Mundo
Andaluz
Claus e Minos depois de despedirem de Ximena seguem
a viajem, continuando a exploração. E se surpreendem quando encontram um
dragão, mas este era distinto dos que Minos conhecia quando morou em Nord, a
pele era mais para um vermelho vinho, as escamas também não eram iguais e ele
parecia ser multielemental.
- O que é isso? – Perguntou Claus maravilhado.
- É um dragão, um pouco diferente do que eu conheço,
mas é claramente um.
- E vocês quem são? – Perguntou o dragão.
- Sou Claus, Andaluz do Fogo. E meu amigo é Minos,
não é deste mundo.
- E o que fazem tão longe? – Perguntou novamente.
- Desculpa. – Disse Minos. – Acontece que no meu
mundo os dragões são violentos e não costumam conversar, geralmente atacam até
destruir o oponente. – Minos estava assustado.
- Não se preocupe, não sou esse tipo de dragão. –
Ele sorriu. – Sou um dragão genus, o primeiro da espécie, fui criado pelas
fadas. Minha missão é criar os dragões elementais.
- Ah sim. – Disse Minos. – Por isso senti que você
era multielemental.
- Exato. A cada reprodução mitótica eu serei capaz
de liberar um dragão elemental. – Ele arfou. – Mas isso ainda não aconteceu. –
Então ele voltou seus olhos para nós. – E vocês? O que buscam?
Então me aproximei.
- Buscamos uma Wicca, no reino acima conhecemos
Ximena Girl. É que queremos fazer uma exploração nos mundos que se uniram.
- Muito bem. A Ximena eu conheço, nossos reinos são
vizinhos. Em cima e na parte leste também, ela chegou a conquistar uma parte do
meu território. – Ele riu. – Mas nos damos bem.
- E a Wicca, você conhece? – Perguntou Minos.
- Sim, ela se chama Ana Cecília, faz divisa com meu
reino no Sul. É um vasto território que ela conquistou. É muito poderosa.
Assim que nos despedimos do Dragão Genus e seguimos
nossa viagem.
Na divisa ao sul, nos deparamos com uma barreira
mágica. E começamos a atacar com bolas de fogo e ataques de terra. Mas era impenetrável.
- Tenho uma ideia. – Disse Minos. – Talvez a
barreira não se estenda para debaixo da terra. Assim que posso usar meus
poderes de terra para abrir um buraco e por aí atravessamos.
- Boa ideia.
Minos começou a produzir alguns terremotos e a abrir
um buraco na terra, o suficiente para que possamos entrar. E para nossa
alegria, a barreira se limitava a parte superior então cavoucamos com magia um
traço reto para pegarmos uma distancia da barreira e abrimos por cima para
sair. Quando alcançamos a superfície eis que nos deparamos com uma garota
linda, e em volta dela um círculo mágico que eu nunca tinha visto, e nem sabia
que era possível que um círculo mágico andasse junto com a pessoa.
- Muito bem invasores. Descobriram uma maneira de
burlar minha barreira. – Ela cruzou os braços. – O que querem aqui. Não escutaram
o Protetorado, já não se pode mais conquistar!
Então levantamos as mãos.
- Não é o que você está pensando. – Disse Minos. –
Só viemos por ti.
- O que quer dizer? – Perguntou confusa.
- Conhecemos Ximena Girl. – Eu disse tentando
amenizar. – E ela nos disse que te encontraríamos aqui. Somos exploradores,
queremos conhecer esses novos mundos que se uniram. E ela disse que você
poderia nos ajudar.
Ela pareceu baixar um pouco a guarda.
- Venham comigo.
A Wicca nos levou até seu castelo, era tudo muito
lindo, não tão desenvolvido como o reino do Minos, mas é com certeza, mais
bonito. Ela preparou pão e cerais e vinho para comermos e bebermos. E eu não
tinha percebido, mas eu estava morrendo de fome.
- Não costumo receber muitas visitas. – Disse a
Wicca. – A propósito, me chamo Ana Cecília Wicca.
- Eu me chamo Claus, e ele se chama de Minos
Sclaterkini.
- Ah sim. Você também é de Nord? – Perguntou para
Minos.
- Sim, sou de lá. Escolheram-me para colonizar aqui.
- O mesmo aconteceu comigo. – Ela disse um pouco
pesarosa.
Ficamos um bom tempo conversando, ela não conhecia
muito sobre os Andaluzes, mas estava encantada. Disse que leva boa relação com
as fadas e que às vezes ela a visita. Logo ela sentiu que caiu a pressão sanguínea
e ela teve umas visões.
- Meninos, algo muito ruim está prestes a acontecer.
- Como? Aqui? – Perguntei irrequieto.
- Não, outro mundo. E vários mundos se conectaram
para destruir este mal que se aproxima. Vejo Nord, vejo parentes, meus e também
seus Minos, vejo seres divinos e outras raças.
- De que mundo está falando? – Perguntou Minos.
- Kharin. Surgiu há um pouco mais de mil anos atrás,
na Batalha contra Vlannytic.
Logo Ana voltou ao normal.
- Acho que isso significa alguma coisa meninos.
- Sabemos o que significa. Estão-nos chamando. –
Sorriu Minos. – Os deuses nos querem lá para ajudar Kharin.
- Mas só existe um problema. – Eu disse tentando
compreender. – Como vamos fazer uma viaje interplanetária?
Ana abriu um círculo e começou a proferir palavras
de uma linguagem desconhecida. Logo o círculo foi brilhando cada vez mais
intenso.
- Precisam entrar no círculo. – Disse Ana.
E sem titubear Minos entrou e me colocou para
dentro.
O brilho se intensificou ainda mais e de repente só víamos
luz e quando pisquei meus olhos eu já estava em outro mundo. Um frio grotesco e
uma placa que indicava uma cidade ao norte chamada Depruff.
- Parece que estamos em Kharin, Claus. – Ele estava
maravilhado.
- Porque será que Ana não veio conosco. Ela parecia
querer ajudar.
- Talvez para não perder o território dela, ou
também para trazer-nos de volta caso precisemos.
Então encontramos alguns galhos secos e eu os encandeci
para aquecer-nos e iluminar o caminho e seguimos rumo ao Reino de Depruff.
Nenhum comentário:
Postar um comentário