sábado, 14 de novembro de 2015

Capitulo 9 – Rompendo Dimensões

Mundo Andaluz

Eu parti para a direção oeste que mais me deixaria perto da comunidade mágica das fadas, o lugar secreto protegido pelo protetorado. Como vocês sabem, eu me chamo Claus, e sou um Andaluz.

Eu estava em uma parte que recém havíamos dominado os territórios dos Andaluzes de Planta, bem próximo ao protetorado protegido por um Cavaleiro Divino e um Homem de Cristal. Quando desci deparei com um ser de constituição diferente a nossa, se notava pela sua cor parda amarelenta, possuía muitas similitudes, como mesmo numero de membros, mas eu sabia que ele não era um Andaluz. E do meu reino para baixo ele já havia dominado uma grande parte.

Quando me aproximei ele não se espantou com a minha aparência, mas tampouco parecia amigável. Suas mãos se transformaram em rochas e eu fui obrigado a incendiar-me. E convoquei meus seis elementais. O rapaz num movimento apontou as mãos e esticou os dedos na minha direção e foram disparados dardos de pedras, meus elementais entraram na frente e aonde os dardos fixavam não havia chamas. Então aprendi que seu elemento anula o meu.

Precisava ser mais esperto, eu estava em maior número, podia vencer. Então separei os elementais para cerca-lo. Somos sete e ele só tem duas mãos. Então pouco a pouco fomos realizando ataques simultâneos com bolas de fogo, ele era muito inferior na velocidade e aos poucos sua vantagem elemental foi se tornando nula, quando partes do seu corpo começaram a queimar, e ele não tinha energia suficiente para transformar todo seu corpo em rocha. Realizando os ataques também fomo-nos aproximando e o cercando cada vez mais, comecei a imaginar toda a área dominada dele, e como seria gratificante se ela pertencesse a mim. Quando enfim ele já não podia mais lutar, e já o havíamos cercado, faltaria somente o ultimo golpe.

- Eu não posso morrer! – Ele exclamou esbravejando.

Não fiz questão de respondê-lo, então nós sete demos as mãos e conjuramos um enorme circulo de fogo, que nos mesmo instante pareceu incinerar tudo, o cheiro das roupas e de sua carne queimando. Havíamos conquistado seus domínios.



E a criatura estava desmaiada e nua na nossa frente, e sua pele, suas vísceras e carne estavam regenerando. Eu não podia acreditar no que estava vendo, nunca havia acontecido coisas assim em Andaluz. No final de sua restauração, ele estava desmaiado, mas inteiro. Então absorvi os elementais e tratei de leva-lo para meu reino.

Ele dormiu por trinta e seis horas. Eu ainda não podia acreditar que ele estava vivo. Ele dormiu no meu quarto, e eu estava em guarda para quando ele acordasse, para dar-me explicações.

Passado as horas que o relatei finalmente começou a abrir os olhos, logo invoquei meus elementais e mantive o cerco. Ele parecia sedento, então um dos elementais o trouxe agua. Ainda parecia confuso quanto ao tempo e o espaço, mas em questão de minutos ele foi lembrando-se do que aconteceu.

- Onde estou? – Perguntou sem demonstrar alguma preocupação. Ele tinha um sotaque diferente, mas sabia falar minha língua.

- Você está em meu reino, sou o Rei Claus – o Conquistador. Tivemos uma batalha onde eu o venci, o incinerei, mas você sobreviveu. – Eu não pude disfarçar minha cara de espanto ao externalizar essas palavras. – Como você fez isso? Se eu tivesse essa capacidade seria invencível e imortal.

Ele sorriu. Via-se incrivelmente confortável. Talvez sabendo que não pode morrer, o deixasse mais seguro, mais confiante.

- É uma habilidade nata. Como percebeste, eu não sou do mesmo mundo que você. Há um ano meu mundo colapsou-se com o seu, foi quando conheci os Andaluzes, um animal, uma planta e um de trevas, batalhei contra eles pelo território em seu mundo, o que claramente agora pertence ao meu. Eu estava subindo para o reino das fadas que fugiram de outro mundo ao qual eu pertencia, e deparei com o protetorado, um Cavaleiro Divino não me permitiu prosseguir, e fiquei sem respostas.

Eu estava perplexo novamente, nunca havia acreditado nas histórias do meu avô sobre as dimensões. E agora eu estava presenciando seres dessas dimensões, e não imaginava que eles fossem diferentes de nós. Quando eu escutava as histórias, imaginava seres fantásticos, alados, ou parecidos com as fadas que criaram nosso mundo.

- E porque as fadas criaram Andaluz? – foi à primeira pergunta que me ocorreu. A origem do mundo.

Ele respirou profundo, tomou mais um gole de água, e sentou na cabeceira da cama.

- Um mundo distante chamado Nord foi gravemente atacado pelas fadas, elas queriam destruí-lo, elas também foram as que o construíram, mas pela decepção das invasões que haviam ocorrido, elas tentaram destruir. Mas foram paradas por diversos heróis. Quando se deram conta da barbaridade que estavam fazendo, elas abandonaram a guerra e criaram três mundos para poder enganar os deuses, e então nós invasores caímos nos primeiros dois mundos, e no terceiro que é o de vocês ficou intacto pela invasão, então criaram vocês, os Andaluzes. Mas infelizmente para elas, os mundos se colapsaram pelo grande deslocamento de energia, e todos se tornaram um só.

Agora foi meu turno de respirar profundamente. Era muita informação. Eu estava detendo um conhecimento que ninguém em Andaluz possuía. E a minha curiosidade só aumentava. Eu tinha muitas perguntas para fazer.

- E como aprendeu a nossa língua? Qual o nome da sua raça? Aliás, qual é o seu nome?

Ele riu novamente, e eu já estava acostumando a aquele sorriso.

- Para começar, me chamo Minos Sclaterkini. Sou de Familia Imortal do Mundo Nord e fui mandado para colonizar um dos mundos. Com o advento da colonização eu conheci os Andaluzes há um ano e com eles comecei a praticar e então aprendi suas línguas. Eu sou de raça Humana. Como vocês tem traços parecidos com os nossos então os chamados de Humanoides.

Decidi que não poderia ponha-lo cativo em meu reino, queria cultivar a amizade, ter alguém imortal como ele como aliado aumentaria meu prestigio entre meu povo e entre os outros que são submissos ao Império.

- Eu gostaria de conhecer seu reino, Minos. – falei tentando parecer amigável.

Minos então levantou, agora parecia inteiramente recuperado e disposto. Mais uma vez explanou seu sorriso e disse:

- Com certeza. Você irá surpreender-se com meu reino, de todos que eu conheci; nenhum, nem mesmo o seu se assemelha ao que eu construí.

- Então vamos ver. – Disse expressando minha animosidade.


Então organizei minhas coisas novamente e sai do reino com meu mais novo amigo, o Humano, Minos Sclaterkini.

Nenhum comentário:

Postar um comentário