Nord,
Reino da Irlanda
Estava
terminando uma poção de restauração quando senti que algo grande estava
chegando a Nord, e que envolvia minha pequena Isabella.
-
Valentina. Por favor, algo terrível está para acontecer com Isabella, eu posso
sentir. Peço-te a permissão para poder ver como ela está.
-
Me estas pedindo para afastar do Coven? – Perguntou Valentina.
-
São por poucos dias, só quero averiguar se está tudo bem com ela. Eu prometo
voltar assim que necessário.
-
Tudo bem, se é tão importante para ti. Apresse-se a ir-te, para que voltes
rapidamente. – Disse a bruxa permitindo-me.
Então
acelerei os passos e parti. Sem perceber que atrás, a “víbora” da diabolista
Nafíra me escutou e me seguiu.
Tentei
rastrear Isabella aqui na Irlanda, mas não consegui, comuniquei com outras
bruxas, mas nenhuma a tinha visto por essas bandas.
Qual
foi a ultima coisa que me disse Isabella, não consigo lembrar-me. Parece que
ela queria andar com os outros divinos para fazer algo de bom para Nord. Mas podem
estar em qualquer lugar.
Então
fui para a Inglaterra, e mais uma vez não tive noticias nenhuma, a minha sorte
que eu podia usar o teleporte, fazia mais rápida o meu retorno.
Bom,
se não está por aqui, deve estar na Europa. Então peguei o barco e fui para a
França. Foi aqui que descobri os rumores e a batalha épica das famílias imortais
contra as famílias divinas. Com certeza Isabella esteve aqui.
Fui
buscar seu paradeiro no castelo Delacour e havia uma agitação, todos
preocupados com alguma coisa.
-
Com licença. Sou Nicole Wicca, pertenço a um Coven na Irlanda e também sou de
Família Divina.
-
Pois não senhorita Nicole. – Disse Ardius Gambit, uma Besta Alada, o reconheci
por ser um dos salvadores de Nord.
-
Busco a uma amiga. Isabella Lavey Jyhad Wicca. Ela lutou aqui na batalha épica.
-
Ah. Assim estão chamando a batalha. Que interessante. – Disse Ardius. – Sim,
ela esteve aqui, mas já se foi. Houve uma série de problemas na Etiópia, na
Rússia e na Alemanha, e muitos membros foram para tentar resolver. Um cataclismo
foi lançado e nossas fortes suspeitas é com tal rapaz do Submundo, Toni Drew.
-
Entendo. Muito obrigado pelas informações senhor Ardius. Mas será que poderia
me ajudar com uma coisinha mais. Sabe exatamente para qual desses lugares foi
minha amiga?
-
Isso eu não saberia dizer-te. Terá que procurar sozinha. – Ele então parou, e
logo apontou a uma direção. – Também poderá avisar a sua amiga para que não
precise estar te seguindo.
E
eis que olho e vejo Nafíra oculta atrás de um pilar do castelo.
-
O que você está fazendo aqui? – Perguntei enfadada.
-
Vim para te supervisionar. – Disse ela empinando o nariz.
-
A Sumo-sacerdotisa confia muito em mim, não desconfiaria de minhas intenções. –
Então respirei um pouco. – Mas já que você está aqui pode me ajudar a procurar
Isabella.
Então
nos separamos, eu fui para Rússia e Nafíra foi para Alemanha. Na Rússia eu
encontrei Isabella e Rall.
-
Que felicidades encontrar-te Nicole. – Ela então em abraçou. – Mas porque você
está aqui.
-
Eu senti que algo muito grave vai acontecer e vim busca-la para saber se está
tudo bem.
-
Está acontecendo algo sim amiga, um cataclismo e tem um portal que nos vai
levar para algum lugar que precisamos ajudar. – Disse Isa.
-
Se quiser venha conosco Nicole. – Disse Rall
Eu
pensei um pouco.
-
Mas eu não avisei a Sumo-sacerdotisa que poderia ir a ver-te, mas teria que
retornar.
-
Mas será rápido, e você é forte, é divina, poderá nos ajudar. É muito maior que
o Coven. – Disse Isabella.
-
Tem razão.
Então
entramos no portal e saímos em um lugar totalmente novo, desconhecido.
-
Pode sentir Nicole? – Perguntou Isabella.
-
Posso sim. Estamos num mundo cheio de criaturas mágicas, posso sentir a energia
pulsar. Mas em que lugar exatamente nós estamos. Não consigo sentir a presença
de nenhum ser humano próximo.
Continuamos
caminhando tentando entender porque um portal se abriria. Até que Isabella
disse algo.
-
Na luta algo muito estranho aconteceu.
-
Acho que estamos tendo o mesmo pensamento Bella. – Disse Rall.
-
O que vocês querem dizer? – Não estava conseguindo compreender.
-
Tinha um rapaz que estava lutando ao lado dos Imortais, mas ele mesmo não era
parte deles.
-
Toni Drew, vindo do Submundo.
-
E o que tem Toni Drew. Já ouvi falar dele. – Comecei a lembrar-me. – Ele era
estudante de Torre Nebulosa. Não se dava bem com nenhum dos seus colegas. Eles diziam
que Toni era uma pessoa má e que tinha o sonho de se tornar um super vilão.
-
Então tudo isso deve ser parte do plano dele. – Disse Isa.
-
Ou seja, ele quer conquistar os mundos. Ele deve ter aberto esse portal e deve
ter trazido os outros que haviam sumido.
-
Quem mais havia desaparecido? – Perguntou Isa.
-
Yan e Daniele.
De
repente ouvimos um barulho. E uma voz como de trovão, bem grave.
-
Quem são vocês? – Perguntou a voz grave.
-
Não somos inimigos, uma fenda nos trouxe aqui, somos de outro mundo. Não sabemos
nem onde estamos. – Disse Bella.
Foi
quando uma arvore começou a mover-se e a ter expressão.
-
É um Ent! – Havia muito tempo que não via um, em Nord eles estavam quietos
desde a batalha das fadas.
-
Ent. – Disse Isa maravilhada. – Nunca havia visto um.
-
Vocês parecem ser boas pessoas. Então responderei algumas perguntas. Vocês estão
em Kharin, este mundo tem 1002 anos.
-
Ah sim. Já ouvi falar. É o mundo que criou Raul Herrera e sua filha na batalha
contra Vlannytic há muitos anos atrás. – Eu conhecia pelas histórias que lia no
Coven.
-
Mas aqui neste pedaço de terra que vocês estão não existe nada além de duas
arvores velhas e tagarelas, alguns animais e uma porção de Ninfas. – Disse o
Ent, sua fisionomia parecia de um pé de Salgueiro.
-
Ninfas. Elas podem nos ajudar. – Disse Rall.
-
Acredito que não. – Rebati a afirmativa. – As Ninfas daqui parecem ser as
primitivas, as que originam e protegem os componentes deste mundo, não são como
as guerreiras que conhecemos em Nord.
O
Ent Salgueiro então chamou as Ninfas que estavam escondidas ali com a chegada
de nós estrangeiros.
De
um rio que passava ali por trás do Ent algo se foi materializando, primeiro
liquido e logo assumiu a fisionomia de uma ninfa muito bela.
-
Nunca vi uma ninfa tão linda. – Disse Rall abestado.
-
É uma Potâmide – Disse o Ent. – É a mais velha daqui, sendo assim a deusa das
ninfas, por isso tanta beleza. Ela já tem 902 anos.
-
Potâmide é como se chama as Ninfas do Rio. – Aclarei para eles.
Depois
surgiu outra ninfa. Era muito menos bonita que a anterior, mas ainda assim era
muito bonita. E Isabella conseguia ser mais bonita que ela.
-
Esta é uma Dríade. Ela surgiu das arvores, das florestas e se vestia como os
carvalhos. – Disse o Ent.
-
Essa é a ninfa das florestas. Segundo as lendas ela é nascida da arvore
Carvalho.
Então
apareceu Pegéia, uma ninfa que surgiu da nascente de onde nasceu o rio que
conseguimos ver logo detrás do Ent, nós estávamos num lugar muito bonito.
Outra
ninfa mais branquinha, quase invisível apareceu.
-
Essa ninfa é levada. – Disse o Ent. – Porque ela apronta e volta no tempo para
desfazer as coisas que faz.
-
Aposto que ela é uma Hespéride? – estava confiante que era.
-
Sim. A Ninfa do Horário, trás o dia e a noite. – Disse o Ent.
-
Existem mais ninfas? – Perguntou Isabella.
-
Sim. – Disse o Ent. – Não seja tímida Melíade.
Então
surgiu uma ninfa. Essa segundo as mitologias dizem ser filha do deus Urano com
a deusa Afrodite.
-
Essa é ávida para as batalhas e guerra. Tem certo poder explosivo. – Disse o
Ent.
Logo
Isabella e Rall gostaram muito de conhecê-la.
-
Estas são as que vivem perto de mim, mas ainda temos mais cinco ninfas que
ficam do outro lado com outro Ent, um Amieiro.
Graças
a linda recepção, decidimos acampar aqui com eles.






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