Insulae Ondorin, Sem dados
No inicio os mares eram calmos e tranquilos,
estávamos sempre atentos a qualquer presença de seres das trevas e também
tentávamos lembrar-se de como Toni costumava lutar nos torneios das famílias
para traçarmos uma maneira de vencê-lo.
- Toni tem poderes psíquicos. – Disse Jenna.
- Eu tenho o tanto quanto ele. – Rebateu Iluga. –
Posso cancelar caso ele tente utilizar.
- Ele também formou em Torre Nebulosa, deve ter
poderes exclusivos de lá. – Completou Ewerton.
- E ninguém estudou lá. – Disse Jenna, sendo
pessimista outra vez.
- Eu sou de Rever Uyn, creio que é melhor que Torre.
– Disse Pablo.
- Não sei. – Refletiu Jenna. – Rever Uyn transforma
feiticeiros em bruxos, em Torre só se aceitam Bruxos.
- Você estudou lá garota. – Disse Pablo levantando
um pouco o tom. – Se considera de nível inferior?
Jenna fingiu não ouvi-lo.
- Eu não entendo nada do que vocês estão dizendo. –
Disse o Khariori enfim se manifestando.
- Desculpa amigo. – Disse Ewerton. – São escolas de
magia do nosso mundo. Estamos tentando entender como agi Toni.
O Khariori parecia ser muito poderoso, e ao mesmo
muito imaturo, ficou tempo demais naquela ilha, isolado do resto do mundo. Só
conheceu a Ninfas e Ents.
- Está gostando de viajar Ondorin? – Perguntou
Ewerton
- Sim. Eu nunca tinha feito isso antes. Mas sinto
falta também da ilha.
- Sei como é. Também sinto falta do meu mundo, meus
pais, já estou há uns dois anos sem vê-los.
A Oceânide nos guiava de maneira pacifica, e o mar
também estava favorável, assim como o vento. Quando viemos para Kharin,
pensamos encontrar um mundo com bizarrices, com coisas que não vê em Nord, e a
verdade é que se parece muito a meu mundo. Com a diferença de que aqui se vê
mais primitivo.
- Estaremos bem? – Perguntou Jenna para Ewerton.
- Claro que sim, temos um barco e uma ótima guia. E somos
poderosos, Toni não pode contra a gente.
- Eu acredito em você. – Jenna então o abraçou. – Você
sabe que eu sinto algo por ti, não sabe?
Ewerton a olhou por um tempo, e logo abriu um
discreto sorriso.
- Eu também sinto Jenna.
Ela o abraçou outra vez mais e logo sustentou um
longo olhar que culminou com um beijo, molhado e demorado.
- O que eles estão fazendo? – Perguntou o Khariori
para Iluga.
Iluga o abraçou e disse.
- Estão se amando meu amigo. Isto se chama beijo.
- E porque o fazem?
- Porque assim um demonstra o amor e carinho que tem
pelo outro. – Finalizou Iluga.
O Khariori ainda confuso sustentou um olhar para o
Iluga e provavelmente imaginou como seria beijá-lo, logo balançou a cabeça por
não conseguir compreender.
- Quando conheças alguém que ame, saberás que é a
hora de beijar. – Disse Pablo que havia escutado toda a conversação.
- E quando saberei que estou amando? – Perguntou o
Khariori intrigado.
- Quando sentir desejos pela outra pessoa, quando
quiser cuidá-la, protegê-la, sacrificar-se por ela. Só assim conhecerá o
verdadeiro amor. – Disse Pablo.
Agora a impressão que deu foi que você está amando
alguém Pablo. – Disse Iluga.
- Quem sabe. – Ele disse enquanto piscava os olhos.
Khariori então cessou as perguntas e foi sentar para
refletir um pouco.
Um pouco mais sobre Ewerton e Jenna, assim que
terminaram de se beijar, puseram-se há conversar um pouco.
- O que somos? – Perguntou Jenna.
- Não sei ainda. Mas estou gostando do que podemos
ser. Você é linda, é inteligente e poderosa.
- Obrigada Ewerton. Você é incrivelmente lindo e
muito inteligente e poderoso.
- Nossos filhos serão incríveis. E será a primeira
junção de nossas famílias imortais. – Ele então sorriu.
- Pensando em casamento e filhos. – Indignou Pablo. –
Por favor, vocês acabaram de se beijar pela primeira vez, e nem sabe se
sobreviverão aos ataques de Toni.
E antes que
eles pudessem rebater as argumentações, a Oceânide se manifestou.
- Chegamos a um lugar que podemos parar para
descansar e fazer alguma alimentação. – Disse a Ninfa.
Estávamos num lugar com pedaços de terra que se
assemelhava a galhos de arvore, como várias penínsulas, paramos justo em uma, e
nessa havia muitas frutas e também agua. Mas foi mais proveitoso para a própria
ninfa, porque o restante de nós somos imortais e comemos mesmo somente por
prazer.
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