Henrique
com sua energia desenhou um grande círculo sob seus pés e sobre sua cabeça,
e dentro dele um pentagrama de energia e símbolos pagãos. De repente os dois
círculos começam a intercambiar fluidos de energia bruxal e cosmo envolvido.
-
Vai conhecer o divino Jakel. – Disse ele com um sorriso de meia boca.
Sem
sair do lugar, com os braços estirados em posição anatômica ele simplesmente
movia as mãos e os dedos e as energias do campo saíam em disparada contra Jakel,
que ora desvia de uns, ora se defendia com o cosmo negro. E o impressionante é
que os raios energéticos ao atingir o cosmo o faziam estalar, como se o fosse
romper com um pouco mais de pressão ou investidas. E Henrique simplesmente
sorria.
Em
todas as batalhas que houveram até o momento com Jakel foi ela simplesmente
usando seu cosmo para atacar ou defender. Mas dessa vez ela precisou ir mais além.
Henrique
carregou uma energia bruxal que saiu do seu círculo em grande circunferência para
finalizar com a Adhji. Ela firmou os pés no chão e flexionou as pernas, estirou
os braços e abriu as mãos.
-
Ialpor Cap-mi. – Gritou em Enoquiano,
a língua angélica. O mais alto grau de magia divina usada por humanoides.
E
a energia lançada contra ela foi sendo aos poucos “queimadas”, evaporando ao
tocar em suas mãos, enquanto ela repetia as palavras como um mantra.
-
Estou impressionado. – Disse Henrique saindo da posição. – Achei que seria mais
fácil, mas parece que os filhos de Kadhji veem muito bem preparados.
Ele
girou as mãos uma por cima da outra, enquanto uma fazia um movimento horário, a
outra era anti-horário. E um círculo como o dele se formou por cima dela.
-
Sou muito mais velho que você garota, e tenho muito mais experiência, lutei na
batalha contra as fadas, estive na batalha contra Toni, não é uma pequena
garota pretensiosa que vai me vencer. – Ele ergueu a cabeça no alto, levantou
os braços e gritou em enoquiano. – COMSELHA
CAP-MI!
E
o círculo passou a emanar energias de cima embaixo atacando-a de todos os
lados, Jakel bem que tentou resistir com seu cosmo negro, mas ele se rompeu. Ela
então ativou seu cosmo divino, rosa que serviu como o escudo, e aos poucos ela
tentou levantar. Mesmo aturdido com tamanho poder, Henrique estava sóbrio.
-
CONST! – E poderosos trovões emanaram
do círculo que a envolvia, sem forças ela não resistiu e acabou desmaiando.
Quando
os Maias finalizaram com os seus lutadores e perceberam a derrota de Jakel, se
uniram os três para derrota-lo.
-
Jakel é só uma garotinha que ainda está aprendendo. – Disse Diogo Rocha. –
Mesmo assim ela é muito poderosa para idade dela, seu covarde. – Eles então se
posicionaram.
-
Terá que enfrentar a nós! – Disse Deyvyd Maia.
Enquanto
isso Pricila e Lux estavam cercados por seis Delacour cada um. Os Delacour são
conhecidos por serem especialistas em Lava de Dragão e Gelo Feérico, ou a
combinação dos dois, chamada Lavelo, um poder de alto nível entre os Delacour e
que só eles podem usar. Alguns deles mais poderosos podem usar os dois atacas,
cada um em uma mão através do aprimoramento ambidestria. E assim os atacavam,
Lux com sua proteção de luz sólida e seu cosmo tentava se defender dos múltiplos
golpes, já Pricila usava apenas seu cosmo. Mas o que eles estavam fazendo era
sentir até quanto é a força dos Delacour.
Lux
criou um círculo de telecinése e afastou os Delacour de perto. Pricila se focou
em Gabriel Delacour, e com seu cosmo bloqueou os ataques dos outros e o atingiu
em cheio com um poder que surgiu quase instantaneamente e é de um caminho
desconhecido o que o pegou de surpresa, logo foi arremessado.
-
Que poder é esse? – Perguntou Gabriel. – É como a explosão de bombas nucleares.
– Pricila sorriu e partiu para dar outra investida.
Henrique
estava apenas se protegendo e ateando seus raios do círculo bruxal, mas os
Maias ali eram muito rápidos e experientes, a velocidade vampírica de Iruga o
impressionava, tanto que em um dado momento, Diogo Rocha tocou no círculo e
resistiu a energia que queimava, quando Henrique mudou de posição para poder
usar sua magia enoquiana, Iruga aproveitou sua agilidade e entrou dentro do
poder. Cara a cara com Henrique que arregalou os olhos quando o viu, ele disse:
- TROVÃO! – E os pedação de Henrique foram espalhados junto com o círculo que
se dissipou.
Logo
voaram para pegar a Jakel que ainda estava desmaiada. Eles sabiam que demoraria
mais de um dia para Henrique se recompor.
-
Agora vamos ajudar os Delacour. – Disse Deyvyd que foi atrás de Pricila.
Pricila
ao tentar movimentar-se percebeu que estava atrelada ao chão com dupla energia,
por cima o gelo que não derretia nem se quebrava, e por dentro uma lava que a
estava corroendo. Seu rosto mudou de expressão, sentindo a dor física e também
a emocional por ter sido pega.
-
Percebemos que você baixa a guarda quando ataca, e não consegue se concentrar
em múltiplos adversários. – Disse Nick Delacour.
Enquanto
Gabriel se levantava e tentava entender a origem daquele poder. Lisa, Lil, Amy
e Antony começaram a atear Lava e Gelo sobre seu corpo na tentativa de
imobiliza-la de vez.
Lux
teve sua proteção de luz sólida quebrada, então diminuiu a intensidade do seu
cosmo, o cosmo² ele usou para se proteger e o negro para atacar. Wayne Delacour
já estava no chão desmaiado, por algum golpe de energia. Anita e Lucky Dinqot
Delacour foram a lados opostos de Lux e o atacou, ao dividir mais uma vez seu
cosmo o enfraqueceram, ele então não viu outra saída a não ser Energizar. Ao converter seus pontos de
magia e atributos ele se viu muito mais poderoso, e isso assustou a todos que
puderam sentir a energia branca do caminho energia ao redor dele. Ardius e Dã
Delacour, uns dos mais poderosos da família ativou seus poderes feéricos e
draconianos e atacaram ao mesmo tempo que Anita e Lucky e nem o energizar
estava sendo capaz que aguentar tamanha investida.
Os
Maias criaram Globos de Luzes Divinos e lançaram contra Pricila que estava
sendo congelada. Quando estava por encima da sua cintura ela sorriu.
-
Insolentes. – Gargalhou. – Achou mesmo que seria tão fácil. De repente todo o
cenário deixou de existir, pareciam estar no cosmos universal e várias linhas
que se traçavam em vertical e horizontal logo uma densa escuridão pairou junto
com o silencio e desapareceu, voltamos onde estávamos e agora existia uma
Pricila morta e congelada e uma outra totalmente livre que girou em seu próprio
eixo e fez com que explosões nucleares como fissão de átomos explodisse em toda
superfície dos corpos que a atacavam e foram arremessados e desmaiaram.
Quando
Ardius e Dã finalizaram com Lux que estava como estátua de Lavelo sobre o
grande salão, Pricila se virou contra eles com grande fúria, mas antes que
pudesse investir, um portal foi criado entre ambos e eis que surge uma Dragão
Espiritual.
-
Estela! – Exclamou Ardius. – Estamos salvos.
Continua...
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