quarta-feira, 23 de março de 2016

O Confronto

Kharin, Reino de Volkanlar Kara
                         
Logo ao despertar minha mãe já tinha preparado meu café da manhã, contei a ela meus planos de ajudar as pessoas e que isso também serviria de treinamento nas batalhas que aconteceriam em Mortai.
- Filho. – Disse ela com plácida. – Há algum tempo surgiu uma bruxa em Kharin, ela vem causando o terror em todas as cidades em que passou. A última noticia que tive foi que ela passou por frente de nosso reino, mas não foi capaz de entrar, logo ela subiu para o Bosque Sereno.
- Então esta aí minha primeira missão. – Agradeci muito sorridente, terminei rapidamente o meu café e arrumei minhas coisas paras ser um novo aventureiro.
Eu moro em na Capital de Volkanlar Kara, e como todas as capitais de Kharin, é o mesmo nome do Reino, e ela se localiza no centro do Reino, assim que para que entendam meus passos para sair de aqui e dirigir-me ao Bosque Sereno tenho que explicar como está dividido o reino do vulcão.
Nosso reino é redondeado a diferença dos demais que levam uma formação quadrangular. Temos dezenove cidades com uma população equitativa. Para titulo politico distribuímos os lugares em quatro triângulos e agrupamos as cidades nestes triângulos.



O encontro das duas linhas que traçam o reino esta a Capital. Seguindo o traçado ao norte Volk, seguindo o traçado ao sul temos Onk, seguindo o traçado a leste temos Looren, e a oeste Kolv. Essas quatro cidades são os polos de suas regiões.
Volk é uma capital portuária, logo acima vem o mar e uma rota para o continente dos usuários de ahada. Onk nos conecta com um reino pequeno ao sul, chamado Eight, surgiu há uns duzentos anos deve ter como dez habitantes. Looren nos leva a um reino ainda menor, o Reino Reys, surgiram a dois anos humanos vindo da evolução, Carla e Vini, é um reino deficitário e constantemente precisa de nossa ajuda para sobreviver, parece que foi devastado pela Bruxa que está causando terror em Kharin. E Kolv a oeste nos da uma direção para o Reino do Pantano Negro, outro reino que foi devastado pela Bruxa, lá só vivem quatro pessoas, e dois deles saíram para destruir a bruxa, Rê e Presa Branca, mas não temos noticias se estão vivos. Mantemos um acordo mais vantajoso com este reino porque ele é caminho para o solitário Reino de Remon, o terceiro maior reino de Kharin, e com eles mantemos acordos comerciais, mas por serem distantes, os acordos são precários e suas cidades são bem ocultas, também se trata de um reino portuário, e que tem conexões com Summi onde estão os usuários de ahada e há boatos de que eles também levam acordos com a filha da deusa Misgijai no continente Níhai ao sul de seu reino. Mas deve haver outros segredos, é que aqui não nos atrevemos muito a explorar os mares, mas eles sim devem ter seus segredos em alto mar.
Sobre a jurisdição de Volk temos mais quatro cidades: Vin, Oin, Lin e Kin. Sobre a jurisdição de Onk temos mais três cidades: Onka, Naka, Kaon. Sobre a jurisdição de Looren temos mais quatro cidades: Loo, Oo, Roo, Eoo. Sobre a jurisdição de Kolv mais três cidades: Kol, Oll, Loll.
Para eu ir para o Bosque Sereno tenho que ir atravessar Vin, Oin, Lin e Kin, logo passar por Volk e então sair pelas muralhas da cidade. Mas não haveria nenhum problema, na verdade foi muito bem tratado nas travessias da cidade, todos me conheciam por causa da batalha e eu fazia questão de dizer que estava indo de frente enfrentar a bruxa que vem causando estragos em nosso mundo e todos ficavam cada vez mais maravilhados.
Confesso que ainda sentia um pouco de medo por estar saindo da minha realidade, eu sempre vivi aqui, desde que nasci nunca me transladei a outro reino, leio muito, gosto de manter-me informado sobre os outros reinos e continentes porque acho fantástico essa diversidade, mas sem os adventos dos meus poderes eu nunca tinha imaginado que isso podia ser um realidade, e agora que posso ir o medo e adrenalina me chegam a paralisar um pouco, mas sei que tenho que continuar seguindo. Então despedi dos guardas e atravessei o portão rumo ao exterior de Volkanlar Kara.
Tem um largo caminho até o Bosque Sereno, uma travessia desértica pelo nosso clima árido. E que criaturas eu avistarei. A passagem pelo deserto se deu a noite, onde se deu uma inversão térmica, fazia um frio tremendo e poucas criaturas se atreviam a sair, assim que não fui surpreendido por nenhuma das lendas que escutava quando mais jovem.
Quando passei pelo Bosque Sereno temi um pouco a aproximação porque já escutei que existem arqueiros altamente treinados a espreita e também vi muitas pegadas dirigindo-se para Cyntaf, pensei que provavelmente a bruxa os tivesse capturados e que o próximo passo seria dominar Cyntaf. Assim que segui as pegadas e não demorou a que eu os avistasse. Estava um rapaz e uma bruxa, ele carregada do lado uma espada de aresped, e provavelmente a bruxa deve o estar controlando para protegê-la.
Assim que não pensei duas vezes e carreguei uma bola de fogo e disparei contra ela, ela porem desviou e então acertei o rapaz que caiu desmaiado no chão. Logo acendi meu cosmo e era tão terrível que ela deu um pequeno recuo.
- Quem é você? – Que energia incrível.
- Sou o emissário da sua destruição. – Então comecei a derreter tudo ao redor dela.
Ela então começou a voar, e de cima me lançava ataques quase invisíveis que engoliam o ar e por onde passavam sugavam a uma destruição iminente. Ela o chamava de vácuo. Mas não era mais poderoso que meu cosmo, portanto não me penetrava.
Mirando em sua direção no alto, joguei um ataque de lava, ela apontou sua mão para minha magia e a destruiu antes de entrar em contato.
Logo começou a usar telecinésia e a prender-me contra o chão.
- Não entendo porque queres matar-me. – Ela disse desesperada. Seu amigo então despertou.
- Ela não é má, você quem quer que seja, pare! – Disse o rapaz.
Então acalmei meu cosmo e a bruxa baixou.
- Ela estava sendo controlada por um ser chamado Toni Drew, estamos indo a Cyntaf descobrir quem é. E você, quem é você?
- Sou Ígneos, o deus do fogo.
- Faz sentido, que cosmo terrível. Você é um competidor, é de Volkanlar. – Disse o rapaz me reconhecendo. – Eu sou Jean Carllo, sou competidor também, em Aresped. E essa é Amanda, ela é de um planeta chamado Terra, e agora que saiu do controle estou tentando ajuda-la a solucionar o problema.
- E como você sabe que não é mais um truque, de repente ela o está levando a uma emboscada.
- Não se preocupe, eu tenho certeza, e se você também nos acompanhar, teria uma divindade por perto.
Amanda estava calada, na Terra ela não tinha acesso a seres mágicos e divindades assim tão facilmente, era um mundo tão fantástico que ela quase não se arrependia de ter ido ai por manipulação.

- Você sabe da Grande Competição em Valkaria, vamos ser teletransportados para lá amanhã e lutaremos pela taça, para irmos disputar na Arena no final para ver quem representará Kharin nas competições. – Eu disse apurando-os. – Temos que descobrir logo o mistério de Amanda e podermos ir tranquilos.

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