Kharin,
Reino de Volkanlar Kara
Por
sorte eu cheguei ao ultimo dia de inscrição, e a batalha começaria amanhã. Pelas
informações parece que já teve decisões na cidade mais populosa que é Cyntaf,
logo Urak, a misteriosa Remón e também no Bosque Sereno. Em Depruff que é o
Reino mais problemático de Humanun Terrae foi eleito uma representante, tão
teve competição. Como nos outros reinos não existem feiticeiros, cabe Volkanlar
determinar seu ultimo competidor para então sermos encaminhado para representa
o continente. Apesar de que aqui em Kharin isso signifique representar o mundo.
Marhluk, Níhai e Summi nunca participam em edições anteriores.
Logo
que cheguei a casa pedi a meus pais que sentassem comigo no comedor. Então me
acompanharam e eu preparei um chá e os servi com pães.
-
Pai. Mãe. Tenho uma noticia para vocês. Como sabe, ontem à noite voltei ao vulcão,
eu não conseguia dormir com tanta informação. – Minha mãe levantou sua mão à
boca num gesto de espanto e meu pai a confortou colocando sua mão sobre a dela.
-
E o que descobriu meu filho? – Perguntou meu pai, transmitindo certa serenidade.
Então levantei inquieto.
- Eu sou um deus pai! – E pela primeira vez eu
aceitava meu destino, porque senti a alegria me contagiar.
- Deus! – Disse minha mãe, talvez pensando que eu
tivesse enlouquecido.
- Como assim um deus? – Disse meu pai impaciente.
Então os expliquei toda a história que eu mesmo do
futuro me disse no vulcão, e eles mesmos não entendendo nada sentiam que era uma
verdade. Eles se lembravam do incidente no vulcão há dezenove anos.
- E o que pretende fazer agora? – Perguntou meu pai
aflito. – O senhor te irá ajudar?
- Este é outro detalhe pai. – dei uma pausa. – o senhor
na verdade sou eu. Vim do futuro para avisar-me que era um deus.
- Como assim? – perguntou minha mãe ainda
horrorizada.
Toquei-lhe as mãos. – Algo aconteceu no futuro que
eu achei melhor avisar antes da reencarnação. O senhor não me disse nada mais,
e logo se uniu a mim.
- Isso significa que estará em perigo no futuro. –
Os pensamentos do meu pai saíram por sua boca sem que ele percebesse.
- Outra coisa que eu queria dizer para vocês é que
eu me inscrevi para o torneio da batalha da Arena. E amanhã estarei lutando com
meus poderes.
- Mas filho. – Disse minha mãe. – Você ainda não
sabe como produzir nenhum efeito mágico. Como pensa participar sem saber nada.
Eu sorri mais uma vez.
- Mãe. – Olhei-a com cara de ternura. – Quando o
senhor se uniu a mim meus poderes foram sendo despertados, não sei como, mas de
alguma maneira tudo já estava aqui, agora simplesmente se desbloqueou.
- Eu não entendo. – Minha mãe parecia preocupada. –
É tudo muito confuso filho.
Logo estralei meu dedo e uma chama posicionou-se em
meu polegar.
- Sou o deus do fogo mãe. Não se preocupe.
Eu sabia que era muita informação para os meus
pais, e para mim também o era. Então os deixei sozinhos e fui ao meu quarto
refletir. Lembrei que aqui Volkanlar existe uma escola de magia chamada Escola
de Magia e Bruxaria Katares, ela é uma franquia e existe em cada reino, dizem
que a sede fica no continente Summi com os usuários de Ahada. Assim que essa
escola poderia ser meu próximo passo para ser disciplinado.
Então o dia amanheceu. Pronto vesti minha roupa e
me direcionei para o campo de batalha. O enorme coliseu de Volkanlar, feito de
pedras vulcânicas e desenhos de vulcões por todo o lado. Nos cantos é decorada
com poços de lava vulcânica provavelmente produzida por magos muito hábeis. Eu já
havia estado aqui antes, mas hoje era um dia muito especial.
Para abertura estavam os dois magos que surgiram há
duzentos anos, os primeiros de Volkanlar Kara, fizeram tudo que se faz de praxe
e também começou a anunciar que eles também seriam os jurados. Jurados que
avaliariam não só os poderes mágicos, como também a habilidade de usá-los e o raciocínio
lógico.
E os participantes seriam dez magos que surgiram
faz um século, mais eu que me inscrevi por último. Eram pessoas formadas com
poderes mágicos especializadas em magias diversas.
A primeira batalha fui eu contra um feiticeiro de
mesmo elemento, o fogo. Seus ataques não me surtiam nenhum efeito, era
absorvido pela minha pele e isso o assustava muito. Então utilizei uma bola de
fogo em ambas às mãos, mostrando uma ambidestria que eu não conhecia e o
lancei, ele desviou de uma, mas logo a outra o alcançou, ele teve uma tentativa
de cancela-la, mas não pode. O atingiu com tudo ele caiu desacordado.
A segunda batalha foi um mago de poderes Animais
contra outra que domina Plantas, e a vitória foi do Animal, ele é conhecido
como um Animago. A próxima batalha era entre um dominante de Arkanum e outro de
Ar, culminando com a vitória do Arkanum, mago infernal. A que seguiu foi a maga
espiritual contra o dominador da magia humanos; a mago espiritual levou a
melhor. A quinta e última batalha da primeira rodada foi entre a maga da luz e
o mago da metamagia, com a vitória do Metamago. Deixando a maga da agua livre para a próxima
rodada.
Eu mal pude acreditar que tinha passado para a
próxima fase, de verdade eu tinha poderes e agora podia salvar pessoas. Varias ideias
me vinham à cabeça, mas pronto anunciaram a segunda fase de batalhas.
A primeira da segunda fase foi entre o Mago
Infernal contra a Maga da Agua. Após um show de luzes infernais e condução
elétrica, a vitória foi do Mago Infernal. A que segue foi o Mago Espiritual
contra o Metamago, sendo este último o vencedor. E última etapa desta batalha
fui eu contra o Animago. Não foi uma batalha difícil, as chamas no chão
limitaram um pouco o ataque do Animago, que ainda não estava completa sua
transformação em aves. Logo o venci.
E na ultima fase estava eu, o Mago Infernal e o
Metamago. Ao azar, a primeira luta foi entre eu e o Metamago, ele era muito
hábil, seus poderes de transporte eram incríveis, mas logo pude interceptar ao
deixar a arena toda em chamas, então o venci. O Metamago e o Mago Infernal
também se enfrentaram, e fogo infernal venceu, deixando o Metamago na terceira
classificação.
Então chegou nosso momento. Confesso que pensei que
teria mais emoção, mas senti que a magia mundana não se equiparava a que eu
emanava, parecia até um ato de covardia lutar contra eles. Assim que num
instante o incendiei, e quando este caiu inconsciente no chão, absorvi as
chamas e o permiti viver.
Então passei a representar Volkanlar Kara, na
categoria de Batalhas Mágicas, e fui ovacionado por uma multidão de gente. Quando
voltei pra casa, meus pais já aceitavam mais e estavam muito felizes pelo meu
desenvolvimento.
Nesta noite minha mãe preparou minha comida
favorita e jantamos todos juntos, comemorando esse meu avivamento. Também contei
a eles meu plano de lutar para salvar os mais fracos, e lhe disse que seria um
deus diferente, quero ser presente na vida de todos e não quero que me adorem
ou que faça orações, só que me respeitem e que confiem em mim.
Quando subi ao quarto tentei lembrar-se de algo que
estava acontecendo em Kharin, que precisaria de alguém para ajudar solucionar, mas
minha memória estava falhando. Minha mente estava na Arena de Desafios Mágicos,
o passo final das batalhas, o titulo de Master. Também que teria que lutar em
outro planeta, chamado Mortai, daqui alguns dias me transportaria para lá para
participar da primeira prova na Cidade do Sol. O que acontece é que os desafios
acontecem nesse mundo valendo pontuações e culmina com a Batalha Final na Arena
de Desafios Mágicos de Junnyor Lenda. Eu não posso acreditar que finalmente
estou vivendo meu sonho.
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