quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Dana e Erion

Kharin, Reino de Depruff

Era uma vez, no ano 800, em terras longínquas, no inicio do Reino de Depruff, dois lutadores da vida alcançaram um vale onde poderiam estabelecer um reino e sobreviver ao inverno rigoroso. Dana e Erion, assim se chamavam, e tinham consigo muitos seguidores, Dana era mais simpática e o publico a amava, já a Erion, o temiam e assim o respeitavam. Foi descoberto um rio de águas curativas e que possuem o poder de prolongar a vida, com uma cachoeira sendo a fonte dessa magia. Dana era a favor de que todos pudessem ter acesso a esse rio, mas Erion sustentava a ideia de que poucos pudessem, para elitizar a sociedade e logo após se iniciou uma batalha civil entre Dana e Erion e isso os fez separarem, como a maioria ficou do lado de Dana, essa venceu a batalha e o obrigou a ficar numa pequena área do vale, longe do rio encantado, contudo, ele levou consigo um cálice que é o único que as aguas permitem que toquem, porque sem o cálice a agua é acida para os que a tomam, sem ele, não existe aguas curativas nem que possam prolongar a vida. Alguns vendo este detalhe foram para o lado de Erion, e Dana teve que aumentar as defesas para deixa-lo longe de seu reino.

Cem anos mais tarde nasceram dois feiticeiros no Reino, Zanata vinda dos fiéis de Erion, e Marta do lado dos fiéis de Dana, parecia que o destino fazia questão de confrontá-los, ou se vermos por outra ótica, talvez fizesse para uni-los.

Então Erion conheceu Zanata, como eles são os primeiros de seus reinos, e até então nunca havia nascido uma criatura com poderes, ter Zanata contigo era uma benção divina, Erion pediu imediatamente que os pais dela viessem morar com ele e desde pequena, ele foi moldando sua pequena arma mágica.

Quando cresceu, Zanata se tornou uma grande feiticeira e cresceu com ódio por Dana, e pretendia fazer de tudo para continuar mantendo Erion que tinha que ir sorrateiro e humilhado para poder tomar da fonte curativa e preservar sua vida e sua idade, e em troca permitia que Dana também o usasse, sendo nessas ocasiões a única maneira em que colocavam trégua nessa grande batalha.

Em contrapartida, do lado de Dana nasceu Marta e essa foi acolhida por toda a população, aprendeu o respeito, o amor, a humildade e cresceu sabendo de todas as artimanhas e dos planos que fazia Erion para tomar este lado do vale.

Zanata, feiticeira negra, o ensinou a invocar o “Frio da Escuridão”, e com este poder ele começou a congelar o vale e a se aproximar do rio.

De longe Dana e seus seguidores sabiam que o inverno chegaria e precisaria estar preparada para lutar, ela tinha certeza que Erion e Zanata treinavam todos os dias para poder um dia tomar o vale e os expulsar. Mas porque ela não reagia? Porque ainda o amava, lembrava que eles evoluíram para seres humanos conscientes juntos, e que foram os primeiros a construírem Depruff, o Reino do Gelo, e que se não fosse pelo egoísmo do seu amado, talvez ainda estivessem governando e juntos tornando este vale ainda mais próspero.

Dana não temia muito a Erion, porque tinha com ela Marta, e essa havia se tornado forte e benevolente. Ela se lembrava dos anos que Erion a ofereceu para tomar do cálice e voltar a juventude, das vezes que tentava com ele conversar, mas que nunca fora possível. Mas ela sabia que ainda havia um sentimento, porque senão ele simplesmente a deixaria morrer.

Cem anos mais se passaram, e muitas pessoas faleceram e deixaram sua prole, Erion e Zanata tentaram algumas vezes tomar, mas sempre eram derrotados. A população alcançou quatrocentos e vinte, desses, trezentos e quinze pertencia a Dana, e um pouco mais de cem com Erion. Esse disparate o fazia perder todas às vezes. Por ser um reino muito distante, e o único gelado, conseguir parcerias eram impossíveis.

E do lado de Erion nasceu mais uma feiticeira, em contrapartida, do lado de Dana nasceram mais seis feiticeiros. A única coisa que não o fazia recuar era o orgulho, para aceitar de vez os termos de Dana, até porque foram batalhas por duzentos anos sem fundamento.

Zangado com o que aconteceu, decidiu que do cálice só beberia Dana, assim mataria Marta pelos anos à mais atravessados e os outros que nasceram logo conheceriam a morte. Zanata descobre que Dana pretende conversar com Erion para chegarem num acordo e também declarar seu amor e pedir a união dos reinos. Para evitar ela exige que Erion case-se com ela, que já estão muitos anos juntos e precisam assumir esse compromisso.

Quando Dana vai ao encontro, chega no dia do casamento deles e volta aturdida, e com as esperanças perdidas. No caminho ela encontra a mãe do feiticeiro que havia nascido; ela o ampara e lhe dá palavras de conselho e toda essa tarde Dana esteve com a mulher.

Ao anoitecer a casa é cercada por guerreiros de Erion, Dana ainda não havia ido embora e temia o que poderia passar à senhora e seu filho. Quando o marido estava por chegar, os guerreiros o interceptou e lhe retiraram a vida.

A senhora urrou de dor, e isso deu coragem para que Dana saísse e enfrentasse os guerreiros.

- E se matarmos Dana e levarmos para Erion, será que ele não ficaria muito agradecido. – Sugeriu um dos guerreiros.

Logo um levantou a espada, Dana saltou para trás e sacou sua adaga, lutou alguns momentos com o guerreiro, e os outros aproveitando a distração foram ter com o feiticeiro bebê.

A mãe com uma faca tentou proteger seu filho, mas foi fatalmente morta com uma espada em sua barriga. Logo de longe vinha o protetorado do reino de Dana para salvá-los, a distração da chegada, Dana correu para perto do bebê e com sua adaga cortou a garganta do guerreiro que estava preste a mata-lo. O numero de guerreiros do lado de Dana é três vezes maior que os do lado de Erion, assim que rapidamente recuaram.

Dana então compadecida dos pobres homens que morreram salvando o bebê e decidiu cuidar do menino, o batizou de Henrique, hoje ele tem um ano e é a promessa para derrotar Zanata e Erion. Dana nunca mais se apaixonou por ninguém, e também suspeita que Erion ainda a ame, e sabe que esse bebê vai restaurar essa separação.


Como tutor, Dana deixou Marta, para que ela desde pequeno o ensine a ser grande, e com Marta vai um jovem guerreiro encarregado de ser o guarda-costas dos dois feiticeiros. Em relação aos outros cinco que existem no reino, todos eles são guardados de dia e de noite para que não se aproxime Erion e Zanata com toda a corja de malfeitores.

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