segunda-feira, 2 de maio de 2016

Capitulo 23 – Nicole Wicca

Nord, Reino da Irlanda

Estava terminando uma poção de restauração quando senti que algo grande estava chegando a Nord, e que envolvia minha pequena Isabella.
- Valentina. Por favor, algo terrível está para acontecer com Isabella, eu posso sentir. Peço-te a permissão para poder ver como ela está.
- Me estas pedindo para afastar do Coven? – Perguntou Valentina.
- São por poucos dias, só quero averiguar se está tudo bem com ela. Eu prometo voltar assim que necessário.
- Tudo bem, se é tão importante para ti. Apresse-se a ir-te, para que voltes rapidamente. – Disse a bruxa permitindo-me.
Então acelerei os passos e parti. Sem perceber que atrás, a “víbora” da diabolista Nafíra me escutou e me seguiu.
Tentei rastrear Isabella aqui na Irlanda, mas não consegui, comuniquei com outras bruxas, mas nenhuma a tinha visto por essas bandas.
Qual foi a ultima coisa que me disse Isabella, não consigo lembrar-me. Parece que ela queria andar com os outros divinos para fazer algo de bom para Nord. Mas podem estar em qualquer lugar.
Então fui para a Inglaterra, e mais uma vez não tive noticias nenhuma, a minha sorte que eu podia usar o teleporte, fazia mais rápida o meu retorno.
Bom, se não está por aqui, deve estar na Europa. Então peguei o barco e fui para a França. Foi aqui que descobri os rumores e a batalha épica das famílias imortais contra as famílias divinas. Com certeza Isabella esteve aqui.
Fui buscar seu paradeiro no castelo Delacour e havia uma agitação, todos preocupados com alguma coisa.
- Com licença. Sou Nicole Wicca, pertenço a um Coven na Irlanda e também sou de Família Divina.
- Pois não senhorita Nicole. – Disse Ardius Gambit, uma Besta Alada, o reconheci por ser um dos salvadores de Nord.
- Busco a uma amiga. Isabella Lavey Jyhad Wicca. Ela lutou aqui na batalha épica.
- Ah. Assim estão chamando a batalha. Que interessante. – Disse Ardius. – Sim, ela esteve aqui, mas já se foi. Houve uma série de problemas na Etiópia, na Rússia e na Alemanha, e muitos membros foram para tentar resolver. Um cataclismo foi lançado e nossas fortes suspeitas é com tal rapaz do Submundo, Toni Drew.
- Entendo. Muito obrigado pelas informações senhor Ardius. Mas será que poderia me ajudar com uma coisinha mais. Sabe exatamente para qual desses lugares foi minha amiga?
- Isso eu não saberia dizer-te. Terá que procurar sozinha. – Ele então parou, e logo apontou a uma direção. – Também poderá avisar a sua amiga para que não precise estar te seguindo.
E eis que olho e vejo Nafíra oculta atrás de um pilar do castelo.
- O que você está fazendo aqui? – Perguntei enfadada.
- Vim para te supervisionar. – Disse ela empinando o nariz.
- A Sumo-sacerdotisa confia muito em mim, não desconfiaria de minhas intenções. – Então respirei um pouco. – Mas já que você está aqui pode me ajudar a procurar Isabella.
Então nos separamos, eu fui para Rússia e Nafíra foi para Alemanha. Na Rússia eu encontrei Isabella e Rall.
- Que felicidades encontrar-te Nicole. – Ela então em abraçou. – Mas porque você está aqui.
- Eu senti que algo muito grave vai acontecer e vim busca-la para saber se está tudo bem.
- Está acontecendo algo sim amiga, um cataclismo e tem um portal que nos vai levar para algum lugar que precisamos ajudar. – Disse Isa.
- Se quiser venha conosco Nicole. – Disse Rall
Eu pensei um pouco.
- Mas eu não avisei a Sumo-sacerdotisa que poderia ir a ver-te, mas teria que retornar.
- Mas será rápido, e você é forte, é divina, poderá nos ajudar. É muito maior que o Coven. – Disse Isabella.
- Tem razão.
Então entramos no portal e saímos em um lugar totalmente novo, desconhecido.
- Pode sentir Nicole? – Perguntou Isabella.
- Posso sim. Estamos num mundo cheio de criaturas mágicas, posso sentir a energia pulsar. Mas em que lugar exatamente nós estamos. Não consigo sentir a presença de nenhum ser humano próximo.
Continuamos caminhando tentando entender porque um portal se abriria. Até que Isabella disse algo.
- Na luta algo muito estranho aconteceu.
- Acho que estamos tendo o mesmo pensamento Bella. – Disse Rall.
- O que vocês querem dizer? – Não estava conseguindo compreender.
- Tinha um rapaz que estava lutando ao lado dos Imortais, mas ele mesmo não era parte deles.
- Toni Drew, vindo do Submundo.
- E o que tem Toni Drew. Já ouvi falar dele. – Comecei a lembrar-me. – Ele era estudante de Torre Nebulosa. Não se dava bem com nenhum dos seus colegas. Eles diziam que Toni era uma pessoa má e que tinha o sonho de se tornar um super vilão.
- Então tudo isso deve ser parte do plano dele. – Disse Isa.
- Ou seja, ele quer conquistar os mundos. Ele deve ter aberto esse portal e deve ter trazido os outros que haviam sumido.
- Quem mais havia desaparecido? – Perguntou Isa.
- Yan e Daniele.
De repente ouvimos um barulho. E uma voz como de trovão, bem grave.
- Quem são vocês? – Perguntou a voz grave.
- Não somos inimigos, uma fenda nos trouxe aqui, somos de outro mundo. Não sabemos nem onde estamos. – Disse Bella.
Foi quando uma arvore começou a mover-se e a ter expressão.



- É um Ent! – Havia muito tempo que não via um, em Nord eles estavam quietos desde a batalha das fadas.
- Ent. – Disse Isa maravilhada. – Nunca havia visto um.
- Vocês parecem ser boas pessoas. Então responderei algumas perguntas. Vocês estão em Kharin, este mundo tem 1002 anos.
- Ah sim. Já ouvi falar. É o mundo que criou Raul Herrera e sua filha na batalha contra Vlannytic há muitos anos atrás. – Eu conhecia pelas histórias que lia no Coven.
- Mas aqui neste pedaço de terra que vocês estão não existe nada além de duas arvores velhas e tagarelas, alguns animais e uma porção de Ninfas. – Disse o Ent, sua fisionomia parecia de um pé de Salgueiro.
- Ninfas. Elas podem nos ajudar. – Disse Rall.
- Acredito que não. – Rebati a afirmativa. – As Ninfas daqui parecem ser as primitivas, as que originam e protegem os componentes deste mundo, não são como as guerreiras que conhecemos em Nord.
O Ent Salgueiro então chamou as Ninfas que estavam escondidas ali com a chegada de nós estrangeiros.
De um rio que passava ali por trás do Ent algo se foi materializando, primeiro liquido e logo assumiu a fisionomia de uma ninfa muito bela.
- Nunca vi uma ninfa tão linda. – Disse Rall abestado.



- É uma Potâmide – Disse o Ent. – É a mais velha daqui, sendo assim a deusa das ninfas, por isso tanta beleza. Ela já tem 902 anos.
- Potâmide é como se chama as Ninfas do Rio. – Aclarei para eles.
Depois surgiu outra ninfa. Era muito menos bonita que a anterior, mas ainda assim era muito bonita. E Isabella conseguia ser mais bonita que ela.
- Esta é uma Dríade. Ela surgiu das arvores, das florestas e se vestia como os carvalhos. – Disse o Ent.
- Essa é a ninfa das florestas. Segundo as lendas ela é nascida da arvore Carvalho.



Então apareceu Pegéia, uma ninfa que surgiu da nascente de onde nasceu o rio que conseguimos ver logo detrás do Ent, nós estávamos num lugar muito bonito.



Outra ninfa mais branquinha, quase invisível apareceu.
- Essa ninfa é levada. – Disse o Ent. – Porque ela apronta e volta no tempo para desfazer as coisas que faz.
- Aposto que ela é uma Hespéride? – estava confiante que era.
- Sim. A Ninfa do Horário, trás o dia e a noite. – Disse o Ent.



- Existem mais ninfas? – Perguntou Isabella.
- Sim. – Disse o Ent. – Não seja tímida Melíade.
Então surgiu uma ninfa. Essa segundo as mitologias dizem ser filha do deus Urano com a deusa Afrodite.



- Essa é ávida para as batalhas e guerra. Tem certo poder explosivo. – Disse o Ent.
Logo Isabella e Rall gostaram muito de conhecê-la.
- Estas são as que vivem perto de mim, mas ainda temos mais cinco ninfas que ficam do outro lado com outro Ent, um Amieiro.

Graças a linda recepção, decidimos acampar aqui com eles.

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