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Estamos muito longe do Castelo Ludjimasi. – Disse Carig. – Precisamos acelerar
o transporte.
Ficamos
um tempo pensando em como fazer. Até que lembrei que Clarisse poderia acelerar.
Então a chamei.
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Clarisse? – Ela então abriu os olhos. – Fortaleça a magia dele, como você fez
quando ajudamos lá embaixo.
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Ajudar a Carig. – Ela sorriu.
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Não se trata de ajudar a ele. – Intrometeu Michele. – Se trata de ajudar a
todos nós.
Foi
assim que ela se aproximou de Carig que por algum momento eu pude sentir que
ele gostou. Ela estendeu os braços e utilizou o poder da fé dando mais
velocidade ao transporte, dobrando para ser mais preciso.
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Logo teremos que atravessar o mar. – Completou Carig.
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No lugar que estamos existem deuses menores pouco conhecidos no nosso mundo. Existe
um vasto território que não é coberto pelos imortais. Ao extremo Norte está o
Castelo Sclaterkini, e ao extremo sudeste o Castelo Ludjimasi e o restante das
faixas são cobertas por reinos e deuses desconhecidos. Temos que ter cuidado. –
Disse Michele.
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Bobagem. – Retrucou Lívia. – Estaríamos preocupados se eles de verdade
representassem perigo, mas se nunca nem se atreveram a enfrentar os Imortais é
porque não possuem poder pra isso.
Fizemos
silencio e nos tornamos pensativos, cada um tinha sua opinião sobre tal
assunto, mas não era válido expressá-los. Ao todo existem 193 reinos, como
líderes existem Imortais, Divinos, Elementais e outros seres. Estando com Lívia
e Carig, é difícil que alguma coisa possa nos acontecer.
As
pessoas na superfície possuíam características distintas, alguns humanos com
traços diferenciados, mas outras raças também povoam essa região, na Terra
seria equivalente a Ásia. Até que um tempo depois chegamos na Índia, um tipo de
energia diferente estava aqui, mais pura. Animais mágicos e energia divina
diferente das convencionais do Kenn.
De
longe já avistávamos o céu sobre o Castelo Ludjimasi, e era denso, a energia
muito parecida ao cosmo emanado por Clarisse se podia ver no céu.
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Eles já estão aqui. – Disse Aysha.
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Os com o gene Ludjimasi? – Perguntei com temor.
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Como nunca soubemos de Ludjimasi em outro planeta? – Perguntou Lívia atônita. –
Sabemos que em Lussufuri existe Gions e Uarol, mas Cosmódia.
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Olhe o cosmo Lívia. – Disse Carig. – É negro!
Eu
não entendi a referência, sou novato em Nord.
-
Só pode nos dizer se tratar de três raças. – Completou Aysha – Nephalins,
Spectro ou Anjo.
-
E sendo uma dessas três raças, pode nos aplastar facilmente. Temos que torcer
que seja um Nephalins, pelo menos é o mais fraco dos três. – Disse Michele.
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Mas vocês se esquecem de outra coisa. – Disse Lívia. – São muito medrosos. E
daí que possuem o Cosmo Negro. Eu e Carig possuímos o Cosmo Divino que é muito
mais poderoso que o cosmo dele.
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Sinta melhor Lívia. – Disse Clarisse. – Posso possuir o mais fraco dos cosmos,
mas ainda assim consigo sentir, o cosmo negro dele é muito poderoso. Já te vi
com o divino ativado assim como o Carig, não se compara a esse poder.
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Talvez não agora sua insolente. – Disse Lívia perdendo a paciência. – Mas desenvolverei
meu cosmo e ele não será palio para nenhum cosmo negro conhecido, nem mesmo
para um Adhji.
Era
um tipo de conversa que eu não poderia me meter, sou um mero guerreiro, não
entendo nada de magias ou poderes universais, muito menos sabia da existência de
famílias divinas e imortais. O melhor que eu faço é escutar e aprender.
Já
no extremo sul da Índia avistamos o oceano índico que estava muito agitado, com
ondas enormes e seguidas. Era impossível não ver a face de temor que nos
rodeava. De todas as histórias de heróis deste mundo que escutei quando estava
na preparatória para ser lutador, todas elas contavam com várias batalhas de experiências,
com a facilidade de hoje em dia em transporte e um mundo com mais paz, não
lutamos muito e sabemos que não estamos preparados para enfrentar invasores. Mas
como Michele sempre diz: seremos capacitados. E assim eu espero.
Que
energia era essa, à medida que nos aproximávamos sentimos que estávamos perto
de uma barreira, leve, mas que poderia a qualquer momento solidificar
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Não é uma missão para nosso porte. – Confessou Aysha. – Não há nada que
possamos fazer.
Clarisse
continua quieta em suas orações, concentrada na aceleração da magia transporte
do Carig.
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Temos que fazer um plano. – Disse Michele. – Olhe o Nay? – Ela apontou para seu
pet. – Está desesperado.
-
Onde está Yan ou Judá Adhji? – Reclamou Lívia. – É a mesma energia, eles
deveriam estar aqui.
O
desespero tomava conta de nós, antes balbuciávamos coragem por não conhecíamos esse
poder. Agora tão próximo, perdíamos a fala diante daquele poder.
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E eu me equivoquei. – Disse Aysha. – Apenas um Ludjimasi Cosmodiano está aqui. Dois
outros seres que adentraram a atmosfera de Nord não estão presentes no castelo.
Os
animais marinhos estavam alvoroçados pelo turbilhão daquela energia. Eu pensava
nas raças humanoides aquáticas que por ali viviam, Star, Sarpain, e etc.
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Carig, Clarisse? – Chamou Lívia. – Teremos que sacrificar parte das nossas
vidas para inflamar nosso cosmo. Vai ser nossa única saída neste momento.
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Inflamar? – Perguntei a Michele.
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Eles perdem parte da força vital deles e duplicam seus poderes cósmicos. – Me respondeu.
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Calma. – Decidi intervir. – Vocês estão tratando ele como se fosse um inimigo. Ainda
não sabemos o que ele quer aqui.
Aysha
então se pronunciou.
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Meu caro Eduardo. Os Ludjimasi estão aterrorizados.
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Talvez porque assim como nós não conheciam tamanho poder.
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Já faz dias que eles estão assim, desde que eu surgi para vocês. Se fosse algo
amistoso, esse sentimento já deveria ter desaparecido. Não acha?
Fiquei
com aquela dúvida, mas sabia que algo não estava certo.
Logo
entramos no Reino Ludjimasi.
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O Castelo está muito próximo. – Disse Carig.
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Para não chamar atenção. Talvez devamos desfazer sua magia e entrar por terra. –
Disse Aysha.
E
assim fizemos, caminhamos lentamente para entrada do castelo. E para nossa surpresa,
não havia guardas. Beirando as entradas fomos meio que camuflados pelo poder de
fé de Clarisse para alcançar o salão onde toda aquela energia emanava.
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