sexta-feira, 25 de março de 2016

Heróis Divinos

Nord, Reino da França.

Atravessamos da Inglaterra até a França pelo mar. Num navio fantástico e não adequado a algumas épocas em que vivem a população em geral de Nord, estamos falando de um cenário mais futurístico.
Foi uma viaje maravilhosa, eu e Rall pudemos estreitar nossos laços e passamos a maioria da viajem juntos. Estávamos “colados” sentados em bancos de praias vendo toda a imensidão do mar e do céu.
- Você sempre foi minha paixão na escola, apesar de estarem alguns anos na frente. Nunca me interessei pelos garotos da minha idade.
- De verdade? – Ele me olhou intrigado. – Porque quando eu me tive não pude mais retirar os olhos de você. Seus cabelos louros, seus olhos verdes, essa carinha meiga, mas que esconde algo me deixa muito atiçado. – Então ele riu.
- Eu percebia que você estava mais conosco do que com as da sua sala. E eu tinha tantas amigas que pensava que você estava interessada em alguma delas, menos em mim.
- Já conheci sua fama Bella. – Ele me olhou encarando cada parte do meu rosto chegou a deixar-me constrangida. – Você é linda e eu não poderia olhar para mais ninguém.
Então ele me beijou com toda paixão que eu sonhara desde então. E esse passeio não tratou só de amores entre eu e Rall. Meu melhor amigo Yan também começou a acertar-se com Sabrina Níhai e logo com tantos amores nos aportamos na França, a capital do amor, da beleza e da arte.
Estávamos no inicio da França e Eder Wicca sentiu “cheiro” de magia no ar.
- Existe algum tipo de magia pesada por aqui gente. Talvez seja mais um caso para nós. – Disse Eder.
- De que exatamente estamos falando? – Disse Vidor.
- Vampiros! – Disse Eder. – Mas não quaisquer vampiros, a elite deles.
- Não é motivo para caça-los. – Disse Daniele e John concordou.
- Venha. – Insistiu Eder. – Vou leva-los.
Então seguimos a Eder e ele nos levou a uma mansão, todas as luzes ligadas e um som peculiar no salão de festas. Pela janela pudemos ver muitos seres humanos sendo hipnotizados por vampiros e sendo obrigados a festar e dar seu sangue aos “parasitas”. Um me chamou atenção por como se vestia, era nobre e parecia apreciador da arte. Logo entramos na mansão e as pessoas hipnotizadas seguiam o ritmo em que estavam sendo manipuladas a seguir. Contudo os vampiros brilharam seus olhos e mostraram seus dentes, haviam como vinte deles no circulo e muitos seres humanos sendo utilizados como carnificina.
- Quero saber o que está acontecendo aqui? – Perguntou Eder muito transtornado com a cena.
Um vampiro sem classe, de estatura mediana, a pele branca ligeiramente pálida, olhos cor de mel, e o cabelo levemente cumprido. Este se aproximou e nos cheirou.
- Sangue divino! – Se assustou e deu um recuo. O som parou de funcionar e todos os vinte vampiros desviaram a atenção para nós.
- Não podemos permitir o que estão fazendo com os seres humanos, eles merecem o mínimo de respeito. Se alimentem, mas não os matem ou os manipule; vocês podem alimentar-se e passar despercebidos, porque fazem esse tipo de coisa? Que diversões podem encontrar em toda essa depravação? – Eder disse enquanto olhava nos olhos avermelhados de cada um.
Então um saltou com audácia para matá-lo. Andony o olhou e o paralisou no ar, e logo com um movimento de mãos o destruiu.
Detrás de nós surgiu outra classe de vampiros.
- Bravo senhoras e senhores. Mas receio que o trabalho de vocês aqui tenha acabado. – Disse um vampiro com muita classe, cabelos sedosos e cumpridos até a altura do oco poplíteo por detrás do joelho, olhos amendoados e uma feição de traços evolutivos que nos faz crer que ele vive há muito tempo em Nord. – Somo da Milícia Vampírica, e viemos resolver essa depravação.
Eder entendeu que ele falava a verdade, então nos chamou para que retirássemos. Mas o rapaz de outrora me chamou atenção pelo medo que estava sentindo. Com ofuscação passei despercebida e usei minha velocidade para ser ainda mais imperceptível. E me acerquei a ele.
- Vá! – Lhe disse. – O envolvi em meu fogo bruxal para teleportá-lo para fora e voltei para seguir meus amigos e o Rall para conhecermos Paris. O rapaz envolveu ao vampiro que nos recebeu no inicio e juntos desapareceram.
Então encontramos um lugar para passarmos a noite. Eu, Rall, Yan, Sabrina, Fhilipe, Andony, Vidor, Eder e Derick sentamos na parte de cima de um prédio para vermos a noite de Paris. John, Daniele e Natali saíram para caminharem por um parque. Era algo raro porque geralmente Daniele e Natali não se davam bem.
E aconteceu que as duas caíram desmaiadas no parque e Eder recebeu a visita de sua família Grande Mãe. Ela lhe disse que não se preocupara porque as meninas estavam bem, e que seria tudo uma grande surpresa. Ao menos assim nos contou ele.
Quando Natali despertou ela foi suspendida no ar por uma força divina e de repente todos seus atributos foram realçados, como ela é filha da deusa do amor, ela já possuía uma beleza incrível, agora ela estava muito mais linda do que fora um dia, era sem sombra de duvida a criatura mais bela que Eder havia visto e que posteriormente nós também vimos. E um cosmo muito poderoso a envolveu, era rosa como símbolo do amor e da paixão e suas vestes foram trocados.
Eis que Daniele levantou-se, e assim como Natali foi erguida, elevada e suspendida. E seus atributos também foram realçados. Daniele sempre tinha sido muito poderosa, mas agora seus dotes chegavam a assustar; o poder que emanava dela era indescritível, e seu cosmo se tornou negro como a morte e a beleza também foi muito realçada, dizem que enquanto Lemaumu é a deusa da beleza, parente próxima de Natali; o Diogo é o deus da morte e de beleza, parente próximo de Daniele.
E ambos estavam sendo divinizados. Chegaram num nível de poder que é digna dos deuses, essa é recompensa dos que perseveram Natali e Daniele se tornaram divindades. Olharam-nos com incrível satisfação e o brilho das duas se uniram num jogo de luz e emanação que contagiou a todos nós.
Aos poucos foram trazidas de volta ao solo, e seus cosmos agora diferenciados foram sendo controlados.
- Nossos pais não poderiam estar mais orgulhosos. – Disse Daniele.
- Somos deuses! – Gargalhou Natali.
Outras pessoas puderam vislumbrar essa magnifica cena e logo toda a notícia se espalhou por França, os verdadeiros heróis estavam na cidade, e acompanhados por duas deusas.
- Paris não podia tornar-se mais divertida. – Sorriu Daniele com soberba e alegria.

E nós teríamos que aguentar até conseguirmos alcançar o mesmo patamar.

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