domingo, 13 de setembro de 2015

Daeth - Redatora do Tempo

Capitulo 1 – Introdução


Às vezes em alguns momentos de uma existência imortal, o ser sempre se pergunta: como pode os mesmos seres cometer os mesmo erros repetidas vezes que um já sabe o desenrolar de cada história sem precisar acompanha-la, mas a alguns personagens que surgem e são capazes de mudar alguns rumos, e eu acredito que disso se trata o tempo, de como alguém pode fazer a diferença numa história predestinada por sucessões de atos similares a de outrem.

Chamo-me Daeth, uma clara alusão a um deus que leva um nome parecido que vocês provavelmente já o devem estar associando a mim. Minha aparência talvez pouco importe a vocês, porque me presento de diversas maneiras ao longo dos entediantes anos que já se passaram, e pode ser que eu não seja a única nesses vastos universos que não conhecemos. Reza a lenda, claro, posso ser antiga, mas não existe um ser que não conheça de lendas que antecedem a ele mesmo, uma das minhas é que antes da separação dos universos, Kadhji o deus maior, e o dizemos assim porque ele batalhou pelo posto ou fez um tipo de trapaça para tal qualificação, classifiquem você com o decorrer das histórias que se iniciaram de aqui para frente. Dizem que ele não foi o único a existir deste efeito, o numero exato comentam ser 7 (sete), e cada um ficou responsável pela desdobra de seu universo.

Neste contexto, Analú seria parte dessa criação e que ao unir-se a Kadhji, abocanharam dois universos, do qual se uniu e forma onde estamos. Seguindo essa logica nada impede que existam cinco mais por ai, o que se juntaram e que assim possa ser maiores e mais poderosos, mas neste caso, todos são lendas para mim, porque muito antecedem minha criação.

Mas se querem uma aparência, posso contentar que me imaginem sendo de estatura mediana para alta, leve em relação ao peso, a cor da pele, escolha a que mais te atraia, porque gosto da sedução, e meus cabelos, meus tons prateados como o brilho da lua na Terra pode ser uma grande referencia. Sobre os olhos, façam uma segunda alusão, dizem que quando se perde a visão, quando este sentido deixa de fazer parte do ser, ele expande os outros restantes, e a cor azul em seus olhos demonstra essa sabedoria. Ainda que em alguns lugares dos nossos universos, digo nossos, contanto Kadhji e Analú, a cegueira se expressa nos olhos com outra coloração, que dependerá muito da fisiologia de qual ser estamos falando ou quais componentes químicos ai exista. Mas o fato é que meus olhos possuem um tom azulado como o céu visto em Dharta, e algumas nuvens passam sobre ele, como que indicando que não posso parar minhas sinapses cerebrais.

Voltemos ao tema, de como eu nasci. A criação mais antiga de Kadhji e Analú se chama Xapadaet, atribuem a ele os dons do tempo e da justiça, digo atribuem porque não estou aqui para provar-lhes a existiam ou os poderes dos deuses, cada um que creia segundo sua fé. Após esta criação, seguiu as demais como conhecemos pela mitologia Kendu, os deuses também são capazes de criar, e eu sou a criação de Xapadaet, dai provem Daeth, me auto intitulo redatora do tempo, porque me dedico a observa-los.

Após ser criado Xapadaet, eu surgi alguns milhes de anos depois, já tinha passado alguns pontos, brigas e apaziguadas que já conhecem de outros momentos. E alguns mundos já haviam sido criados, como Cosmódia, Caosfera, Lussufuri, Spiritun, Trevas; e a Terra já estava começando a desabrochar com o surgimento de Geanna ou Gaia. Assim que perdi alguns eventos como a batalha entre Xapadaet e Xadvos, o reforço de Leonardo e a paz com a vinda de Leppyos. E também a batalha épica entre o antigo Úfustop (que se recriaria como Luodaf) e Fjyoho. Eu sucedi a essas batalhas, por isso não posso dar detalhes.

 A Terra teve um surgimento paulatino, só foi possível desenvolve-la quando o sol surgiu com Caufo, à lua com sua irmã Lunes, esses eventos possibilitaram o desenvolvimento da Terra, Geanna filha de Xadapaet com Lena assumiram o mundo, e por haver surgido de forma insidiosa todos ajudaram na criação, fazendo da Terra o lugar mais familiar a todos, do que seus mundos isolados.

Eu confesso que muito me agradou este terreno, como os outros mundos haviam antecedido minha criação, a Terra foi um ponto no universo em que eu chamava de lar. Era acolhedora porque possuía um pouco de tudo, eu podia estar em Spiritun e Cosmódia ao mesmo tempo.

Também havia os animais frágeis deste mundo, as frutas, as belezas naturais que se formaram, não eram parte de uma criação divina, era de sua própria criação, e isso esbanjava beleza.

De fato, alguns deuses eu posso atestar que nasceram em função da própria abóbada. Outros surgiriam muito mais tarde, com a Terra já bem desenvolvida. O que acontece é que o brio da terra surgiu quando os deuses até então presentes foram iluminados para a criação mais bela de todas, a raça para que vocês leitores entendam, usarei a palavra humanoide, para designar todo ser dotado de inteligência.

E não foi como a maioria pensa, que surgiu um ser aqui e este foi o patriarca do mundo, redondo engano, os deuses criaram humanos de acordo com a região em que surgiram, é algo complicado de entender, e existem mistérios que não pode ser revelado, mas como havia eu lhes contado, alguns deuses surgiram na terra. Os deuses Kenn como a alguns tinham seu próprio planeta, auxiliaram Kadhji na criação.

Antecedendo a criação do ser humano, Kadhji e Analú especulando seus poderes criacionistas desenvolveram a partir das chamas da Terra, os Anjos, foi a primeira criação de Kadhji, seres alados, iluminados que possuíam o intuito de adorar e entreter os deuses. Além disso, havia outro propósito, como já haviam sido travadas batalhas divinas anteriores, os anjos serviriam de auxilio nas guerras, como arautos da paz.

Com advento da criação angelical, Kadhji passou a ser mais respeitado, ele já o era, por ser patriarca divino, mas o viam como um progenitor, responsável pelo nascimento de uma nova ordem, a dos deuses. Quando ele foi capaz de criar seres tão poderosos, os outros se empenharam para poder alcança-lo, como a criação dos Spectros, dos Lumus, dos Anjos Caóticos e os Sombras.

Quando Adão e Lilith foram criados, foi o dia em que eu mais vi Kadhji feliz, apesar dos toques de outros deuses, era uma criação dele, e nem Analú havia dado tanta alegria ao nosso universal.

A ligação era tão estreita que Kadhji os visitava frequentemente, deixou que Adão escolhesse os nomes dos animais naquela região, aproveitou o solo fértil rodeado por rios, pela abundancia de diversidades alimentícias vegetais e proclamou uma divindade patriarca. Os outros deuses se contentavam em observar a criação, não significa que eles não gostavam, mas ver a alegria de Kadhji por cuidar dos humanos era tão cativante que eles preferiam assim. Léppyos cuidava de seu mundo espiritual com seres drenados de seu poder com características quase imortais. Xadvos com a Caosfera, denotando um mundo ao revés, onde era proibida a ordem, e ele igual muito se divertia com seus seres. Um outro lindo mundo era Lussufuri, o mundo da luz, o perfeccionismo de Fjyoho fazia daquele planeta um dos mais belos, quem se opunha de igual beleza era o Trevas, com uma beleza mais sombria, mas igual intrigante. 

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