Mundo
Andaluz
Quando
alcançamos o lugar aonde vive Minos Sclaterkini, eu fiquei muito impressionado,
era uma grande extensão de terra, talvez não superasse a dos Andaluzes de Fogo,
mas tínhamos que levar em consideração o fato de que este reino era só de um
único ser.
Ele
me foi explicando tudo, o que era cada coisa e como foi associando com o que
conhecia de seu antigo mundo e criando neste. Até que então chegamos ao centro,
que é aonde ele vive. E o incrível é que só existe ele em todo o Reino, como
nosso mundo é novo, não houve tempo para popular, e acredito que os seres
humanos tenham métodos distintos de reprodução.
Em
seu reino tem lugares para caçar, para buscar minério, florestas, grãos,
existem animais de estimação, produção de barro, onde ele começou a fabricar
tijolos e fazer casas e outras construções como segundo ele, um Senado, um
Templo, Quinta, Quartel, um Armazém onde ele estoca alimentos, Porto no rio que
leva direto para o mar, e um farol.
Também
possui um enorme navio, e me disse que tinha uma ideia. Que queria que eu
deixasse meus seis elementais de fogo vigiando e cuidando de seu reino,
enquanto nós fizéssemos uma exploração dos mundos através do mar em seu navio.
Então
aceitei, Minos é um explorador, a explicação de porque tanta extensão de terra
estava no fato de que ele gostava de procurar, de conhecer o novo. Ele estava
empolgado com a ideia, mas antes tínhamos que estocar alimentação, agua, montar
equipamentos de viagens. Como um ser imortal ele tinha um poder de luta
incrível e por isso não temia os desafios, e ele também acreditava no meu
potencial, já havíamos batalhado e ele estava seguro de que poderíamos
enfrentar tudo.
Quando
anoiteceu, Minos trouxe coelhos para comermos e fizemos uma fogueira para
assá-lo e também para que ele me contasse histórias de como era no mundo de
Nord.
-
O pai do meu bisavô era um anjo e lutava por um deus muito poderoso chamado
Ledjyoho, um dos mais honrados. Graças a ele Nord pode ser salva de uma
destruição.
Eu
fiquei boquiaberto, e me lembrei de que existe uma lenda de que há um anjo no
mundo de Andaluz.
-
Logo ele teve dois filhos, Kirby e Breack. No primeiro nasceu o poder da
transmutação que logo ficou impresso no gene de todo Sclaterkini, mas que
surgiu graças a Kirby. Já em Breack renasceu a raça original da família que
existiu a duas gerações anteriores, o filho do deus Ragnar e de Ennay Dielc,
Felipe Sclaterkini, a raça Ogro. Este veio um Ogro mais humanizado e belo,
porque descendeu de um anjo. E tempos depois Péricles, o pai do meu bisavô teve
seu ultimo filho, Tom Sclaterkini, este veio um Anjo.
Eu
parei para processar a informação, e comemos um pouco.
-
O que me está tentando dizer é que a partir do anjo surgiram três denominações
na sua família.
Ele
sorriu. – Exatamente. – Logo deu mais um mordida no coelho e continuou. – Em
Nord, os descendentes de Breack se fizeram mais conhecidos, por estarem sempre
em aventuras e salvando o mundo, logo, Dony, o ultimo descendente desse membro
da família nasceu Spectro, uma raça do mundo de Spiritun, e Dony absorveu as
características de todas as raças existentes e é o mais poderoso ser da nossa
família. Tom teve dois filhos, mais nunca escutamos falar sobre eles. E da
minha, Kirby teve dois filhos e uma filha. E cada um teve um mais. Um era meu
pai, e eu por ser o mais novo e único desse membro familiar, me mandaram para
Neomundus/Andaluz, lá eu tinha treze anos e estava despertando a magia, e aqui
meu crescimento foi detido, e quando aqui alcançar minha idade eu volto a
crescer.
-
Que caótico. – eu disse espantado.
Logo
terminamos de comer e nos preparamos para dormir. Eu deitei em um lado do fogo
e Minos do outro. Na verdade não consegui dormir muito bem, fiquei lembrando-me
do que ele havia dito sobre a transmutação, e pensei que talvez ele me esteja
agradando porque queira minhas características de raça, como fazer elementais,
e assim ele povoaria seu grande reino.
Os
primeiros raios da manhã começou a penetrar seu reino e a fogueira já se estava
extinguindo quando nós dois despertamos. Minos parecia bem descansado, de fato,
revigorado, talvez por saber que faríamos uma expedição em volta dos mundos.
-
Estou muito contente de que estás indo comigo Claus. – Ele estendeu a mão para
cumprimentar-me e possuía um sorriso enérgico no rosto.
Então
também estendi minhas mãos e sorri. – Eu também estou muito feliz. Mas preciso
ser completamente honesto contigo.
Uma
ruga de preocupação brotou sobre suas sobrancelhas. – e o que seria?
-
Eu temo que você só me queira para transmutar-me. – Eu disse de golpe e fixei
meu olhar sobre o dele.
Seguindo
o mesmo olhar fixo e ele seguiu. – E onde estaria o problema? Transmutar-te não
significaria nenhum dano para ti. Mas não quero que penses que estou indo
viajar contigo por querer ter seu poder. O quero porque me agradas, e temos
sonhos parecidos.
Confesso
que suas palavras me deixaram muito confortável, e para afastar esse medo de
uma vez eu o ofereci para que me transmute. Assim poderei seguir sabendo que
esse não é o premio final que ele espera.
-
Está seguro de que é isso que realmente quer? – perguntou Minos.
Balancei
a cabeça aprovando e logo parei com braços e pernas unidas e fechei meus olhos.
Pude perceber algumas luzes se formando ao redor de mim e logo tudo tomou conta
do meu ser, pude sentir algo sobre e dentro de mim ao mesmo tempo, e aos poucos
me fui sentindo grande, duplicado, e quando essa sensação chegou a ser plena me
quitaram. Logo me senti eu novamente e então abri os olhos. Na minha frente
estava Minos envolto em chamas e em magia.
-
Eu me sinto ótimo meu amigo Claus. É a primeira vez que faço isso, e sinto como
se minha energia estivesse sida muito ampliada. Eu espero que você esteja se
sentindo bem.
Eu
estava ótimo e minha alegria o fazia transparecer e também transbordar. Então entramos
no navio e seguimos a correnteza do rio de fluxo ao mar, não tardou para começar
a chover, então deixamos o navio à deriva e passei a ensinar-lhe como manipular
os poderes de um Andaluz.
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