Mundo
Kharin – Reino de Cyntaf
Após o chá, pensei que descansaríamos, mas Tresbadom
queria aproveitar a noite para realizar seu plano, já que isso culminaria com a
incapacidade dos seus inimigos de saírem de dia. E para isso resolveu me dar um
bônus.
Tresbadom
abriu um circulo mágico recitando as palavras e realizando movimentos
coordenados. Logo desenhou pentagramas e outros símbolos. Num cálice ele pediu
meu sangue, já que eu e Amanda somos irmãos, um feitiço do mesmo sangue é muito
mais efetivo. Igual como fez Margarida. Então agarrei a faca e cortei a palma
da minha mão e apertei para escorrer o sangue fresco. Ele colocou o cálice no
meio do circulo em cima de um papiro limpo. Logo falou algumas palavras em
Kharin e os símbolos e escritas que surgiram eu não pude traduzir, estavam em
outras línguas e imagens. Mas ele sim o conhecia. E me disse que Amanda está
vindo para cá, para o Reino de Cyntaf, e que eu só deveria esperar.
Essa nova informação me deixou muito animado.
- Bom, já que só te resta esperar meu caro Eder. Então
está noite vamos realizar meu plano, a sua parte em nosso acordo.
Na euforia do momento e disse de maneira muito enérgica.
- Vamos! – Sorri. – Estou apreensivo para
transformar esses magos em vampiros.
Tresbadom transformou nossos corpos em sombras e
juntos podemos passar por todos sem ser notado, um tipo de corpo elemental. Logo
entramos no templo dos magos brancos e nosso feitiço deixou de funcionar.
- Estamos bem perto Eder. – Ele apertou as mãos e
estava perdido em pensamentos próprios. – Precisamos ter cautela, aqui vivem
mais de oitocentos magos brancos e que ajudam na nutrição do lugar, meus
poderes baseados nas trevas não podem muito nos ajudar.
- Eu posso ser destruído Tresbadom! – Porque não me
deu essa informação antes? – Ao menos esperaríamos a minha irmã, ela poderia
nos auxiliar.
Tresbadom revirou os olhos.
- Não temos tempo para arrependimentos meu caro.
Façamos e nos vamos, posso teleportar-nos caso fiquemos realmente em perigo.
Caminhamos pelas espreitas e houve um momento em que
deparamos com uma escada, tínhamos que subir para poder encontrar os magos que
Tresbadom quer vingar.
- É uma trilha perigosa, como subiremos sem que nos
percebam? – Perguntei intrigado.
O ser das trevas nos envolveu com suas sombras
enfraquecidas e nos transportou em levitação ainda pelas espreitas, assim não
seriamos facilmente notados e logo estávamos no corredor dos seres a serem vingados.
- Esta porta leva a um covarde que auxiliou apenas
doando seu poder para que os outros mais poderosos pudessem me conter. – O mago
falava com ódio no olhar, tenho certeza que relembrava sua história. – Quero que
ele seja o primeiro que você vai transformar, será como seu teste Eder, quero
ver se é capaz.
Então toquei a porta, e quando o mago franzino,
branco com sardas a abriu eu avancei sobre ele que caiu aterrorizado no chão. Desviando
o olhar de mim, ele viu a sombra que estava atrás e reconheceu ser Tresbadom.
Pensou em gritar, mas não pode, então cuspi sangue em sua boca e tapei lhe a
boca para que engolisse o veneno da transformação. Então o mordi, eu precisava
me alimentar e foi magnifico o gosto, porque além do sangue vinha o gosto de
magia o que fortalecia ainda mais, e o mago negro pode perceber que eu me
revigorava. Logo o matei. Tresbadom o envolveu em trevas e passou a
transporta-lo.
- Passou em seu primeiro teste Eder, faltam mais
seis. – Logo sorriu.
- Se forem fáceis com esse, não acredito que seja
tanto trabalho assim, a parte, que também estou fortalecendo-me.
Depois deste primeiro, foram mais quatro fáceis como
ele. Os fazia engolir meu sangue e logo os matava. A diferença agora é que
Tresbadom já não os transportava, os amarrou e lançou um feitiço do sono e
logos os teleportou para sua casa.
Faltavam agora dois, caminhamos um pouco mais pelo
largo corredor de magos brancos, viramos algumas esquinas no lugar em que estávamos
e chegamos à sala dos lideres maiores.
Entrei com Tresbadom na primeira porta que vimos, e
estava deitado como um anjo na cama um dos “cabeça” do ataque a ele. Eu fiz um
sinal para que fizesse silencio, e então pulei no mago e quando o alcancei ele
simplesmente sumiu.
- É uma armadilha Eder! – Berrou o mago negro.
Logo uma força psíquica possuiu meu corpo e jogou
contra a parede me sustentando próximo ao teto.
Tresbadom surgiu com um ataque de bola envolta em
trevas, o mago pode ver o ataque e o dissipou com um globo de luz. Mas esse
ataque surpresa fez com ele se descuidasse e então me soltou. Com as mãos o
mago negro disponibilizou a sua volta farpas de laminas de trevas e as
sustentava no ar. O mago branco avaliava suas possibilidades e Tresbadom as
lançou, com um ataque de trovão, o mago branco se livrou deste ataque, mas ele
não percebeu que por baixo o mago negro o prendia com tentáculos de escuridão
que logo envolveu seus braços. Então aproveitei a deixa e lhe cravei uma
mordida, então mordi minhas mãos e o fiz engolir meu sangue. Tresbadom usou os tentáculos
e quebrou o pescoço do mago.
- Maldito! – Exclamou ele feliz com o acontecido,
agora você estará sobre minha supervisão.
Eu limpei minha boca que estava cheia de sangue.
- Vamos Eder, nos falta o ultimo maldito, aquele que
seduziu minha mulher.
Chegamos ao final do corredor, eu estava um pouco
aflito, não acredito que os demais magos não tenham percebido nossos ataques
furtivos. E como se lesse meu pensamento o mago me disse que ele fez a magia
Alarme, que fará com que algo dispare um som caso estejamos sendo perseguidos.
Tresbadom tocou a porta e quem abriu não o agradou. Era
sua ex-esposa que logo que o reconheceu tentou fechar com todas as suas forças,
mas o mago negro, alto e forte em força física a conteve, agarrou-a pelo braço
e a jogou contra mim.
- Trate dela Eder. – Me disse suavemente.
- Tens certeza? – Perguntei esperando que mudasse de
ideia. – É o que você realmente quer?
Ele não me respondeu simplesmente terminou de abrir
a porta, e por trás estava um mago branco, alto, olhos e cabelos claros que
perguntava para a esposa o que estava acontecendo. Quando reparou que Tresbadom
havia entrado ele saltou, vestia apenas roupas intimas e isso encheu os olhos
do mago negro de ira e rancor.
- Faça! – Gritou ele pra mim.
Então cravei meus dentes e a suguei, logo dei meu
sangue e quebrei seu pescoço, e a deixei escorregar no chão frio do lugar. E então
entrei para auxiliar Tresbadom.
O mago se envolveu em luz e eletricidade.
- Seus truques não te salvarão. Agora não tem seus
fieis seguidores. Alias, estão todos mortos agora.
- Trovão! – Gritou o mago branco.
Tresbadom o conteve, mas ricocheteou e me acertou em
cheio, e eu urrei de dor, fazia tempo que não tinha esse sentimento, parte do
meu braço esquerdo foi destruído, e a regeneração na seria rápida com toda
aquela magia de luz sobre ele.
Uma forte sombra debaixo do mago branco se formou e
começou a condensar-se, a agir com uma areia movediça e as luzes envolta dele
foram sendo sugadas. Tresbadom segurou os braços do mago com tentáculos de
escuridão muito densos que pareciam pedras de diamante negro. Simplesmente me
deu uma olhada e eu entendi.
Ainda que meu braço fosse um problema, eu ignorei o
componente da dor e lhe cravei uma mordida. Ele gritava para que eu não o
matasse, e Tresbadom simplesmente o olhava cheio de prazer. Dei-lhe um pouco de
sangue e quando ia quebrar-lhe o pescoço, o mago negro me fez afastar.
Levantou suas laminas de trevas e cravaram todas no
mago branco que gritava desesperadamente por ajuda. Logo chegou mais próximo e
levantou suas mãos. E então o olhou diretamente nos olhos e quebrou-lhe o
pescoço, este morreu com os olhos abertos e Tresbadom ainda cuspiu em seus
olhos.
O mago negro transportou-me, ademais de sua
ex-esposa e este mago branco. Fomos todos para a sua casa. Todos despertaram da
morte em horários parecidos e se olhavam sedentos por sangue, haviam sido
transformados. O único mortal ali era Tresbadom e o cheiro de sangue corrente e
novo chamou atenção de todos os recém-transformados que agora eram guiados
pelos seus extintos.
- É tão bonito os vê-los irracionais e desprovidos
de seus falsos moralismos. – Logo ele virou para mim. – E quanto tempo depois
da transformação eles voltam ao normal?
- Expliquei que primeiro eles precisam se alimentar
de sangue humano. E logo iam retomando a consciência aos poucos.
De repente entrou oito camponeses, Tresbadom de
longe os hipnotizou e os deu para que os recém-transformados se alimentassem. Quando
todos recobraram a consciência estavam horrorizados com a brutalidade que
fizeram.
- Tresbadom! Por favor, liberte-nos. – Gritou sua
ex-esposa.
Ele então sorriu e proferiu.
- Imperium
Lamia!
Os oito vampiros estavam totalmente sobre o controle
dele.
E vocês serão os primeiros de toda uma raça, assim
que os separarei em clãs.
Ambrogio que significa
Imortal; Baldassare que significa “Proteja o rei”; Cirino: “como o sol”; Ettore:
“defensor”; Gregario: “Vigilante”; para o que auxiliou na minha captura, o
batizo de Nerio que significa “um molhado”, para o grande mago branco que
tomou minha amada, o chamarei Tácito que significa “Mudo, em
silencio”. E para minha ex esposa, traidora, a chamarei de Fina que significa “Serpente”. Batizando assim a nova ordem de vampiros de Kharin!
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