-
É um longo caminho até o castelo Maia. – Disse Jakel.
-
Será que Lux nos poupou? – Perguntei afoito.
-
Para ele não representamos grande perigo. – Disse Lívia. – Nos poupou por
agora. – Era nítido a face de revoltada que ela estava.
-
E sobre você Jakel. – Falou Michele. – Muito pouco sabemos sobre você.
Ela
então se posicionou ao meio. Nosso transporte estava a todo vapor para o
castelo na Etiópia.
-
Como eu vos havia dito. – Começou ela. – Me chamo Jakel Adhji, sou a irmã mais
nova de Yan. Estabelecemos nosso reino em Israel.
-
Quantos anos você tem? – Perguntei tentando não ser indelicado.
-
Somente treze anos. – Sorriu.
Lívia
então se pronunciou.
-
O pouco que eu sei de Yan foi que ele tinha se juntado com Judá e batalharam ao
lado de Toni Drew contra todos os mundos a alguns anos atrás. – Ela então nos
fitou. – Não sei se você é confiável.
Ela
suspirou cabisbaixa.
-
Eu te entendo. Mas no último momento Judá e meu irmão caíram em si e se
voltaram contra Toni Drew. Os Ahada de Kharin tiveram grande participação na
vitória, mas sabemos o quanto um Adhji pode ser poderoso.
-
Foi o que eu ouvi falar. – Disse Clarisse. A que menos fala. – Sei também que
Israel é protegido por quatro anjos para que não possam ser dominados.
-
Existe muita especulação sobre nosso reino. – Disse Jakel. – Afinal, surgimos a
pouco tempo.
-
Mas se a missão de estabelecer o reino de Kadhji em Nord era de
responsabilidade de Judá. – Indagou Clarisse. – Como surgiram você e o Yan?
-
Somos seres humanos feitos a partir do poder da criação. Viemos para auxiliar
Judá. Na verdade Yan veio para estabelecer paz e acordo entre os outros seres
divinos, mas logo ele foi tomado por outras obrigações em Nord, e veio Toni
Drew, sua missão acabou por mudar. Judá então veio junto com as outras tribos
para lograr a missão original, mas quando Kadhji percebeu que Judá estava se
tornando um fanático, eu fui criada para estreitar nossos laços e fazer com que
todos entendam.
-
Então só existem três Adhjis em toda Nord? – Perguntou Aysha, provavelmente
para comunicar a CIAI.
-
Sim, os três protetores de Israel. – Sorriu.
-
Seja bem-vinda ao grupo. – Disse Michele.
Um
tempo depois Lívia procurou por Carig.
-
Algum problema Lívia? – Perguntou o semideus.
-
Nosso cosmo divino não é o mais poderoso dos cosmos?
-
Se supõe que sim. – Ele respondeu sem dar muita atenção. – Mas por que a
pergunta?
-
Nossos cosmos não foram pálios para deter o cosmo negro na batalha contra Lux.
Clarisse
escutando a conversa se aproximou.
-
Não foram capazes porque a força de vontade, a inteligência e o poder de fé de
Lux era muito superior ao de vocês.
-
O que quer dizer? – Perguntou Lívia.
-
O que determina o poder de um cosmo são seus poderes de fé e sua força de
vontade. Conheço Cavaleiros de Prata que utilizam o cosmo comum de um cavaleiro
que ultrapassa o cosmo divino de vocês.
-
Insolente. – Resmungou Lívia.
-
Só estou sendo sincera. – Rebateu Clarisse. – Vocês não são tão poderosos como
vocês pensam. – E então saiu para que eles refletissem.
Um
brilho no céu mais uma vez foi visto.
-
Henrique? – Perguntei temendo um novo confronto.
Michele
sorriu.
-
Tranquilo Edu. – Me confortou. – Temos que ir a Mortai, é a nossa batalha na
Floresta de Dromedários.
E
assim eu e Michele mais uma vez fomos teleportados para arena de jogos de
Junnyor Lenda. E uma vez mais defender os pontos, acumular para que não nos
ultrapasse.
A
grandiosa floresta de dromedários, cheio desses belíssimos animais. A diferença
dessa arena é que não existiam pendencias para um atributo especifico, estávamos
plenos e nossa totalidade.
-
Como perceberam, a energia em Dromedários é neutra. – Disse o anfitrião. – A batalha
aqui valem 300 pontos. Que comecem os jogos.
Dessa
vez a final foi entre mim e Alyson novamente, ele assim como eu é um cavaleiro.
Mas foi uma batalha mais tranquila que a primeira vez. Não querendo me achar
mais do que eu realmente sou, mas meu tempo aqui com esses seres me ensinaram
muita coisa, eu não consigo ver meus competidores da Arena como adversários a
altura. Alyson era forte, mas sua resistência é fraca, e ao acertá-lo ele cai,
com um chute em seu peito o lancei por terra, todos ficaram espantados, alguns
na arena gritavam meu nome como favorito para a competição, e outros acharam
que eu exagerei no ataque.
Para
Michele que a situação não estava tão bem. Sua adversária como todos já previa
seria Gaby por ser uma bruxa nata assim como ela, usuárias de varinha. Independente
do começo da batalha sempre terminava em três pessoas, Michele, Gaby e Jeeh,
culminando com a final entre Michele e Gaby, até agora nossa amiga saiu
vencendo. Mas essa nova batalha parecia ser diferente.
Michele
se muniu de partes animais e Gaby se cobriu de plantas com espinhos e venenos.
-
Passei a estudar uma maneira de te vencer Michele. – Disse Gaby.
-
Espero que seja eficaz.
-
Você não tocará em mim. – Disse Gaby – Cortina de veneno.
As
plantas passaram a liberar um veneno no ar, obrigando Michele a recuar. Gaby
calculou a batalha achando que Michele teria que tocá-la para vencer.
-
Ingênua. – Disse Michele. – Pássaro de Fogo!
Um
elemental saiu do seu peito, todo feito de fogo que atravessou a cortina e
chocou contra o corpo de Gaby. Michele então trancou a respiração e correu em
volta de sua adversaria liberando ar magico para que as chamas se propagassem
ainda mais. Quando viu que Gaby seria derrotada, Michele cancelou a magia e
atirou um globo de luz que a arremessou contra as arvores da floresta.
-
Não dessa vez. – Sorriu Michele.
E
todos a aclamaram, por um momento achamos que ela seria derrotada, mas Gaby
assim como Alyson possuem pouca resistência. Assim que se derem conta disso,
serão adversários a altura.
Logo
nos teleportamos novamente para o transporte.
-
Daqui a pouco aportaremos na Somália. – Disse Carig.
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