. – Uau! Isso é
fantástico.
Eu toda menina, estava
super contente pelos elogios. E desde então Nicole se tornou uma grande amiga e
parceira. Com sua influencia eu comecei a fazer parte do circulo de magia, mas
ainda não tinha feito à iniciação.
Até que um dia um grupo
de demônios passava pela região e puderam sentir a energia das bruxas e logo se
direcionaram. Dizem que almas de bruxas vêm carregadas de mais energias. Quando
eles se aproximaram, mais ou menos dez Demônios
Sugas Soul (roubadores de almas)
algumas bruxas foram pegas. E eu não vi o momento em que sai para lutar. Nicole
e outras bruxas tentaram me impedir, afinal, eu tinha onze anos.
Deparei com os dez
demônios que ao sentirem minha energia ficaram muito tentados.
- Uma linda garotinha.
Com uma energia tão poderosa. Estávamos corretos em eleger Nord. Esta terra tem
suas peculiaridades.
Um demônio ergueu o
braço direito e concomitantemente eu fui sendo levantada por alguma força
psíquica que emanava daquele ser. Logo outros se acercaram e começaram a sugar
minha energia que aos poucos foi tornando-se tangível. E se notava claramente
que eles a estavam sugando. Em vez de dor como um se supõe imaginar, eu estava
sentindo um frio que me subia à espinha e me estremecia toda. No chão avistei
algumas bruxas caídas e entendia porque as de dentro não vinham me ajudar.
A não ser Nicole, que
deixou o medo de lado e resolveu sacrificar-se. Ela saiu expelindo trovões por
ambas as mãos. E derrubou uns quantos demônios, principalmente o que sustentava
no ar. Ele então me deixou caída e começou a sustenta-la no ar. Ela tentou
apontar suas mãos, mas ele a imobilizou. Ainda com sua força telecinética ele
começou a comprimir o pescoço dela, e eu não podia deixar aquilo ser o final.
Dentes então cresceram
e por um instante pensei que havia sido transformada em vampira. Minha
velocidade parece ter sido duplicada o que aumentou ainda mais minha força e
com tudo corri contra ele e o joguei a muitos metros do lugar de origem. Os
outros demônios me olharam e perceberam que não tinham um poder maximizado
contra mim, apesar de eu parecer ser uma vampira, como se é de costume, os
filhos da serpente (demônios) e os filhos da luz (anjos) possuem a capacidade
de destruir vampiros com muito mais facilidade que os outros seres. Mas esta
lei não se aplicava a mim. Então eles fugiram, usaram seu myntiporte, que é o
meio de transporte mais rápido conhecido, nem os anjos os possui.
Nicole se levantou e
junto com ela todas as outras bruxas que estavam no chão, os demônios ainda não
haviam sugado as almas delas, esperaram acreditando que abateriam a todas.
Então as que estavam adentro saíram e todas começaram a me agradecer por tê-las
salvado, assim como agradecer a Nicole também. Pela nossa coragem.
Foi então que algo
ainda mais inesperado aconteceu, a Grande Mãe, deusa das bruxas incorporou na
Alta Sacerdotisa do Coven e veio agradecer-me pessoalmente, e como um presente
muito especial, ela retirou algumas gotas de sangue de Nicole e as mesclou num
cálice de cerimônia. Logo fez alguns movimentos gestuais e um brilho purpura
surgiu.
- Isabella. – Disse com
sua voz divina. – Essa é minha filha Nicole Wicca, pela confiança que ela tem
em você e pelo seu ato de coragem em salvar minhas fiéis e minha própria filha
eu te agracio com o meu sangue. A partir de agora você se chama Isabella Lavey
Wicca.
Quando tomei o envase,
me senti renovada, com poderes mágicos excepcionais, um círculo mágico surgiu a
minha volta e logo se ocultou. Nicole me ensinou tudo sobre os poderes divinos
e me ensinou como dominar esses poderes com a liberação de energia divina. Disse-me
que então eu seria imortal pelo sangue divino.
Dias depois para minha
outra surpresa, recebi outra visita ainda mais inesperada. Montada em meu dragão
familiar veio minha verdadeira mãe. Lilith.
Ela me contou toda sua
história e também a minha história e então se rasgou o véu e eu pude ver
claramente minhas vidas passadas, minha época na Mesopotâmia, e meu dragão que
sempre me acompanhou. Também me disse que pretendia me contar mais adiante, mas
como Grande Mãe já me havia transformado num ser imortal, agora eu não poderia
mais receber o beneficio das encarnações, não com tanta facilidade.
Eu de verdade entendi
todas as intenções de minha mãe e fiquei contente de saber que sempre fui
divina, e de ter a oportunidade de estreitar nosso laço.
Logo completei treze
anos e então comecei a estudar em Kennevis, a escola mais prestigiosa dos
mundos. Aí estudei com Natali Inus, Sabrina Níhai, Derick Enlil, John Lake,
Eder Wicca e Daniele Nostu. E graças a Sabrina me apaixonei por Rall Uchiha
Keen e pelo meu melhor amigo Yan Adhji. E hoje juntos estamos lidando como heróis
contra os problemas de Nord.

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