domingo, 6 de março de 2016

Torneio da Arena Volkanlar Kara

Kharin, Reino de Volkanlar Kara

Por sorte eu cheguei ao ultimo dia de inscrição, e a batalha começaria amanhã. Pelas informações parece que já teve decisões na cidade mais populosa que é Cyntaf, logo Urak, a misteriosa Remón e também no Bosque Sereno. Em Depruff que é o Reino mais problemático de Humanun Terrae foi eleito uma representante, tão teve competição. Como nos outros reinos não existem feiticeiros, cabe Volkanlar determinar seu ultimo competidor para então sermos encaminhado para representa o continente. Apesar de que aqui em Kharin isso signifique representar o mundo. Marhluk, Níhai e Summi nunca participam em edições anteriores.
Logo que cheguei a casa pedi a meus pais que sentassem comigo no comedor. Então me acompanharam e eu preparei um chá e os servi com pães.
- Pai. Mãe. Tenho uma noticia para vocês. Como sabe, ontem à noite voltei ao vulcão, eu não conseguia dormir com tanta informação. – Minha mãe levantou sua mão à boca num gesto de espanto e meu pai a confortou colocando sua mão sobre a dela.
- E o que descobriu meu filho? – Perguntou meu pai, transmitindo certa serenidade.
Então levantei inquieto.
- Eu sou um deus pai! – E pela primeira vez eu aceitava meu destino, porque senti a alegria me contagiar.
- Deus! – Disse minha mãe, talvez pensando que eu tivesse enlouquecido.
- Como assim um deus? – Disse meu pai impaciente.
Então os expliquei toda a história que eu mesmo do futuro me disse no vulcão, e eles mesmos não entendendo nada sentiam que era uma verdade. Eles se lembravam do incidente no vulcão há dezenove anos.
- E o que pretende fazer agora? – Perguntou meu pai aflito. – O senhor te irá ajudar?
- Este é outro detalhe pai. – dei uma pausa. – o senhor na verdade sou eu. Vim do futuro para avisar-me que era um deus.
- Como assim? – perguntou minha mãe ainda horrorizada.
Toquei-lhe as mãos. – Algo aconteceu no futuro que eu achei melhor avisar antes da reencarnação. O senhor não me disse nada mais, e logo se uniu a mim.
- Isso significa que estará em perigo no futuro. – Os pensamentos do meu pai saíram por sua boca sem que ele percebesse.
- Outra coisa que eu queria dizer para vocês é que eu me inscrevi para o torneio da batalha da Arena. E amanhã estarei lutando com meus poderes.
- Mas filho. – Disse minha mãe. – Você ainda não sabe como produzir nenhum efeito mágico. Como pensa participar sem saber nada.
Eu sorri mais uma vez.
- Mãe. – Olhei-a com cara de ternura. – Quando o senhor se uniu a mim meus poderes foram sendo despertados, não sei como, mas de alguma maneira tudo já estava aqui, agora simplesmente se desbloqueou.
- Eu não entendo. – Minha mãe parecia preocupada. – É tudo muito confuso filho.
Logo estralei meu dedo e uma chama posicionou-se em meu polegar.
- Sou o deus do fogo mãe. Não se preocupe.
Eu sabia que era muita informação para os meus pais, e para mim também o era. Então os deixei sozinhos e fui ao meu quarto refletir. Lembrei que aqui Volkanlar existe uma escola de magia chamada Escola de Magia e Bruxaria Katares, ela é uma franquia e existe em cada reino, dizem que a sede fica no continente Summi com os usuários de Ahada. Assim que essa escola poderia ser meu próximo passo para ser disciplinado.
Então o dia amanheceu. Pronto vesti minha roupa e me direcionei para o campo de batalha. O enorme coliseu de Volkanlar, feito de pedras vulcânicas e desenhos de vulcões por todo o lado. Nos cantos é decorada com poços de lava vulcânica provavelmente produzida por magos muito hábeis. Eu já havia estado aqui antes, mas hoje era um dia muito especial.
Para abertura estavam os dois magos que surgiram há duzentos anos, os primeiros de Volkanlar Kara, fizeram tudo que se faz de praxe e também começou a anunciar que eles também seriam os jurados. Jurados que avaliariam não só os poderes mágicos, como também a habilidade de usá-los e o raciocínio lógico.
E os participantes seriam dez magos que surgiram faz um século, mais eu que me inscrevi por último. Eram pessoas formadas com poderes mágicos especializadas em magias diversas.
A primeira batalha fui eu contra um feiticeiro de mesmo elemento, o fogo. Seus ataques não me surtiam nenhum efeito, era absorvido pela minha pele e isso o assustava muito. Então utilizei uma bola de fogo em ambas às mãos, mostrando uma ambidestria que eu não conhecia e o lancei, ele desviou de uma, mas logo a outra o alcançou, ele teve uma tentativa de cancela-la, mas não pode. O atingiu com tudo ele caiu desacordado.
A segunda batalha foi um mago de poderes Animais contra outra que domina Plantas, e a vitória foi do Animal, ele é conhecido como um Animago. A próxima batalha era entre um dominante de Arkanum e outro de Ar, culminando com a vitória do Arkanum, mago infernal. A que seguiu foi a maga espiritual contra o dominador da magia humanos; a mago espiritual levou a melhor. A quinta e última batalha da primeira rodada foi entre a maga da luz e o mago da metamagia, com a vitória do Metamago.  Deixando a maga da agua livre para a próxima rodada.
Eu mal pude acreditar que tinha passado para a próxima fase, de verdade eu tinha poderes e agora podia salvar pessoas. Varias ideias me vinham à cabeça, mas pronto anunciaram a segunda fase de batalhas.
A primeira da segunda fase foi entre o Mago Infernal contra a Maga da Agua. Após um show de luzes infernais e condução elétrica, a vitória foi do Mago Infernal. A que segue foi o Mago Espiritual contra o Metamago, sendo este último o vencedor. E última etapa desta batalha fui eu contra o Animago. Não foi uma batalha difícil, as chamas no chão limitaram um pouco o ataque do Animago, que ainda não estava completa sua transformação em aves. Logo o venci.
E na ultima fase estava eu, o Mago Infernal e o Metamago. Ao azar, a primeira luta foi entre eu e o Metamago, ele era muito hábil, seus poderes de transporte eram incríveis, mas logo pude interceptar ao deixar a arena toda em chamas, então o venci. O Metamago e o Mago Infernal também se enfrentaram, e fogo infernal venceu, deixando o Metamago na terceira classificação.
Então chegou nosso momento. Confesso que pensei que teria mais emoção, mas senti que a magia mundana não se equiparava a que eu emanava, parecia até um ato de covardia lutar contra eles. Assim que num instante o incendiei, e quando este caiu inconsciente no chão, absorvi as chamas e o permiti viver.
Então passei a representar Volkanlar Kara, na categoria de Batalhas Mágicas, e fui ovacionado por uma multidão de gente. Quando voltei pra casa, meus pais já aceitavam mais e estavam muito felizes pelo meu desenvolvimento.
Nesta noite minha mãe preparou minha comida favorita e jantamos todos juntos, comemorando esse meu avivamento. Também contei a eles meu plano de lutar para salvar os mais fracos, e lhe disse que seria um deus diferente, quero ser presente na vida de todos e não quero que me adorem ou que faça orações, só que me respeitem e que confiem em mim.

Quando subi ao quarto tentei lembrar-se de algo que estava acontecendo em Kharin, que precisaria de alguém para ajudar solucionar, mas minha memória estava falhando. Minha mente estava na Arena de Desafios Mágicos, o passo final das batalhas, o titulo de Master. Também que teria que lutar em outro planeta, chamado Mortai, daqui alguns dias me transportaria para lá para participar da primeira prova na Cidade do Sol. O que acontece é que os desafios acontecem nesse mundo valendo pontuações e culmina com a Batalha Final na Arena de Desafios Mágicos de Junnyor Lenda. Eu não posso acreditar que finalmente estou vivendo meu sonho.

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