terça-feira, 3 de novembro de 2015

Capitulo 4 - Jean Carllo

Kharin - Humanun Terrae, Reino de Urak, Ano 1000.


No continente florestal de Humanun Terrae, existe uma comunidade real, onde vivem um rei e uma rainha, o qual promovem competições aonde se demonstram, velocidade, força e habilidade. Neste espaço estão convidados todos os moradores do reino, uma vez que a animosidade entre os reinos vizinhos ainda não foi consolidada.

O Reino de Urak possui uma vegetação mais tipica de floresta temperada, grande densidade e arvores mais abertas, de raízes profundas e que perdem suas folhas com a chegada do inverno. O clima é subtropical, com as estações bem definidas.

Surgiu com um casal de seres humanos no ano 300 desenvolvidos pelo advento da evolução, foram o segundo casal a surgir em Kharin.

A competição já iniciado a dois dias, dos quais dois rapazes haviam sido destacados, um era Jean Carllo, um competidor que no planeta terra o chamariam de esgrima, em Kharin, é Aresped (arte com espadas delgadas).


Seu pai foi um grande lutador, e sua mãe foi uma das poucas magas a ser despertadas em Kharin, ele cresceu a exemplo de seu pai, o qual carregava uma espada de duas mãos, como percebeu que dessa maneira não permitia ter uma mão livre, optou pelo Florete.


Como Kharin é um mundo novo, a maldade ainda não havia invadido, ou despertado por completo, um planeta sob o comando das famílias que surgiram de Esperanza, a primeira usuária de Ahada Kadabra deste mundo, imortal e genitora das famílias que primeiro popularam o tal e que igual governam através do continente de Summi. Assim que as batalhas e demonstrações de poder, são mais que nada manifestações da arte.

Jean ao contrário do que previu sua mãe, não despertou a magia, foi então que se maravilhou pela arte do pai, que mesmo sem magia, dançava com sua espada de duas mãos, com movimentos precisos e flutuantes que o demonstrava no jardim quando o treinava. A um principio Jean utilizava a espada, mas não podia conectar-se. Foi a véspera de seu aniversário que seu pai ao observar sua técnica o presenteou com um florete, a alegria de haver recebido este regalo era nítido em seu rosto que esbanjava um grande sorriso, e logo pousou a mão por detrás das costas e seu pai sentiu ai a conexão que seria de por vida.

O espaço aonde ocupavam em Urak, próximo ao castelo real, era onde poderíamos chamar de um clube de diversão para o reino, em estilo coliseu, o arredondamento permite uma visão mais ampla e que todos possam estar sem reclamos, o que poderia ser petição para tal, seria a distancia do primeiro anel até o quinto e ultimo onde não se define bem quem é quem na arena baixo, mas tudo isso é pagável, então dependerá do poder aquisitivo de quem busca maior comodidade e proximidade.

O Rei e seus ministros estão localizados alguns graus superior ao campo e de frente a toda batalha, é uma maneira de demonstrar respeito e coragem, e também lhe permite uma visão privilegiada.

Ao anunciar o seu rival, Garot, Jean se lembrou de momentos em que ele não parecia ser o mesmo. Garot é alto, branco, e possui o corpo largo, o deixando com uma consistência quadrada. O nariz e a cabeça ancha. Em alguns momentos o grotesco rapaz se transformava em um perigoso e intelectual homem, falava consigo mesmo e ria nos cantos das ruelas do reino. Os outros rapazes mantinham distancia de Garot, o achavam um pouco desequilibrado, mas nunca questionaram sua força. Não é tão hábil para o Aresped, contudo possuiu uma brutalidade que num acerto pode ser fatal. Em contra de Jean, este utiliza um sabre para a batalha.


Em posições, ambos se cumprimentaram, e ao redor a população do reino se mantinham irriquieta, apreensivas. Enquanto, próximo a eles e de frente, se posicionavam os reis de Urak e seus ministros.

Apresentaram suas armas e começou.

Jean com certeza tinha mais presença e técnicas de impressionar, já Garot se preocupava em acerta-lo para enfim terminar. Mas Carllo era astuto, e com sua velocidade e destreza era capaz de causar pequenos cortes no brutamonte.

Quando Garot investia a seu contra, Jean desviava habilmente como se o vento fosse capaz de guiar-lo, e de contra a investida, este ultimo o lacerava de a pouco.

- Não acredito que tive medo de ti todos estes anos meu caro. É o máximo que pode dar de si mesmo? - Lhe provocava Jean.

Dominado, Jean aproveitava de seu rival cativo, e fazia a burla de seu oponente que começou a sangrar em vários pontos. O florete flexível dançava pelo corpo alargado de Garot. Até que houve um momento, em que a pessoa dele foi sendo substituída.

Ao observa-lo, apresentava um sorriso tenaz e diabólico. Que logo foi seguido de uma gargalhada.


- Tolo humanoide. - Mostrar-lhe-ei meu potencial.

Garot colocou o sabre de ponta ao chão, levantou-se e passou a mão sobre alguns ferimentos que foram curados espontaneamente. Jean olhou perplexo e começou a se dar conta de que havia subestimado o adversário. Coisa que seu pai sempre o havia ensinado a não fazer.

Este veio com tudo pra cima de seu oponente, sua destreza e velocidade haviam aumentado, associado  força descomunal de Garot, Jean foi obrigado a abrir mão de presença e impressão para poder esquivar-se ou tratar de receber danos mínimos. Mas a sobrecarga dos deferidos golpes estava cansando-o.

Numa tentativa fugas de intercepta-lo, Garot viu uma oportunidade de o acertar no peito e deferiu o golpe. Contudo Jean viu uma oportunidade se houvesse mais velocidade de receber o golpe próximo ao coração e então atravessar os olhos de Garot e o vencer.

Quando Garot o fez, e o sabre começou a separar sua carne, Jean compreendeu que não seria tão veloz, então uma herança familiar pode ser ativada, ele conseguiu voltar dez segundos no tempo, refez sua jogada baseada nas próximas ações que já conhecia de Garot, e conseguiu receber o golpe quase certeiro perto do coração, neste momento ele ajoelhou e então isto foi suficiente para que ele clavasse seu instrumento por dentro do olho de seu inimigo. Garot uivava de dor, segurou o florete em seus olhos, e o sangue de tal orifício mesclava ao sangue que agora provinha de seus dedos e mãos. A presença lhe foi retirada, Jean, conseguiu apoiar-se no próprio joelho e levantar, então segurou seu florete e puxou para perto de si, o sangue nos olhos de Garot saíram em jatos, e a passagem da arma fez um grande estrago ao passar por entre os dedos. Este então sucumbiu.


De seu nariz saia um pouco de sangue e seu corpo estava cozido em dor, talvez pelo esforço de voltar no tempo, algo que não fazia desde sua infância, quando sua mãe o ensinou das consequências de tal ação.

Aplaudido pela sua performance, Jean estava em extasie pela vitória, e por saber que a qualquer momento poderia ser chamado para fazer parte da guarda real de Urak, algo próximo ao que seu pai significava para o reino.

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