Oi,
me chamo Eduardo, mas todos meus amigos me chamam de Edu. Tenho quinze anos e
moro numa cidade chamada Nobres, no interior do Mato Grosso – Brasil.
Um
dia caminhando no colégio percebi que atrás de uma arvore estava uma garota com
roupas diferentes das nossas, algo meio medieval. Corri até onde estava
perguntando se precisava de ajuda.
-
Oi. – Disse ela.
-
Oi. – Respondi pensando que ela talvez foi meio louca. – O que faz por aqui?
-
Você é o Eduardo? – Perguntou ela sorrindo. – Sim, é você. – Ela confirmou ao
mesmo tempo que uma luz verde piscava de uma pedra que parecia uma esmeralda.
-
Ei! – Exclamei embasbacado. – Como você sabe quem sou eu? E que coisa é essa? –
Apontei para a pedra.
-
Nossa. – Disse ela em meio a seus pensamentos. – Perdão por não me apresentar.
Sou Michele, vim de outro planeta. – Então a olhei percebendo que ela podia de
verdade ser louca. – Vim te buscar, no meu mundo foi feito uma profecia de que
algo muito ruim aconteceria ao Reino de Garion, e você seria a chave para
impedir.
Decidi
entrar na história fantástica dela.
-
E por que eu? – Perguntei com certo sarcasmo.
-
Porque você pertencia ao meu mundo, e todos os nascidos no mesmo ano tem a função
de impedir que esse mal cause nossa destruição.
-
Mas se eu sou do seu mundo, porque vim parar aqui? – Perguntei curioso.
-
Um antigo bruxo sabia que precisaríamos de todos os nascidos para impedir esse
mal no futuro, e tratou de envia-lo assim que você nasceu. E os estudiosos do
meu Reino passaram quinze anos até conseguirmos localizar você.
Eu
tive que rir, me parecia muito fantasioso. Eu sabia que era adotado, mas toda
essa história era muito indecente.
-
Precisa vir conosco. – Disse ela e só então eu percebi que ela tinha com ela um
coelho branco.
-
Mesmo que eu aceite ir com você. E meus pais?
-
Não se preocupe, seus pais estão sendo convencidos neste exato momento.
-
O que?! – E então corri para casa e ela correu atrás de mim junto com o coelho.
Assim
que cheguei em casa meus pais estavam preparando minha mala.
-
Mãe! Pai! – Olhei incrédulo para eles. – Vocês acreditaram nessa história
absurda.
Meus
pais então olharam para um senhor um pouco mais velho que eles.
-
É a verdade meu filho.
E
foi assim que eu conheci Garion, um reino pequeno num planeta chamado Nord, no
planeta Terra, ele seria equivalente ao país Bielorrússia. Já
estou a duas semanas aqui, num treinamento para ser um guerreiro, o exército
conta com quinhentos guerreiros, e eu vejo Michele frequentemente.
-
Bom Eduardo. – Disse ela quando a vi no fim da tarde.
-
Oi Michele.
-
Sente falta da Terra?
-
Às vezes sim, mas gosto de estar aqui. – Conclui. – Tenho uma dúvida.
-
Pode perguntar. – Disse ela toda atenciosa.
-
Só nós dois nascemos naquele mesmo ano?
Ela
então sorriu
-
Não. – Estou tentando localizar o restante. E é por isso que vim te ver agora
no fim da tarde, quero me acompanhe.
-
Onde iremos?
-
Atrás da outra pessoa que nasceu no nosso ano.
-
Ok. Vou contigo e com seu coelho. – Sorri.
-
Ah. – Disse ela como que se lembrasse de algo. – Eu sou muito esquecida. –
Gargalhou. – Esse é meu coelho Nay. – Ela então o sustentou nos braços. – Ele
por enquanto não pode batalhar, mas logo crescerá.
Então
caminhamos por algum tempo. Como o Reino é pequeno, tudo parece ser bem perto,
aliás, se parece muito a cidade que eu vivi na Terra.
Estávamos
nos aproximando de um templo e logo vimos uma garota fora do templo em oração.
-
Parece ter a nossa idade. – Disse Michele.
-
Sim, quinze anos.
-
Clarisse? – Perguntou Michele.
Ela
então levantou da oração
-
E quem são vocês? – Ela possuiu uma roupa nobre com símbolos religiosos, um
brinco de Anka na orelha.
-
Sou Edu e essa Michele. – Tratei de apresentar-nos. – Você deve saber do mal
que está querendo chegar a este reino.
Ela
então sorriu
-
Eu esperava a visita de vocês.
-
Esperava? – Se questionou Michele.
-
Pela profecia, eu nasci no ano certo. Então era questão de tempo vocês
aparecerem.
-
Você é uma Cavaleira Divina? – Perguntou Michele.
-
Cavaleira Divina? – Fiz a pergunta.
-
Sim. – Disse Clarisse. – Sou uma guerreira divina.
-
Eu soube que há vários deuses. De qual especificamente?
-
De Niado – Disse um rapaz que saia do templo. – De que planeta é você. – Disse
em tom de deboche.
-
Ele não viveu aqui. – Disse Michele. – Ele veio da Terra Carig Lake. – Logo
virou-se para mim. – Este é filho do deus Niado, dos oceanos. Ele também nasceu
no mesmo ano que nós.
-
Então já somos 4. – Disse Carig.
-
Exatamente. – Disse Michele. – Faltam 2. – Concluiu.
-
Acho que sua esmeralda pode ajudar. – Disse Carig debochando.
-
Claro. – Disse ela. – Eu sou muito esquecida.
Carig
fez um poço de agua e pediu que Michele colocasse a pedra ali dentro. Logo a
pedra começou a emitir suas luzes e conseguimos ver a localização. Mas eles não
tinham os rostos muito contentes.
-
O que houve? – Perguntei sem entender.
-
É que o nosso próximo alvo é da família imortal.
-
O que quer dizer? – Perguntei ainda com mais dúvidas.
-
Eles fizeram história em Nord, salvando a muitos, mas hoje em dia, ainda mais
depois que salvaram Kharin das mãos de Toni Drew, se acham mais poderosos que
os próprios deuses.
-
Entendi. – Abaixei a cabeça.
Nenhum comentário:
Postar um comentário