domingo, 14 de fevereiro de 2016

Capitulo 18 – A Vingança

Mundo Kharin – Reino de Cyntaf

Após o chá, pensei que descansaríamos, mas Tresbadom queria aproveitar a noite para realizar seu plano, já que isso culminaria com a incapacidade dos seus inimigos de saírem de dia. E para isso resolveu me dar um bônus.

Tresbadom abriu um circulo mágico recitando as palavras e realizando movimentos coordenados. Logo desenhou pentagramas e outros símbolos. Num cálice ele pediu meu sangue, já que eu e Amanda somos irmãos, um feitiço do mesmo sangue é muito mais efetivo. Igual como fez Margarida. Então agarrei a faca e cortei a palma da minha mão e apertei para escorrer o sangue fresco. Ele colocou o cálice no meio do circulo em cima de um papiro limpo. Logo falou algumas palavras em Kharin e os símbolos e escritas que surgiram eu não pude traduzir, estavam em outras línguas e imagens. Mas ele sim o conhecia. E me disse que Amanda está vindo para cá, para o Reino de Cyntaf, e que eu só deveria esperar.

Essa nova informação me deixou muito animado.

- Bom, já que só te resta esperar meu caro Eder. Então está noite vamos realizar meu plano, a sua parte em nosso acordo.

Na euforia do momento e disse de maneira muito enérgica.

- Vamos! – Sorri. – Estou apreensivo para transformar esses magos em vampiros.

Tresbadom transformou nossos corpos em sombras e juntos podemos passar por todos sem ser notado, um tipo de corpo elemental. Logo entramos no templo dos magos brancos e nosso feitiço deixou de funcionar.

- Estamos bem perto Eder. – Ele apertou as mãos e estava perdido em pensamentos próprios. – Precisamos ter cautela, aqui vivem mais de oitocentos magos brancos e que ajudam na nutrição do lugar, meus poderes baseados nas trevas não podem muito nos ajudar.

- Eu posso ser destruído Tresbadom! – Porque não me deu essa informação antes? – Ao menos esperaríamos a minha irmã, ela poderia nos auxiliar.

Tresbadom revirou os olhos.

- Não temos tempo para arrependimentos meu caro. Façamos e nos vamos, posso teleportar-nos caso fiquemos realmente em perigo.

Caminhamos pelas espreitas e houve um momento em que deparamos com uma escada, tínhamos que subir para poder encontrar os magos que Tresbadom quer vingar.

- É uma trilha perigosa, como subiremos sem que nos percebam? – Perguntei intrigado.

O ser das trevas nos envolveu com suas sombras enfraquecidas e nos transportou em levitação ainda pelas espreitas, assim não seriamos facilmente notados e logo estávamos no corredor dos seres a serem vingados.

- Esta porta leva a um covarde que auxiliou apenas doando seu poder para que os outros mais poderosos pudessem me conter. – O mago falava com ódio no olhar, tenho certeza que relembrava sua história. – Quero que ele seja o primeiro que você vai transformar, será como seu teste Eder, quero ver se é capaz.

Então toquei a porta, e quando o mago franzino, branco com sardas a abriu eu avancei sobre ele que caiu aterrorizado no chão. Desviando o olhar de mim, ele viu a sombra que estava atrás e reconheceu ser Tresbadom. Pensou em gritar, mas não pode, então cuspi sangue em sua boca e tapei lhe a boca para que engolisse o veneno da transformação. Então o mordi, eu precisava me alimentar e foi magnifico o gosto, porque além do sangue vinha o gosto de magia o que fortalecia ainda mais, e o mago negro pode perceber que eu me revigorava. Logo o matei. Tresbadom o envolveu em trevas e passou a transporta-lo.

- Passou em seu primeiro teste Eder, faltam mais seis. – Logo sorriu.

- Se forem fáceis com esse, não acredito que seja tanto trabalho assim, a parte, que também estou fortalecendo-me.

Depois deste primeiro, foram mais quatro fáceis como ele. Os fazia engolir meu sangue e logo os matava. A diferença agora é que Tresbadom já não os transportava, os amarrou e lançou um feitiço do sono e logos os teleportou para sua casa.

Faltavam agora dois, caminhamos um pouco mais pelo largo corredor de magos brancos, viramos algumas esquinas no lugar em que estávamos e chegamos à sala dos lideres maiores.

Entrei com Tresbadom na primeira porta que vimos, e estava deitado como um anjo na cama um dos “cabeça” do ataque a ele. Eu fiz um sinal para que fizesse silencio, e então pulei no mago e quando o alcancei ele simplesmente sumiu.

- É uma armadilha Eder! – Berrou o mago negro.

Logo uma força psíquica possuiu meu corpo e jogou contra a parede me sustentando próximo ao teto.

Tresbadom surgiu com um ataque de bola envolta em trevas, o mago pode ver o ataque e o dissipou com um globo de luz. Mas esse ataque surpresa fez com ele se descuidasse e então me soltou. Com as mãos o mago negro disponibilizou a sua volta farpas de laminas de trevas e as sustentava no ar. O mago branco avaliava suas possibilidades e Tresbadom as lançou, com um ataque de trovão, o mago branco se livrou deste ataque, mas ele não percebeu que por baixo o mago negro o prendia com tentáculos de escuridão que logo envolveu seus braços. Então aproveitei a deixa e lhe cravei uma mordida, então mordi minhas mãos e o fiz engolir meu sangue. Tresbadom usou os tentáculos e quebrou o pescoço do mago.

- Maldito! – Exclamou ele feliz com o acontecido, agora você estará sobre minha supervisão.

Eu limpei minha boca que estava cheia de sangue.

- Vamos Eder, nos falta o ultimo maldito, aquele que seduziu minha mulher.

Chegamos ao final do corredor, eu estava um pouco aflito, não acredito que os demais magos não tenham percebido nossos ataques furtivos. E como se lesse meu pensamento o mago me disse que ele fez a magia Alarme, que fará com que algo dispare um som caso estejamos sendo perseguidos.

Tresbadom tocou a porta e quem abriu não o agradou. Era sua ex-esposa que logo que o reconheceu tentou fechar com todas as suas forças, mas o mago negro, alto e forte em força física a conteve, agarrou-a pelo braço e a jogou contra mim.

- Trate dela Eder. – Me disse suavemente.

- Tens certeza? – Perguntei esperando que mudasse de ideia. – É o que você realmente quer?

Ele não me respondeu simplesmente terminou de abrir a porta, e por trás estava um mago branco, alto, olhos e cabelos claros que perguntava para a esposa o que estava acontecendo. Quando reparou que Tresbadom havia entrado ele saltou, vestia apenas roupas intimas e isso encheu os olhos do mago negro de ira e rancor.

- Faça! – Gritou ele pra mim.                

Então cravei meus dentes e a suguei, logo dei meu sangue e quebrei seu pescoço, e a deixei escorregar no chão frio do lugar. E então entrei para auxiliar Tresbadom.

O mago se envolveu em luz e eletricidade.

- Seus truques não te salvarão. Agora não tem seus fieis seguidores. Alias, estão todos mortos agora.

- Trovão! – Gritou o mago branco.

Tresbadom o conteve, mas ricocheteou e me acertou em cheio, e eu urrei de dor, fazia tempo que não tinha esse sentimento, parte do meu braço esquerdo foi destruído, e a regeneração na seria rápida com toda aquela magia de luz sobre ele.

Uma forte sombra debaixo do mago branco se formou e começou a condensar-se, a agir com uma areia movediça e as luzes envolta dele foram sendo sugadas. Tresbadom segurou os braços do mago com tentáculos de escuridão muito densos que pareciam pedras de diamante negro. Simplesmente me deu uma olhada e eu entendi.

Ainda que meu braço fosse um problema, eu ignorei o componente da dor e lhe cravei uma mordida. Ele gritava para que eu não o matasse, e Tresbadom simplesmente o olhava cheio de prazer. Dei-lhe um pouco de sangue e quando ia quebrar-lhe o pescoço, o mago negro me fez afastar.

Levantou suas laminas de trevas e cravaram todas no mago branco que gritava desesperadamente por ajuda. Logo chegou mais próximo e levantou suas mãos. E então o olhou diretamente nos olhos e quebrou-lhe o pescoço, este morreu com os olhos abertos e Tresbadom ainda cuspiu em seus olhos.

O mago negro transportou-me, ademais de sua ex-esposa e este mago branco. Fomos todos para a sua casa. Todos despertaram da morte em horários parecidos e se olhavam sedentos por sangue, haviam sido transformados. O único mortal ali era Tresbadom e o cheiro de sangue corrente e novo chamou atenção de todos os recém-transformados que agora eram guiados pelos seus extintos.

- É tão bonito os vê-los irracionais e desprovidos de seus falsos moralismos. – Logo ele virou para mim. – E quanto tempo depois da transformação eles voltam ao normal?

- Expliquei que primeiro eles precisam se alimentar de sangue humano. E logo iam retomando a consciência aos poucos.

De repente entrou oito camponeses, Tresbadom de longe os hipnotizou e os deu para que os recém-transformados se alimentassem. Quando todos recobraram a consciência estavam horrorizados com a brutalidade que fizeram.

- Tresbadom! Por favor, liberte-nos. – Gritou sua ex-esposa.

Ele então sorriu e proferiu.

- Imperium Lamia!

Os oito vampiros estavam totalmente sobre o controle dele.

E vocês serão os primeiros de toda uma raça, assim que os separarei em clãs.
Ambrogio que significa Imortal; Baldassare que significa “Proteja o rei”; Cirino: “como o sol”; Ettore: “defensor”; Gregario: “Vigilante”; para o que auxiliou na minha captura, o batizo de Nerio que significa “um molhado”, para o grande mago branco que tomou minha amada, o chamarei Tácito que significa “Mudo, em silencio”. E para minha ex esposa, traidora, a chamarei de Fina que significa “Serpente”. 

Batizando assim a nova ordem de vampiros de Kharin!

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