sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Capitulo 13 – Dominações

Mundo Andaluz

Quando alcançamos o lugar aonde vive Minos Sclaterkini, eu fiquei muito impressionado, era uma grande extensão de terra, talvez não superasse a dos Andaluzes de Fogo, mas tínhamos que levar em consideração o fato de que este reino era só de um único ser.

Ele me foi explicando tudo, o que era cada coisa e como foi associando com o que conhecia de seu antigo mundo e criando neste. Até que então chegamos ao centro, que é aonde ele vive. E o incrível é que só existe ele em todo o Reino, como nosso mundo é novo, não houve tempo para popular, e acredito que os seres humanos tenham métodos distintos de reprodução.

Em seu reino tem lugares para caçar, para buscar minério, florestas, grãos, existem animais de estimação, produção de barro, onde ele começou a fabricar tijolos e fazer casas e outras construções como segundo ele, um Senado, um Templo, Quinta, Quartel, um Armazém onde ele estoca alimentos, Porto no rio que leva direto para o mar, e um farol.

Também possui um enorme navio, e me disse que tinha uma ideia. Que queria que eu deixasse meus seis elementais de fogo vigiando e cuidando de seu reino, enquanto nós fizéssemos uma exploração dos mundos através do mar em seu navio.

Então aceitei, Minos é um explorador, a explicação de porque tanta extensão de terra estava no fato de que ele gostava de procurar, de conhecer o novo. Ele estava empolgado com a ideia, mas antes tínhamos que estocar alimentação, agua, montar equipamentos de viagens. Como um ser imortal ele tinha um poder de luta incrível e por isso não temia os desafios, e ele também acreditava no meu potencial, já havíamos batalhado e ele estava seguro de que poderíamos enfrentar tudo.

Quando anoiteceu, Minos trouxe coelhos para comermos e fizemos uma fogueira para assá-lo e também para que ele me contasse histórias de como era no mundo de Nord.

- O pai do meu bisavô era um anjo e lutava por um deus muito poderoso chamado Ledjyoho, um dos mais honrados. Graças a ele Nord pode ser salva de uma destruição.

Eu fiquei boquiaberto, e me lembrei de que existe uma lenda de que há um anjo no mundo de Andaluz.

- Logo ele teve dois filhos, Kirby e Breack. No primeiro nasceu o poder da transmutação que logo ficou impresso no gene de todo Sclaterkini, mas que surgiu graças a Kirby. Já em Breack renasceu a raça original da família que existiu a duas gerações anteriores, o filho do deus Ragnar e de Ennay Dielc, Felipe Sclaterkini, a raça Ogro. Este veio um Ogro mais humanizado e belo, porque descendeu de um anjo. E tempos depois Péricles, o pai do meu bisavô teve seu ultimo filho, Tom Sclaterkini, este veio um Anjo.

Eu parei para processar a informação, e comemos um pouco.

- O que me está tentando dizer é que a partir do anjo surgiram três denominações na sua família.

Ele sorriu. – Exatamente. – Logo deu mais um mordida no coelho e continuou. – Em Nord, os descendentes de Breack se fizeram mais conhecidos, por estarem sempre em aventuras e salvando o mundo, logo, Dony, o ultimo descendente desse membro da família nasceu Spectro, uma raça do mundo de Spiritun, e Dony absorveu as características de todas as raças existentes e é o mais poderoso ser da nossa família. Tom teve dois filhos, mais nunca escutamos falar sobre eles. E da minha, Kirby teve dois filhos e uma filha. E cada um teve um mais. Um era meu pai, e eu por ser o mais novo e único desse membro familiar, me mandaram para Neomundus/Andaluz, lá eu tinha treze anos e estava despertando a magia, e aqui meu crescimento foi detido, e quando aqui alcançar minha idade eu volto a crescer.

- Que caótico. – eu disse espantado.

Logo terminamos de comer e nos preparamos para dormir. Eu deitei em um lado do fogo e Minos do outro. Na verdade não consegui dormir muito bem, fiquei lembrando-me do que ele havia dito sobre a transmutação, e pensei que talvez ele me esteja agradando porque queira minhas características de raça, como fazer elementais, e assim ele povoaria seu grande reino.

Os primeiros raios da manhã começou a penetrar seu reino e a fogueira já se estava extinguindo quando nós dois despertamos. Minos parecia bem descansado, de fato, revigorado, talvez por saber que faríamos uma expedição em volta dos mundos.

- Estou muito contente de que estás indo comigo Claus. – Ele estendeu a mão para cumprimentar-me e possuía um sorriso enérgico no rosto.

Então também estendi minhas mãos e sorri. – Eu também estou muito feliz. Mas preciso ser completamente honesto contigo.

Uma ruga de preocupação brotou sobre suas sobrancelhas. – e o que seria?

- Eu temo que você só me queira para transmutar-me. – Eu disse de golpe e fixei meu olhar sobre o dele.

Seguindo o mesmo olhar fixo e ele seguiu. – E onde estaria o problema? Transmutar-te não significaria nenhum dano para ti. Mas não quero que penses que estou indo viajar contigo por querer ter seu poder. O quero porque me agradas, e temos sonhos parecidos.

Confesso que suas palavras me deixaram muito confortável, e para afastar esse medo de uma vez eu o ofereci para que me transmute. Assim poderei seguir sabendo que esse não é o premio final que ele espera.

- Está seguro de que é isso que realmente quer? – perguntou Minos.

Balancei a cabeça aprovando e logo parei com braços e pernas unidas e fechei meus olhos. Pude perceber algumas luzes se formando ao redor de mim e logo tudo tomou conta do meu ser, pude sentir algo sobre e dentro de mim ao mesmo tempo, e aos poucos me fui sentindo grande, duplicado, e quando essa sensação chegou a ser plena me quitaram. Logo me senti eu novamente e então abri os olhos. Na minha frente estava Minos envolto em chamas e em magia.

- Eu me sinto ótimo meu amigo Claus. É a primeira vez que faço isso, e sinto como se minha energia estivesse sida muito ampliada. Eu espero que você esteja se sentindo bem.


Eu estava ótimo e minha alegria o fazia transparecer e também transbordar. Então entramos no navio e seguimos a correnteza do rio de fluxo ao mar, não tardou para começar a chover, então deixamos o navio à deriva e passei a ensinar-lhe como manipular os poderes de um Andaluz.

Nenhum comentário:

Postar um comentário