O primeiro Lenda, como
ficou conhecido Dhyogo Sodji após salvar o mundo, nasceu no ano de 691. Ele foi
filho de Dadgia, uma adepta do templo de Tenebras em Arton. Se voltarmos um
pouco no tempo, veremos que Dadgia é descendente do viajante Tom e a Fada Mini,
o filho de Tom casa-se com Catara Sodji Maia e de ai descende o poder divino de
Dhyogo Sodji.
O pai dele era um
lenhador, Dadgia abandonou o templo e passou a viver com o lenhador na
floresta. Foi neste ambiente que cresceu Dhyogo, com bosques e árvores
frondosas e grandes. Mas isso não impediria o porvir.
Há quarenta anos nascia
Twor Ironfirst através do primeiro eclipse de Nord. O mundo esta em completa
treva, o bom é que estávamos num período de paz, a invasão já havia terminado e
nada ameaçava a segurança do planeta. Esse futuro general do deus da morte
nasceu dessas trevas para trazer um caos num mundo em ascensão.
Durante o tempo que
antecede o nascimento de Dhyogo, o general vinha causando desolações por todos
os lados, e seu primeiro feito, foi devastar a cidade de Lenorienn, rainha dos
elfos. Seu objetivo é devastar tudo e manter a hegemonia de sua raça, que são
os Bugbers, Goblins, Hobgoblins e Ogres. Seu exército era formado por essas
criaturas que passaram a ser vistas como arautos da morte e trouxe essa fama
para raça.
Dadgia e Dhyogo possuíam
uma ligação muito forte, muito emotivo, que era compartilhada também pelo seu
pai lenhador. Era uma família muito feliz. A alegria que emanava desta união
era fantástica. Dadgia costumava cantar todas as noites para acalmar seu bebê,
e o sustento era trazido pelo lenhador, tinham uma vida humilde, mas possuíam tudo
o que necessitavam. E não eram os únicos a viver por ai, a junção dos moradores
do lugar fazia deste espaço uma vila unida, mas incapaz de defender-se.
Quando Twor se acercou
a esta vila, onze anos depois do nascimento de Dhyogo, Dadgia usou seu poder
para criar um escudo de trevas em volta de toda a cidade para tentar parar a
ameaça do exercito. Mas ela era a única maga da vila, e sozinha não poderia
interromper o passo de uma horda e de seres famintos por guerra.
Os homens da vila se armaram
com o que podia, o lenhador carregava seu machado e o apertava com tanta força
que se podia escutar o ruído da mão comprimindo a madeira do cabo. E as
crianças correram para uma caverna ao norte junto com as mulheres.
Por fim, a resistência cedeu
e o exercito estraçalhou o escudo e começou a invasão. Por onde passavam destruíam
e saqueavam tudo. De frente aos homens da vila e Dadgia, primeiro os bugbers
que avançaram e por serem seres pequenos, causavam dano no nível das pernas de
seus adversários, mas eram facilmente aplacados. Logo vinham os Goblins, um
pouco mais altos e carregavam pequenas espadas e marretas, e esses davam um
pouco mais trabalho. Os ogres eram responsáveis por fragmentar as casas e
construções na vila florestal e em consequência esmagavam com seus enormes pés
varias pessoas.
Dadgia lutava com sua
magia, mas o uso constante da magia causa dores físicas e danos internos. Seus braços
se alongavam e cores negras que muito se assemelhavam a tentáculos de escuridão.
Com essa magia ela abatia muitos seres ao mesmo tempo. Começou com seus dois
braços, mas logo ela foi sendo capaz de criar outros mais em volta de si. E neste
instante ela se arrependia de não haver se dedicado mais no templo, o
conhecimento mágico que ganharia lá a ajudaria neste momento. Também aproveitava
para direcionar preces para Tenebras. Mas essa não podia ajuda-los, primeira
pelo consenso de que os deuses não podem ajudar de maneira direta seus
seguidores, e outra que envolver-se estaria arriscando a inimizade de
Ragnar/Diogo, e ela não queria problema desta magnitude.
A maga foi percebendo
que sua poder já estava esvaindo, foi quando sua preocupação se intensificou em
relação a seu filho. Ela direcionou seus olhos a seu marido e este percebeu que
precisam salva-lo.
Os homens da vila
estavam quase exterminados, com exceção do lenhador e de alguns covardes que
fugiram. Assim que o casal correu em direção à caverna, mas Twor queria punir
Dadgia pela resistência e pela morte de muitos dos seus.
Quando Dhyogo os viu
saiu correndo em direção a eles. O lenhador gritava para que ele voltasse para
a caverna, mas a emoção estava tão aflorada, como se podiam notar pelas
lagrimas que brotavam de seus olhos enquanto corria. Dadgia olhou para trás e
foi surpreendida por Twor que lhe cravara um centro em seu flanco. Dhyogo ficou
em estado de choque e o lenhador correu para socorrê-la sem se importa com o
general, e deste, da sua mão surgiu luzes negras e cinzas, e num ataque ágil e
certeiro o decapitou. Logo voltou seus olhos ao garoto que estava sem reação e
sorriu. Ele não entrou na caverna, nem tampouco matou as mulheres, simplesmente
destruiu tudo da vila e todos os homens que pode. Essa vila na verdade nunca
esteve nos planos do general, foi uma casualidade ela está no caminho para ir
ao Império que é onde ele quer realmente destruir.
Com onze anos Dhyogo
viu seus pais serem brutalmente assassinados por Twor, deste dia em diante ele
jurou vingar a morte de seus pais e passou a treinar noite e dia. Seu poder despertou
antes do tempo e ele foi agraciado por Tenebras que muito sensibilizou pelo
ocorrido e passou a vê-lo na forma de avatar. Quando ele se sentiu pronto, começou
a seguir os rastros de destruição de seu inimigo, para ao curso de um ano
finalmente o encontrar cara a cara.
Travaram uma árdua batalha,
Twor era munido pelo poder trazido de Ragnar. Mas Dhyogo emanava de si próprio
o poder divino das trevas, com o que aprendeu com Tenebras, ele muito tinha
vantagem nesta batalha, endurecia as trevas que ele mesmo jogava envolta das pernas
do general e paralisavam sua marcha. Lançava filetes de trevas no formato de
pontas de faca. E sem misericórdia ele destruiu o general e acabou com toda a
ameaça do exercito da morte.
Aqui ele ganhou poder e
status, não só por ter destruído a ameaça, mas quando ele seguia os rastros do
general, onde estava destruído ele ajudava as pessoas com o que podia e isso lhe
foi trazendo fama, o que o consagrou como um herói. Todavia não lhe atribuíam o
titulo de Lenda, coisa que ele conquistaria mais adiante.
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