sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Capitulo 17 – Momentos da Exploração

Mundo Andaluz
Minos é do tipo que aprende muito rápido, e logo estava dominando os poderes de um Andaluz, só faltava ser capaz de criar os elementais. Ele podia molda-lo muito bem, mas não era capaz de fixá-lo em nosso plano e isso o frustrava um pouco. Eu lhe disse que talvez pelo fato de eu ser do fogo, e com a chuva que está talvez seja um pouco mais complicado. Ele aceitou a explicação e seguimos, Minos assumiu o controle do barco porque disse que entraríamos em terras já habitadas por seres que eu ainda não conheci e que trazem um aspecto mórbido.

Quando as nuvens foram se tornando mais densa e o cheiro do medo começou a pairar no ar, as aguas bem turvas por um tipo de sombra por debaixo, ou talvez por cima, não saberia dizer ao certo, talvez o próprio medo me esteja deixando confuso.

- Pode sentir esse clima Claus? – Minos perguntou cortando todo o “inaudível” som do medo.

- Sim, e sinto muito medo. O que isso significa? – eu estava nitidamente assustado.

Ele calmamente e sorrateiramente me foi explicando.

- Esta parte pertence a uma Dielc, você provavelmente nunca ouviu falar dessa família, mas eu sim. A família começou na Terra, era uma humana com poderes de trevas que foi resgatada e agraciada pelo deus das trevas. Quando os bruxos da Terra construíram outro mundo para abrigar seus seres, Dielc mandou sua prole para lá, o colégio de bruxo de Halloween World (como se chama o mundo criado por eles) se conectou com o de Nord, e desde então essa família sinistra tem aparecido em nosso mundo. E acredito que está aqui pelo mesmo motivo que eu fui enviado, colonizar.

Após essa história não pude conter o arrepio que correu minha espinha, por sorte conseguimos passar sem topar com este ser, que segundo Minos que me contou mais, ela tem um território tão grande quanto o dele e que também invadiu parte do território de outro ser de H.W. O Malison, segundo a história deste, dizem que nos primórdios deste mundo a quase seiscentos anos, era proibido casais de famílias distintas, mas que um se apaixonou pelo outro, e como fruto desse amor proibido nasceu um ser amaldiçoado, sem poderes, e sua família passou a chamar Malison, e sua geração nunca pode ter poderes, até que nasceu um gêmeo, e segundo lendas, ele sim vem com um poder infernal. E quem garante que esse ser infernal não é o que está começando essa civilização em Andaluz.

Quando eu disse Andaluz, Minos tentou me corrigir, ele disse que as fadas criaram dois mundos antes de criar Andaluz, o Neomundus 1 e o Neomundus 2, foi uma tentativa eficaz e inteligente de enganar aos colonizadores, e deu certo, porque não os conhecia em Andaluz, e por algum processo desconhecido, os três mundos se colidiram e passaram a ser um só, e graças a essa evento, nós nos conhecemos.

Mas esse evento não sei se foi de todo algo bom, porque até agora com exceção de Minos, todos os colonizadores por onde passamos não parecem ser bons, e isso reflete em seus próprios reinos cheios de penumbra.

Seguindo mais o curso do mar, passamos entre dois reinos, ambos com o mesmo espirito dos anteriores. Um se chama Vlastino, também família pertencente a H.W., pela história este ser foi criado por um necromântico de Arton (outro mundo existente) que é praticamente integrado a Nord. E constitui uma das famílias nobres de H.W., mas que também é especialista na arte das trevas, conta-se que em seu mundo os mortos revivem para fazer trabalhos que os vivos não estão dispostos a fazer, como limpar a casa, a cidade, entre outros trabalhos que não envolva inteligência, e tudo foi criado graças a Vladislav o necromântico e monitorado pela família Vlastino.

Minos me disse que esse ser é chamado de Zumbi, uma criatura morta-viva, que já não conserva o raciocínio e que é movido pela sede de comer carne, mas que nas mãos de um Vlastino ele se torna uma arma totalmente a mercê de seus controles, e que no mundo de H.W. eles foram modificados para já não necessitarem alimentar-se, apenas trabalhar.

E do outro lado por onde passamos estavam os da família Necro, também proveniente de H.W., são literalmente os necromantes de H.W. recebem poderes em espíritos e trevas, podem comunicar livremente com os mortos e isso talvez significaria a grande conquista de território e a criação de outros seres que ele conseguiu fazer até o presente momento. Ele também pode incorporar espíritos e assim tornar-se mais forte, mais hábil e mais inteligente.

Um dos seres criados ou trazidos por ele é o Fantasma, um ser translucido de enorme força física e intelectual, capaz de levitar e atravessar coisas sólidas, ao lado deste ser, Necro pode conquistar parte do território de Dielc, de uma membra da família imortal Helsing, e de outro ser da nobreza de H.W., a Raine.

Ademais de este ser, Necro também pode criar um Hesis, um ser tão apavorante quanto o Fantasma, porque se trata de uma criatura de aparência meiga e infantil, mas tão poderosa quanto o fantasma, quiçá até mais, porque essa também domina as artes.

Como estava dizendo, os seres vindos de H.W. são terríveis, mas segundo Minos, mantem um mundo muito bem organizado, por imperadores e reinos e que todos se coordenam, e que também contam com os poderes de animais mágicos que hora ou outra aparecem para alimenta-los de magia.

Ainda atravessando para encontrar o oceano, encontramos mais um território isolado dos Dielc e logo abaixo o território de um membro da família imortal Girl. Minos a reconheceu graças ao sentido de energia que angariou transmutando-me.

Lá estava ela, a criatura mais bela que eu jamais havia visto. Alta, a pele alva, os olhos de tonalidades diferentes, um era verde e o outro era azul. Tinha uma postura de guerreira, e ao seu lado estava uma criatura que Minos chamou de Fênix Verde, e ao redor dela estava uma chama como a minha mas de coloração esverdeada.

- Olá! – Exclamou Minos, porque estávamos longe. E ela pareceu estranhar que falássemos a mesma língua.

De repente seu corpo foi tomado pela chama verde proveniente da ave e pareceu estar muito mais poderosa.

- Girl! – Eu também sou de Familia Imortal – Justificava-a, eu não podia falar nada, eles podem se entender. – Sou Sclaterkini!

As chamas dela então voltaram ao normal e pudemos instalar o barco ai.

- Você foi o escolhido Sclaterkini para colonizar? – Perguntou a Girl.

- Sim, e imagino que você seja a Girl.

- Isso. – Pois uma cara triste. – Mas não fui muito corajosa e fiquei muito tempo num mesmo lugar, pensando que todos nós estaríamos próximos, os imortais, até que fui invadida por Hesis e Necro, perdi parte do território que deveria ser meu. Logo encontrei um lugar, próximo ao Dragão de Genus, mas também fui obrigada a dividir com Dielc.

- Parece que a disputa de terra foi complicada por aqui. Acho que na verdade nossos antepassados caíram em uma armadilha e acabou separando nós 8. Você é de que tronco da família Girl. E perdão, eu me chamo Minos Sclaterkini e esse é um amigo Andaluz, você não conhece essa raça, são elementalistas, criado pelas próprias fadas, ele se chama Claus, é do fogo.

- Sou Ximena Girl. Bom, para não voltar a um passado que você deve conhecer, comece por Princesa Barbie Girl, dos três filhos que ela teve eu vim do ultimo, a Bad Girl. Sou filha de Tallyane, não tenho nenhuma outra mescla, sou Girl pura, meus primos tem mistura com Ondorin, outros com Keen e a outra Ninfa Primavera.

- Eu sei qual é seu tronco. Que bom que nos encontramos. Nós estamos querendo encontrar o oceano para fazer uma viagem de exploração por todo esse mundo unido, se quiser nos acompanhar?

Girl pensou um pouco, pareceu que a ideia a animava, mas logo veio sua resposta.

- Desculpa meu caro Sclaterkini, espero que nos possamos ver em breve. Mas tenho que ficar e zelar pelo meu reino, por mais que o Protetorado decretou que deva parar as conquistas, aqui é muito longe do olhar deles, tenho que ficar e cuidar. Mas de antemão lhes digo que logo adiante conhecerão uma Wicca, muito amável, e se a verem manda meus cumprimentos. Boa viagem!

- Muito obrigado Ximena. – Eu disse finalmente, mostrando minha voz em admiração de sua beleza. – Nos vemos pronto.


E então seguimos com o curso. Minos me contou que as Wicca são tão bonitas quanto as Girl, algumas chegam a ser até mais.

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