Nos
despedimos dos Sodji e seguimos no transporte de Carig. Pensamos que Lívia
faria seu próprio, mas ela parecia estar triste por ter que abandonar sua
família. Enquanto ao restante de nós, temos é medo do que estar por vir. Foi então
que notei algumas características na nova integrante e logo me aproximei.
-
Desculpe Aysha. – Disse um pouco tímido. – A verdade é que eu sou novo neste
mundo, a magia no meu planeta é muito restrita a algumas pessoas, nossa magia
foi a tempos reprimida, e sobrevivemos de ciência e tecnologia, por isso tenho
muitas dúvidas.
Ela
então sorriu. Tinha uma expressão intrigante, e pude notar parte da sua pele,
se comportava como escamas de cobra, mas mantinha a coloração da pele como ser
humana, ainda que um pouco acinzentada. No alto do seu ombro esquerdo se
permitia desdobrar e algo como um canhão se manifestava.
-
Está intrigado com o que eu sou? – Perguntou adivinhando meus pensamentos.
-
Me desculpa, é que eu não havia visto um ser assim como você, conheço diversos
seres desde que vim a Garion-Nord, mas como você é a primeira vez.
Ela
me fitou novamente.
-
Você deve ser da Terra. – Afirmou ela. – Eduardo Ziin.
-
Como você sabe meu sobrenome? – Perguntei atônito.
Ela
sorriu novamente.
-
Antes de me manifestar eu investiguei todos vocês. – Ela deu uma pausa para eu
processar tudo. – Mas te explicarei Edu. Eu sou uma Sarpain, um ser aquático metade
serpente metade humana. Contudo quando fui recrutada para a CIAI eles vasculham
antigos genes no meu organismo, e me deparei com ancestrais humanos e de um Ack,
que é um ser humanoide de prata do mundo do Caos. E eles fazem com que as raças
se mesclem e surja um novo ser. Assim sou eu, por isso a estranheza, sou três em
um. – E sorriu novamente.
Logo
escutei a melodiosa voz de Michele.
-
Edu. Temos que teleportar, temos uma outra batalha contra os mesmos, mas agora
no Canto das Sereias, igual valendo trezentos pontos.
Dessa
vez as batalhas foram feitas em rochas sobre o mar, e senti que nossos
atributos haviam sido diminuídos. Sem falar nas belas sereias e tritões que nos
obrigavam a fazer testes de resistência para não sermos seduzidos por eles. Mas
no final deu tudo certo e retornamos a viagem.
-
Clarisse. – Chamou Carig. Você precisará lutar mais. – Disse assim afrontando.
-
O que você quer dizer? – Disse ela ficando brava.
-
Você não pode agir só em defesa, não vai crescer para poder nos ajudar.
-
Está dizendo que eu não contribuo para o grupo? – Perguntou ativando seu cosmo.
-
Não me entenda mal. – Disse Carig analisando bem suas próximas palavras. – Só estou
preocupado contigo. Aposto que o pet da Michele te dá uma surra.
Ela
inflamou o cosmo, algo que eu ainda não tinha visto e duplicou seu poder, mas
se via um pouco mais sem vitalidade. E o atacou. Como ele estava concentrando
sua magia no transporte foi atingido em cheio e cuspiu sangue.
-
Você se preocupa demais com a vida dos outros Carig. Você possui um poder incrível,
mas sua resistência é insignificante, com a agilidade podre que você tem, eu
poderia desviar de todos seus poderosos ataques, e na primeira oportunidade de
colocaria no chão. Não pense que proteger vocês, não seja uma forma de
treinamento, eu aprendo muito sobre todo o campo de batalha, e se não fosse por
minha proteção, você já teria sido capturado por qualquer bandidinho que
invadisse o templo de Niado.
Então
levantou-se e foi mais para o fundo. Lívia simplesmente sorriu. Notei que desde
a batalha que fora interrompida entre os dois, ela não perde por esperar uma
oportunidade de voltar a enfrenta-lo e logo mostrar seu poder.
-
Não liga para ele Clarisse. – Disse Michele tentando apaziguar.
-
Não se preocupe Michele. – Disse ela friamente. – Eu não ligo.
Embaixo
do transporte, em terra firme estava acontecendo algum evento.
-
É um roubo! – Exclamou Aysha. – Olhe. São três meliantes correndo com um objeto
brilhoso e os guardas atrás deles.
-
Eles darão conta. – Disse Lívia.
-
Eu acho que parte do nosso processo é ajudar a quem podemos. – Eu disse com
toda a boa vontade.
-
Estou contigo. – Disse Michele.
Eu,
Michele com Nay e Clarisse saltamos do transporte. Com seu poder ela criou uma águia
gigante e nos acoplou para perseguir os ladrões.
Aos
poucos a oração de Clarisse foi se tornando mais forte e uma neblina começou a
pairar sobre os ladrões. A águia se tornou um pouco confusa, mas Clarisse
fortaleceu a magia de Michele e então nós penetramos. O ar do local estava
sendo retirado.
-
O que está acontecendo? – Perguntei confuso. – É você Clarisse?
-
Não. – Disse Michele. E flutuando veio Aysha com seu canhão aberto. – É o
vácuo.
Os
ladrões começaram a sufocar e foram obrigados a parar. Eu então saltei da águia
e me posicionei na frente deles. Eu também estava sem ar, mas me segurei.
-
Deixem o objeto no chão. – Ali próximo a eles percebi ser uma pedra preciosa
azul turquesa.
Eles
fizeram o que eu pedi. Michele e Clarisse então se aproximaram e fizeram uma
pequena bolha de ar para nós.
-
É o cristal da torre dos magos da cidade. – Disse Michele. – Que bom que
recuperamos.
Aysha
fez uma bomba de caos que saiu do seu canhão e desmaiou os ladrões. Clarisse
dispersou a névoa e os guardas nos alcançaram. Ficaram muito contentes com a
nossa ajuda. Fomos convidados para ser aclamados pelo líder da cidade e os
moradores nos tratavam como heróis.
-
Eu te disse que seriamos capacitados Edu. – Disse Michele sorridente.
Depois
fomos alcançados por Carig e Lívia que não estavam contentes com a nossa parada
e sugeriu que fossemos. Montamos no transporte e seguimos rumo a Austrália.
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O mal está no castelo Ludjimasi. – Nos alertou Carig.
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